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	<description>&#34;Diga-me com quem andas e eu te direi se vou contigo&#34; Letice Botelho</description>
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		<title>Manual do dândi</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 01:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns posts atrás falei que ia colocar aqui dois textos do Baudelaire. Só que descobri depois que um dos textos que eu estava pensando na verdade é do Balzac, tirado do livro Manual do dândi. Mas beleza, o pequeno equívoco não tira a graça do texto. Primeiro vou contar rapidamente a história de como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns posts atrás falei que ia colocar aqui dois textos do Baudelaire. Só que descobri depois que um dos textos que eu estava pensando na verdade é do Balzac, tirado do livro <em><a href="http://www.autenticaeditora.com.br/autentica/470" target="_blank">Manual do dândi</a></em>. Mas beleza, o pequeno equívoco não tira a graça do texto.</p>
<p>Primeiro vou contar rapidamente a história de como cheguei ao <em>Manual do dândi</em>. Tenho um amigo, que tem um outro amigo que é um fodão, famoso até. Mas não vou falar quem é :) Um dia esse cara fodão chegou para o meu amigo e disse &#8220;Acho que você já pode ler esse livro&#8221;, e deu o <em>Manual do dândi</em> de presente para ele. Achei muito maneiro, fiquei curiosão, e comprei o livro também. Acho que não ia adiantar esperar alguém me dar de presente&#8230; Enfim, não sei se eu estava pronto para o livro, mas gostei muito. Passagens sensacionais, minha cópia já está toda sublinhada.</p>
<p>Não tenho certeza, mas acho que o cara falou que meu amigo &#8220;já podia&#8221; ler o livro porque o texto dele é um pouco polêmico, pode ser interpretado como fútil ou esnobe. Já escutei até que ele era &#8220;pernóstico&#8221;. O lance é que ele tem que ser visto de uma outra maneira, que eu não sei explicar exatamente. Mas vou tentar dar um exemplo. Abaixo a passagem que eu comentei que iria postar aqui, depois o tal exemplo.</p>
<table border="0" cellspacing="15" cellpadding="15" bgcolor="#F2F2F2">
<tbody>
<tr>
<td>
Assim, os versados na vida elegante não cobrem seus tapetes com uma longa faixa verde, indicando por onde passar, e não temem as visitas de um velho tio asmático. Não consultam o termômetro para sair com seus cavalos. Submetidos tanto aos encargos quanto aos benefícios da fortuna, não parecem nunca contrariados por um dano; pois, neles, tudo se conserta com dinheiro ou se resolve com o maior ou menor esforço dos seus criados. Colocar um vaso, um relógio de parede numa caixa, cobrir seus divãs com capas, embrulhar um lustre não é se assemelhar a essa boa gente que, após ter feito economias para comprar candelabros, cobrem-nos imediatamente com uma gaze espessa? O homem de gosto deve desfrutar de tudo que possui. Ele não gosta das coisas que exigem demasiado respeito. </p>
<p>A exemplo da natureza, ele não teme exibir todos os dias o seu esplendor; ele é capaz de reproduzi-la. Além disso, não espera até que seus móveis atestem seus serviços através de numerosos galões, para dar-lhes outro destino, e jamais se queixa do preço excessivo das coisas, pois ele tudo previu. Para o homem da vida ocupada, as recepções são solenidades; ele tem suas sagrações periódicas para os quais desembala tudo, esvazia seus armários e descobre seus bronzes; mas o homem da vida elegante sabe receber a toda hora sem se deixar surpreender. Sua divisa é a de uma família cuja glória associa-se à descoberta do novo mundo; ele está renovadamente sempre paratus, sempre pronto, sempre semelhante a si mesmo. Sua casa, seus criados, suas carruagens, seu luxo, ignoram o preconceito do domingo. Todos os dias são dias de festa.
