Entendo que as eleições dos EUA afetam o mundo inteiro, afinal queiram ou não eles ainda são a maior economia do planeta. Sem dúvida o presidente americano é um dos líderes mundiais que mais têm impacto em nossas vidas. Mas… bom, é UM dos. Não é O líder. Ou é? Prefiro acreditar que não.
Aí vem a Economist e monta uma “eleição mundial” para próximo presidente dos EUA. Sei que é um exercício de imaginação e tal, mas essa de “what if the whole world could vote” e “global electoral college”, hummm, não sei não… Gosto da revista, mas às vezes acho que eles forçam a barra um pouco demais. Tenho a impressão que eles seguem firmemente a idéia de que ‘a melhor forma de prever o futuro é criá-lo’. E o que me deixa mais ressabiado é que fica claro que a revista sabe a influência que têm sobre muita gente no mundo, e fica jogando com isso.
Acho que eu estou meio perseguido. Logo eu que estava tão otimista até o último post… Não, estou brincando, ainda estou otimista. Mas que fico com o pé atrás às vezes com a Economist isso fico…
Peraí. Será que eu estou virando vermelhinho?? :)
(Obs: Só como curiosidade, quando escrevi esse post o Obama estava ganhando com 75% dos votos aqui no Brasil. Aliás, a parte de azul no mapa aí de cima são os lugares onde o Obama é preferido até o momento. Engraçado, né?)












Relaxa, cara. Você não está virando vermelhinho, não. Esse seu incômodo todo com a derrota esmagadora do McCain mostra isso claramente. ;)
Não, acho que me expressei mal :) Não estou incomodado com a “derrota” do McCain, mas acho que as eleições dos EUA têm que ser decididas apenas pelos cidadãos americanos. Nós temos que ficar apenas de observadores, pelo menos é a minha opinião. A BBC tinha feito uma enquete parecida no início do mês passado, e nessa o Obama também teve uma vitória esmagadora. Mas a abordagem da pesquisa foi completamente diferente. Na BBC a pesquisa era “Qual seu candidato americano preferido?”, na Economist a pergunta é “What if the whole world could vote?”. A diferença pode parecer sutil, mas eu não acho que seja.
A Economist mede muito bem as palavras que usa, e nessa mensagem tem um monte de recados implícitos, como por exemplo “Americanos, atenção em quem vocês vão escolher. A sua decisão nos afetará e nossa voz é importante.” e (talvez eu esteja exagerando nessa) até um ensaio de que uma “eleição global” poderia vir a ser configurada no futuro.
Bom, sei lá. Como eu disse, gosto da revista mas às vezes fico um pouco bolado com ela. Mas não me incomodo do McCain perder não. Aliás, depois de Sarah Palin estou até torcendo para isso :)