"Todo aquele que se lança ao design está transformando situações existentes em situações preferidas." Herbert Simon
Categorias: Papo de buteco

Para quem estiver no Rio, exposição excelente:

“Cartazes Cubanos – Um Olhar Sobre O Cinema Mundial”
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro, Galeria 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro – RJ (Metrô: Estação Carioca)
Horário: de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h
Entrada: Franca

No site da Caixa está dizendo que a exposição vai até o dia 25/10/2009, MAS VAI ATÉ O DIA 1/11/2009 (Domingo). Eles adiaram o encerramento da exposição mas acho que não comunicaram para ninguém :) Quem puder vá que está legal.

Abaixo coloquei uma mostra do que está na Caixa.


Categorias: Economia

Me lembro que costumava comparar o teor dos textos jornalísticos daqui com o que eu lia nos jornais ingleses enquanto morava em Londres (em 2006). Me parecia que os jornais de lá destacavam pontos mais relevantes dos assuntos abordados que os nossos jornais. Por exemplo, quando falavam da abertura de alguma estação nova de metrô eles sempre falavam de coisas como “revitalização econômica da área X” e “Y vagas de trabalho serão criadas devido à nova estação”. Aqui a notícia era do tipo “X azulejos foram utilizados na nova estação” e “a construção atinge Y metros de profundidade”.  Sei lá, tinha a impressão que muitas vezes nossos jornais destacavam pontos completamente inúteis das notícias.

Mas neste final de semana vi uma coisa que contraria o que eu pensava. Saiu um artigo na última Economist falando da economia do tráfico de drogas no Rio, e na Folha de hoje saíram algumas matérias no mesmo tom. Achei legal. Posso estar errado, mas me parece que estamos ficando mais sofisticados na abordagem de notícias.

Alguns pontos interessantes que ambas publicações levantaram:

  • Geralmente o tráfico de drogas de uma grande cidade é dominado por uma única gangue, situação de certa forma mais “gerenciável” para o Estado. No Rio existem três grandes gangues competindo por espaço (Comando Vermelho, Terceiro Comando e Amigo dos Amigos);
  • A classe média carioca está indo menos aos morros para comprar drogas (por causa do aumento da violência nas favelas, do uso de drogas sintéticas como ecstasy e do tráfico operado pela própria classe média). Por isso as gangues estão precisando brigar mais pelos espaços consumidores que restam, no caso os próprios morros;
  • Os traficantes do Rio hoje estão operando próximo ao seu custo de “manutenção”, isto é, as margens de lucros estão ficando menores;
  • As diferenças de remuneração entre os diferentes trabalhadores do tráfico é bem menor que a diferença média no mercado de trabalho brasileiro. Ironicamente os salários do tráfico são mais “igualitários”.

Achei interessante ver a abordagem de um jornal brasileiro parecida com a de uma revista como a Economist. Como disse, tinha a impressão que antes os nossos jornais falavam apenas de quantas pessoas morreram, quantos tiros foram disparados e esse tipo de coisa. Entender a lógica e a economia por trás do negócio nos ajudará a tomar decisões mais racionais para combater o problema.

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Infelizmente não posso colocar links para as notícias. A Economist agora está deixando apenas assinantes da revista acessarem as notícias da edição corrente, e a Folha também pede senha (o máximo que consegui foi colocar aqui o infográfico que saiu na Folha, em péssima resolução, mas nem sei se eu poderia fazer isso). Foi mal…

Aliás, uma coisa que ainda temos que melhorar são nossos sites. O site da Economist é super limpo, direto, fácil de ler e ainda abre espaço para discussão em todas as notícias. Na notícia sobre o tráfico no Rio, por exemplo, o leitor que se identifica como “campinas sp”  postou o seguinte comentário:

the net profit of 8% per year is very low and almost close to govern Selic, value where anyone can borrow money to govern without any risk. Drug is not exclusively a health problem, but police problem too. The key factor is the federal govern is unable to watch the Brazil border with Bolivia, from the cocaine comes, and from Paraguai, from arms come.What a nightmare for Brazil youngers parents.”

Legal, né? Enquanto isso, o site da Folha é péssimo, muito ruim para ler as notícias e ainda por cima não reproduz todo o conteúdo do jornal impresso (como os gráficos por exemplo). Bom, já que estamos nos sofisticando na mensagem, espero que em breve iremos nos sofisticar no meio também :)

Não tenho escrito muito no blog (acho que o último post foi em março…) mas queria falar um pouco do Twitter. Estou impressionado com o negócio. Sério mesmo. Antes estava achando que era mais uma ondinha, mas agora que estou usando de forma útil comecei a valorizar a ferramenta.

Algumas das coisas que aconteceram desde que comecei a usar o Twitter:

1) Praticamente não leio mais feed de rss. Antes de começar a trabalhar dou uma olhada nos tweets que chegaram, vejo os sites e artigos interessantes enviados por quem eu sigo e dou uma navegada rápida pelas indicações. Tenho gostado mais do resultado final do que quando eu seguia feeds;

2) Participei de um congresso no início de outubro em São Paulo, apresentando um sistema que desenvolvemos no meu trabalho no ano passado. O pessoal do congresso estava twittando todas as palestras em tempo real. Na semana seguinte uma empresa ligou para o meu trabalho interessada em comprar o sistema, depois ter lido no Twitter os comentários sobre a apresentação.

Fala sério…

E o potencial desse acompanhamento real é um absurdo, a ser escrito por muitos e muitos outros posts. Não sei se será necessariamente pelo Twitter, mas definitivamente isso é uma tendência. Eu próprio já me vi acompanhando um congresso pela ferramenta, imagina quando estivermos transmitindo em tempo real na internet os vídeos que capturamos com nossos celulares? E quando um site conseguir integrar esses posts de texto, som e vídeo ao vivo para um determinado evento? O mundo acompanhado em tempo real pelos olhos da inteligência coletiva.

Meio assustador, mas acho maneiro :)

Para quem ainda está perdido segue link explicando o que são os tweets e o outro para baixar um programinha bom para usar a ferramenta (o Twirl).

Fiz uma apresentação rápida sobre como uma organização pode utilizar a inteligência coletiva de seus seguidores no Twitter para disseminar informação.