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Acho sensacional essa passagem. Tire a capinha do celular, tire os plásticos no carro novo. Se você tem, use. Se por acaso estragar e isso for uma tragédia para você, então o fato é que talvez você nem devesse ter. Sei que é um pouco forte isso, mas considerando coisas materiais, acho que é bom termos apenas o que não será o fim do mundo se perdermos.</p>
<p>Mas voltando a questão do texto ser &#8220;pernóstico&#8221;. A frase&#8230; </p>
<blockquote><p>Submetidos tanto aos encargos quanto aos benefícios da fortuna, não parecem nunca contrariados por um dano; pois, neles, tudo se conserta com dinheiro ou se resolve com o maior ou menor esforço dos seus criados.</p>
</blockquote>
<p>&#8230;realmente pode dar um pouco essa impressão de &#8220;metido&#8221;. Mas não interpretei como sendo necessariamente um cara rico, e sim um cara que vive bem dentro das suas condições. E o lance dos criados acho que podemos considerar o contexto da época em que isso foi escrito. </p>
<p>O exemplo que me vem a cabeça quando leio esses parágrafos é o meu avô. Com certeza o cara era um dândi. Ele ainda é vivo, mas está doente e não faz mais as estripulias que fazia antes. Mas na ativa ele era dândi, e longe de ser rico. Minha família não é rica, mas meu avô estava sempre pronto para receber as pessoas, quem quer que fosse. E queria sempre o melhor, seja para ele, seja para quem estivesse com ele. Não tinha criado, não tinha carruagem, não tinha luxo, mas todos os dias eram de festa. E isso, da maneira dele, era elegância. </p>
<p>Eu acho que é nesse tom que o livro tem que ser lido.</p>
<p>*o post era para ser apenas o texto do Balzac e acabei desvirtuando um pouco, desculpem :)</p>
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		<title>Acompanhamento natural do trabalho</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 13:25:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Web]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que já tem uns dois anos que mantenho o blog. Nesse tempo aprendi a ficar viciado em uma coisa que quem tem site vai entender: Google Analytics. Até que estou menos obcecado agora, mas teve uma época que eu checava o dashboard da ferramenta pelo menos uma vez por dia. Aqueles mil gráficos mostrando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que já tem uns dois anos que mantenho o blog. Nesse tempo aprendi a ficar viciado em uma coisa que quem tem site vai entender: Google Analytics. Até que estou menos obcecado agora, mas teve uma época que eu checava o dashboard da ferramenta pelo menos uma vez por dia. Aqueles mil gráficos mostrando tudo sobre os visitante do site (quais páginas mais acessam, quanto tempo ficam navegando, de onde estão vindo&#8230;) é de deixar qualquer um maluco. Continuo acompanhando, mas de forma mais comedida :)</p>
<p>A questão é: a gente adora acompanhar um gráfico. Quando nos mostram de forma simples um bando de informação que normalmente é difícil de entender a gente acaba prestando atenção. <span style="background-color: #ffffff;">Sacando isso já estão desenvolvendo ferramentas onde você pode praticamente monitorar a sua vida, como o <a href="http://www.daytum.com/crudden">Daytum</a>.</span></p>
<p><a href="http://www.daytum.com/crudden" target="_blank"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2011/04/FireShot-capture-156-DAYTUM-www_daytum_com_crudden-540x366.png" alt="" title="Daytum" width="540" height="366" class="aligncenter size-medium wp-image-1794" /></a></p>
<p><br/></p>
<p>Achei a idéia interessante, mas cá para nós, ficar anotando&#8221;virtualmente&#8221; tudo que fizemos o dia inteiro não é lá muito prático. O monitoramento contínuo que dá certo tem que ser simples. A palavra é &#8220;automático&#8221;. Para que o serviço realmente torne-se popular as análises já tem que vir naturalmente para o usuário, sem que ele precise ficar consolidando os dados manualmente. Como o Google Analyitcs: você loga e já vê os gráficos a partir dos dados coletados pelo sistema. Fácil.</p>
<p>Dois serviços já se tornaram bastante populares nos EUA e alguns outros lugares do mundo seguindo essa premissa: o Mint e o Nike+.</p>
<p><a href="https://www.mint.com" target="_blank"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2011/04/FireShot-capture-157-Graphs-I-Mint_com-www_mint_com_how-it-works_graphs1-540x222.png" alt="" title="Mint.com" width="540" height="222" class="aligncenter size-medium wp-image-1799" /></a></p>
<p><br/></p>
<p><a href="http://www.wired.com/medtech/health/magazine/17-07/lbnp_nike?currentPage=2" target="_blank"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2011/04/nikeplus_01-540x330.jpg" alt="" title="Nike+" width="540" height="330" class="aligncenter size-medium wp-image-1800" /></a></p>
<p><br/></p>
<p>E no trabalho?</p>
<p>Eu sou fervoroso defensor de que o dia-a-dia no trabalho fique mais simples. Afinal são 8h em média (no mínimo) que ficamos no escritório. E também gosto da idéia de utilizar aplicativos para deixar o gerenciamento de produtividade mais simples, natural. Os fornecedores de TI já estão atentos para isso, oferecendo serviços cada vez mais gráficos para acompanhamento de linhas de produção, equipes de vendas e redes de suprimentos. Mas isso tudo já é meio que quantificável, mastigável, certo? Eles só estão organizando os dados e exibindo as consolidações de forma visual.</p>
<p>Mas e questões mais intangíveis do mundo corporativo? Existem pontos que podem redefinir totalmente alguns procedimentos de trabalho, como por exemplo os relacionamentos dentro da organização que não estão refletidos no organograma e a variação de tempo médio que funcionários precisam dedicar em determinadas atividades. Estes pontos podem parecer difíceis de serem quantificados, nesse caso os dados a serem monitorados não são tão óbvios quanto &#8220;produtos em estoque&#8221;. Mas eles existem, e provavelmente já estão disponíveis na empresa. Só é preciso desenvolver as ferramentas que vão coletá-los e consolidá-los em gráficos.</p>
<p>Para essas questões eu acho que o pessoal de desenvolvimento de aplicativos web está mais adiantado que as consultorias. As empresas de TI já estão desenvolvendo ferramentas desse tipo, mas elas ainda não se tornaram tão comuns (ou faladas) como as ferramentas mais &#8220;batidas&#8221;, como CRM e ERP. Por que? Também não sei. O meu palpite é que os próprios fornecedores ainda não acreditam no potencial de alcance desses recursos. Acho que a tecnologia ainda é vista como &#8220;passa-tempo de internet&#8221;, o que é uma pena. Se as pessoas já estão monitorando suas corridas pelo iPod, porque não iriam querer monitorar os relacionamentos de suas caixas de email? Ou seu nível de aprendizado, continuamente?</p>
<p>De qualquer forma acho que o &#8220;monitoramento pessoal e contínuo&#8221; é uma tendência que ainda vai crescer muito, então é bom ficar de olho. Reuni alguns exemplos dessas iniciativas, que talvez possam servir de referência para quem tiver lendo esse post.</p>
<p><a href="http://hcil.cs.umd.edu/trs/2005-08/2005-08.pdf" target="_blank">Relacionamentos no ambiente de trabalho através das trocas de emails</a></p>
<p><a href="http://www.manictime.com" target="_blank">Monitoramento &#8220;passivo&#8221; de uso do tempo de trabalho com Manictime</a></p>
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		<title>Conversas de final de semana</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 02:23:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passei o último final de semana em São Paulo (parte de uma looonga temporada paulista) e me encontrei no sábado e no domingo com uma grande amiga que tenho na cidade. Ao longos das milhões de conversas e vários cafés fiquei de passar alguns nomes e links para ela. Enquanto escrevia o email com essas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei o último final de semana em São Paulo (parte de uma looonga temporada paulista) e me encontrei no sábado e no domingo com uma grande amiga que tenho na cidade. Ao longos das milhões de conversas e vários cafés fiquei de passar alguns nomes e links para ela. Enquanto escrevia o email com essas referências pensei que talvez poderia transformar a mensagem em um post aqui para o blog, assim poderia alimentar um pouco ele (o que não estou conseguindo fazer muito) e os links talvez ainda pudessem ser úteis para outras pessoas. Então aqui vai meu &#8220;email aberto&#8221; :)</p>
<p>***</p>
<p>Paty, segue abaixo tudo que te prometi:</p>
<p><strong>1) Egon Schiele</strong></p>
<p>O <a id="aptureLink_nrwPgpJVRt" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Egon%20Schiele">Schiele</a> foi uma das melhores descobertas da viagem para Áustria que fiz no último carnaval. Ele é um dos principais artistas austríacos, mas não é tão conhecido fora do país como o <a id="aptureLink_ag2lVTkD6n" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustav%20Klimt">Klimt</a> e o <a id="aptureLink_1zDXRZ9c9z" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedensreich%20Hundertwasser">Hundertwasser</a>. Mas o cara era genial. Foi protegido do Klimt e morreu novo, com 28 anos. Acho que foi tipo o &#8220;enfant terrible&#8221; da Áustria. O que mais gosto são os auto-retratos dele. Mas não espere algo romântico como o Klimt nem otimista como o Hundertwasser, o Schiele era mais sombrio. Mas eu acho maneiro também :)</p>
<p><a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2011/03/Self-Portrait-by-Egon-Schiele.png"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2011/03/Self-Portrait-by-Egon-Schiele.png" alt="Self Portrait, by Egon Schiele" title="Self Portrait, by Egon Schiele" width="350" height="512" class="alignnone size-full wp-image-1785" /></a></p>
<p><strong>2) Accuradio</strong></p>
<p>Accuradio é uma rádio online grátis. Estou viciado na estação de <a href="http://t.co/NThOStc" target="_blank">Brazilian Jazz</a>, dentro da seção de Jazz. Esquisito ficar escutando seleção de música brasileira montada por gringos, mas é que a rádio é muito boa. Perfeita para sábados e domingos relax. (Confissão tosca: também tem uma estação de pop que escuto bastante, tipo &#8220;Top 10&#8243;)</p>
<p><strong>3) Thierry de Mey</strong></p>
<p>Já <a href="http://feliphe.com/arte/">falei</a> dele no blog. Aliás, no mesmo post falo do Vik Muniz, daquela questão que estávamos conversando ontem de &#8220;design x arte&#8221;. O Thierry de Mey faz vídeo-dança, muito bom. Talvez tenha algumas referências para seu curso de vídeo experimental. Abaixo o vídeo que mais gosto dele.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/oQCTbCcSxis" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>4) Jorge Drexler</strong></p>
<p>Cantor uruguaio. Me amarro. A música que falei é La Edad Del Cielo. Achei um clipezinho tosco no Youtube, mas pelo menos dá para escutar a música. O disco que ficou mais famoso acho que é o Eco, talvez por causa da música do filme Diários de Motocicleta (por qual ele ganhou o Oscar), mas prefiro o Frontera, que é a que tem a Edad Del Cielo.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/xtN8t-FhY9A" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Esqueci alguma coisa? :)</p>
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		<title>Observador apaixonado</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 10:58:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Para variar não estou conseguindo parar muito para escrever no blog, então decidi colocar dois textos do Baudelaire aqui. Não é papo cabeça, o cara falou umas paradas completamente atemporais, que servem em qualquer momento. Nem sei tanto desses clássicos, mas o Baudelaire é maneiro :) Cada texto será em um post, sendo que esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para variar não estou conseguindo parar muito para escrever no blog, então decidi colocar dois textos do Baudelaire aqui. Não é papo cabeça, o cara falou umas paradas completamente atemporais, que servem em qualquer momento. Nem sei tanto desses clássicos, mas o Baudelaire é maneiro :)</p>
<p>Cada texto será em um post, sendo que esse primeiro é meu preferido. Estou completando quase um mês direto fora de casa, em quarto de hotel, e o texto tem a ver com isso. Teve uma época que cheguei a viajar com ele na carteira, meio que como uma oração. Sempre que estava longe de casa e ficava triste eu lia e me animava de novo, o texto me lembrava porque eu estava ali naquele lugar. Ele reúne o que eu acho que me esforço para aprender. Se tivesse uma faculdade para ser assim era isso que eu gostaria de estudar :)</p>
<p>A passagem foi retirada do livrinho &#8220;Sobre a modernidade&#8221;. Baudelaire está descrevendo um cara que ele chama de G. Segue abaixo.</p>
<table border="0" cellspacing="15" cellpadding="15" bgcolor="#F2F2F2">
<tbody>
<tr>
<td>
Eu o chamaria de bom grado dândi, e teria algumas boas razões para isso; pois a palavra dândi implica uma quintessência de caráter e uma compreensão sutil de todo mecanismo moral deste mundo; mas, por outro lado, o dândi aspira à insensibilidade, e é por esse ângulo que G., que é dominado por uma paixão insaciável, a de ver e de sentir, se afasta violentamente do dandismo. <em>Amabam amare</em>, dizia Santo Agostinho. “Amo apaixonadamente a paixão”, diria G. com naturalidade. O dândi é entediado, ou finge sê-lo, por política e razão de casta. G. tem horror às pessoas entediadas. Ele possui a arte extremamente difícil (os espíritos refinados irão me compreender) de ser sincero sem ser ridículo. Poderia condecorá-lo com o título de filósofo, que ele merece por várias razões, se seu amor excessivo pelas coisas visíveis, tangíveis, condensadas no estado plástico não lhe inspirasse uma certa repugnância por aquelas que formam o reino impalpável do metafísico. </p>
<p>A multidão é seu universo, como o ar é o dos pássaros, como a água, o dos peixes. Sua paixão e profissão é desposar a multidão. Para o perfeito flâneur, para o observador apaixonado, é um imenso júbilo fixar residência no numeroso, no ondulante, no movimento, no fugidio e no infinito. Estar fora de casa, e contudo sentir-se em casa onde quer que se encontre; ver o mundo, estar no centro do mundo e permanecer oculto ao mundo, eis alguns dos pequenos prazeres desses espíritos independentes, apaixonados imparciais, que a linguagem não pode definir senão toscamente. O observador é um príncipe que frui por toda parte do fato de estar incógnito. O amador da vida faz do mundo a sua família, tal como o amador do belo sexo compõe sua família com toda as belezas encontradas, encontráveis ou inencontráveis; tal como o amador de quadros vive numa sociedade encantada de sonhos pintados. Assim o apaixonado pela vida universal entra na multidão como se isso lhe aparecesse como um reservatório de eletricidade. Pode-se igualmente compará-lo a um espelho tão imenso quanto essa multidão; a um caleidoscópio dotado de consciência, que, a cada um de seus movimentos, representa a vida múltipla e o encanto cambiante de todos os elementos da vida.  É um eu insaciável do não-eu, que a cada instante o revela e o exprime em imagens mais vivas do que a própria vida, sempre instável e fugidia. “Todo homem”, dizia G. um dia, numa dessas conversas que ele ilumina com um olhar intenso e um gesto evocativo, “todo homem que não é atormentado por uma dessas tristezas de natureza demasiado concreta que absorvem todas as faculdades, e que se entedia no seio da multidão, é um imbecil! Um imbecil! e desprezo-o!”
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
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		<title>Pode ser Pepsi?</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 04:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Queria muito escrever sobre uma campanha de marketing que estou vidrado no momento: essa &#8220;Pode ser Pepsi?&#8221;. Achei tão genial que fico pensando nisso o tempo todo. Para quem não viu segue o vídeo abaixo. A propaganda toda é em cima de uma situação clássica. Quando chegamos em um restaurante ou bar que não tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queria muito escrever sobre uma campanha de marketing que estou vidrado no momento: essa &#8220;Pode ser Pepsi?&#8221;. Achei tão genial que fico pensando nisso o tempo todo. Para quem não viu segue o vídeo abaixo.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/MkyWgYrtjmk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A propaganda toda é em cima de uma situação clássica. Quando chegamos em um restaurante ou bar que não tem Coca-Cola e o diálogo se repete:</p>
<blockquote><p>Cliente: &#8220;Me dá uma Coca por favor.&#8221;<br />
Garçom: &#8220;Pode ser Pepsi?&#8221;<br />
Cliente: &#8220;Humm&#8230; Tem Guaraná Antarctica?&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Algumas variantes incluem &#8220;Tem água tônica?&#8221; e &#8220;Que sucos você tem?&#8221;. Fala sério, quem nunca passou por isso? E acho genial que a Pepsi tenha tido essa sacada e feito uma campanha sobre a situação, tentando convencer quem sempre fala o &#8220;Hum&#8230; Tem outra coisa?&#8221; a arriscar um &#8220;Pode ser Pepsi&#8221;. Gosto da propaganda principalmente por dois motivos:</p>
<p><strong>1) Auto-deboche</strong></p>
<p>Me amarro em auto-deboche :) Me passa uma sensação de segurança tão grande que penso que só pode ser muito confiante quem consegue se sacanear com tanta espontaneidade. Já penso &#8220;Esse cara é bom, não está tentando esconder nada&#8221;. E nesse caso a Pepsi vem de cara e assume que muitas vezes não é nem a segunda opção depois da Coca, pelo menos aqui no Brasil. E brinca com o fato. Se eles não tivessem reconhecido isso, ou tivessem percebido mas não quisessem assumir, nunca poderiam fazer uma campanha tentando justamente reverter essa situação. Acho muito bom.</p>
<p><strong>2) Padrão social</strong></p>
<p>Outra questão que me interessa muito são esses padrões sociais que emergem naturalmente, sem ninguém combinar nada. Quem convenceu todo mundo que Guaraná Antarctica é a segunda opção depois da Coca? Por que tem tanta gente usa a conta do Hotmail só para spam? Por que o Facebook virou a rede social &#8220;cool&#8221; e o Orkut &#8220;cafona&#8221;? Por que tem coisas que postamos no Twitter mas não postamos no Facebook, e vice-versa? São questões que não foram definidas por ninguém, sem regras estabelecidas, mas que de alguma forma as pessoas se organizam para seguir. Acho muito interessante ficar observando esses padrões.</p>
<p>***</p>
<p>Está tão na minha cabeça esse negócio que fui em um bar ontem e vi que todos os garçons estavam com o broche do &#8220;Pode ser Pepsi&#8221;. Enchi o saco para eles me darem um, sem sucesso. Mas hoje acabei voltando lá (calma, estou em ritmo de bota-fora do meu emprego atual com a equipe do projeto&#8230;) e, depois de mais uma pentelhação, finalmente consegui o broche! :) Abaixo o meu troféu.</p>
<p><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2011/01/pepsi.jpg" alt="" title="Pode ser Pepsi?" width="644" height="261" class="alignleft size-full wp-image-1735" /></p>
<p>Estou até com mais vontade de tomar Pepsi daqui para frente :)</p>
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		<title>Retrospectiva de leitura 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 16:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Dá para fazer uma retrospectiva do ano pelos livros lidos? Eu acho que dá. A minha retrospectiva de livros para 2010 é: Livros lidos (e terminados) A Linguagem das Coisas &#8211; Deyan Sudjic : Gostei muito O Paradoxo da Escolha &#8211; Barry Schwartz: Gostei A Lógica da Vida &#8211; Tim Hartford: Gostei Reconhecimento de Padrões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dá para fazer uma retrospectiva do ano pelos livros lidos? Eu acho que dá. A minha retrospectiva de livros para 2010 é:</p>
<p><strong>Livros lidos (e terminados)</strong></p>
<ul>
<li><a id="aptureLink_zTExp38IuC" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21819510/linguagem+das+coisas,+a">A Linguagem das Coisas</a> &#8211; Deyan Sudjic : Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_TPugOaXp0q" href="http://www.amazon.com/gp/product/0060005696?tag=apture-20">O Paradoxo da Escolha</a> &#8211; Barry Schwartz: Gostei
</li>
<li><a id="aptureLink_PxhwcM8fXi" href="http://timharford.com/logicoflife/">A Lógica da Vida</a> &#8211; Tim Hartford: Gostei
</li>
<li><a id="aptureLink_pZqIAtOoID" href="http://comciencia.br/comciencia/?section=8&amp;tipo=resenha&amp;edicao=20">Reconhecimento de Padrões</a> &#8211; William Gibson: Único ficção que li esse ano. Sugestão de um chefe muito legal que tive :) Confesso que não achei geniaaal, mas valeu pelo comentário que ele me fez antes de dar o livro. Eu disse para ele que estava perdendo o hábito de ler ficção e ele falou algo como &#8220;Feliphe, na ficção que está a verdade. Algumas coisas estão tão à frente que só o nível de abstração da ficção consegue abordar. Depois de muito tempo esses conceitos chegam nos não-ficção.&#8221;. Muito bom :)
<li><a id="aptureLink_mCfBNpJ7SL" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1957737/arquitetura+da+felicidade,+a">A Arquitetura da Felicidade</a> &#8211; Alain de Botton: Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_eZc1IxE9nC" href="http://www.amazon.com/gp/product/0300122233?tag=apture-20">Nudge</a> &#8211; Richard Thaler e Cass Sunstein: Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_uOdGiyAGZe" href="http://www.amazon.com/gp/product/0465003524?tag=apture-20">Who&#8217;s Your City</a> &#8211; Richard Florida: Gostei
</li>
<li><a id="aptureLink_ioDOUovlIc" href="http://www.amazon.com/gp/product/0446504106?tag=apture-20">The Art of Choosing</a> &#8211; Sheena Iyengar: Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_14lvEE2m5O" href="http://www.amazon.com/gp/product/1592534104?tag=apture-20">Information Design Workbook</a> &#8211; Kim Baer: Gostei
</li>
<li><a id="aptureLink_rBppqR7oKi" href="http://www.2ab.com.br/produtos.asp?desc=a-empresa-orientada-pelo-design-como-construir-uma-cultura-de-inovacao-permanente&amp;produtoid=709">A Empresa Orientada pelo Design</a> &#8211; Marty Neumier: Mais ou menos
</li>
<li><a id="aptureLink_QXeQaVbfcZ" href="http://www.ideo.com/by-ideo/change-by-design?cbd">Design by Change</a> &#8211; Tim Brown: Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_b1ekUxGlst" href="http://www.americanas.com.br/produto/285908/livros/administracaoenegocios/recursoshumanos/livro-como-mover-o-monte-fuji">Como Mover o Monte Fuji?</a> &#8211; William Poundstone: Péssimo. Mas foi útil para ver porque nunca fiz processo seletivo para esses tipos de empresas. Definitivamente não é a minha.
</li>
<li><a id="aptureLink_2kZcISglzZ" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21619318/naturalista+da+economia,+o">O Naturalista da Economia</a> &#8211; Robert Frank: Mais ou menos.
</li>
</ul>
<p><strong>Livros iniciados (mas não terminados)</strong></p>
<ul>
<li><a id="aptureLink_lQW050hBaR" href="http://www.amazon.com/gp/product/0060521996?tag=apture-20">The Innovators Dilemma</a> &#8211; Clayton Christensen: Eu estava gostanto muito, mas outros livros entraram no caminho. Voltarei a ele em 2011.
</li>
<li><a id="aptureLink_t0PLsbuIYs" href="http://www.amazon.com/gp/product/0307463745?tag=apture-20">ReWork</a> &#8211; Jason Fried e David Hanson: Acho que não volto a ele não. Sei lá, achei muito igual ao Getting Real.
</li>
<li><a id="aptureLink_kFBGy6kRyr" href="http://www.faygaostrower.org.br/livro6.php">A Sensibilidade do Intelecto</a> &#8211; Fayga Ostrower: É genial, mas acho que não estava no clima esse ano. Em 2011 tentarei de novo.
</li>
<li><a id="aptureLink_dsOeAmqLYk" href="http://sobreisso.com/2010/06/11/livro-a-hora-da-geracao-digital-pesquisa-perfil-de-usuarios-da-internet/">A Hora da Geração Digital</a> &#8211; Don Tapscott: Hum&#8230; É importante, mas achei que lá pro meio fiquei com uma sensação do tipo &#8220;Beleza, entendi, já me convenceu&#8221;, e não consegui ler o resto.
</li>
<li><a id="aptureLink_ktDIGEp94s" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O%20Relojoeiro%20Cego">O Relojoeiro Cego</a> &#8211; Richard Dawkins: Não sei se sou burro, mas achei muito chata a leitura. Não tive saco de continuar.</li>
<li><a id="aptureLink_rjhyF00dHp" href="http://www.amazon.com/gp/product/0060920432?tag=apture-20">Flow: The Psychology of Optimal Experience</a> &#8211; Mihály Csíkszentmihályi: Fico até com vergonha de dizer que não consegui terminar o livro, porque todo mundo fala tanto dele. Talvez eu não estivesse no clima esse ano, não sei. Mas não estava achando isso tudo que ficam falando. Tentarei voltar a ele em 2011.</li>
<li><a id="aptureLink_3GDX6WLbsG" href="http://www.amazon.com/gp/product/0061714704?tag=apture-20">Fascinate</a> &#8211; Sally Hogshead: Foi uma compra de impulso, de promoção de site. Pensei que talvez fosse me ajudar no artigo que escrevi sobre Arquitetura de Escolha, mas achei meio bobo.</li>
</ul>
<p><strong>Comprados e nem iniciados<br />
</strong></p>
<ul>
<li><a id="aptureLink_0uLeldhjVG" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21499203/?franq=131310">Visualizando Dados</a> &#8211; Ben Fry: Para ler esse livro tem que estar com tempo, porque tem um monte de partes práticas para fazer no computador. Tentarei fazer em 2011.
</li>
<li><a id="aptureLink_nPSMGMVQAo" href="http://www.travessa.com.br/A_ESSENCIA_DO_ESTILO_COMO_OS_FRANCESES_INVENTARAM_A_ALTA_COSTURA_A_GASTRONOMIA_OS_CAFES_CHIQUES_O_ESTILO_A_SOFISTICACAO_E_O_GLAMOUR/artigo/06aebf98-1b86-4d67-a39f-95ecab538482">A Essência do Estilo</a> &#8211; Joan DeJean: Compra impulsiva. Quando der tempo.
</li>
<li><a id="aptureLink_czc5OT1TbM" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21537215/manual+do+dandi:+a+vida+com+estilo?menuId=1335">Manual do Dândi</a> &#8211; Baudelaire: Compra impulsiva também. Mas quero muito ler.
</li>
<li><a id="aptureLink_iRLO037jnl" href="http://www.naisbitt.com/bibliography/megatrends.html">Megatrends</a> &#8211; John Naisbitt: Compra impulsiva de sebo. Não sei quando/se lerei.
</li>
<li><a id="aptureLink_EvEnXZuFDp" href="http://www.burburinho.com/20060625.html">Como Vencer um Debate sem Precisar ter Razão</a> &#8211; Arthur Schopenhauer: Compra impulsiva. O título é tão babaca que fiquei curioso :)</li>
</ul>
<p><strong>O que estou lendo agora</strong></p>
<p><a id="aptureLink_MVmpvAD6jZ" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The%20Moral%20Animal">The Moral Animal</a> &#8211; Robert Wright: Estou viciado já&#8230; De mudar como você olha tudo. Muito provavelmente vai entrar no meu Top 5.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A importância do corno&#8217;s job</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 01:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Corno&#8217;s job é aquele trabalho maleta que tem em qualquer lugar e que todo mundo sempre se esquiva. Pode ser a digitalização de uma planilha impressa, a tabulação dos resultados de uma busca no Google, a passagem à mão de informações de uma base de dados para outra. Enfim, todo mundo passa por isso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Corno&#8217;s job é aquele trabalho maleta que tem em qualquer lugar e que todo mundo sempre se esquiva. Pode ser a digitalização de uma planilha impressa, a tabulação dos resultados de uma busca no Google, a passagem à mão de informações de uma base de dados para outra. Enfim, todo mundo passa por isso de vez em quando, e todo o projeto tem pelo menos um deles.</p>
<p>Quando um corno&#8217;s job aparece a regra geral é: passa pro estagiário.</p>
<p>Pois eu não sei se sou maluco, mas às vezes gosto de pegar o corno&#8217;s job para fazer. Ou pelo menos dividir com o pobre coitado que sobrou com o abacaxi. Acho importante pelas seguintes razões:</p>
<ul>
<li>Como todo mundo fica tentando se esquivar às vezes o lance demora muito mais tempo para ficar pronto do que deveria. Quando a gente pega, dá um gás, e quando você vê já está pronto. Você se dá conta que grande parte da demora é mais pelo lenga-lenga de quem está se esquivando do que pela execução propriamente dita. </li>
<li>Ao fazer o corno&#8217;s job o assunto do qual o projeto se trata entra no sangue muito mais rápido. E a equipe te respeita muito mais quando vê que você fala com autoridade sobre o tema.</li>
<li>Tem corno&#8217;s jobs de projetos que são a única oportunidade para você ver de verdade as dificuldades de quem vai passar o dia-a-dia trabalhando com aquela informação. </li>
<li>Muitas vezes é na repetição do corno&#8217;s job que você vai pegar furos da sua análise. Informações que são importantes e você não tinha notado, tarefas que são mais difíceis de fazer do que você tinha imaginado. </li>
</ul>
<p>Claro que não dá para pegar todos os corno&#8217;s jobs que aparecem simplesmente porque não dá tempo. Mas sei lá, queria defender o corno&#8217;s job. Tem seu valor.</p>
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		<title>Who&#8217;s your city?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 04:57:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou lendo o &#8220;Who&#8217;s Your City?&#8220;, do Richard Florida. O livro se vende para &#8220;classe criativa&#8221; com a chamada: How the creative economy is making where to live the most important decision of your life. Confesso que acho meio bobo esse &#8220;most important decision&#8221;, mas o livro na verdade é um estudo sobre os grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com/Whos-Your-City-Creative-Important/dp/0465003524"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/12/whos_your_city_book_cover.gif" alt="" title="Who&#039;s Your City" width="180" height="269" class="alignleft size-full wp-image-1691" border="1" /></a>Estou lendo o &#8220;<a id="aptureLink_QYtQOJEsJz" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Who%27s%20Your%20City%3F">Who&#8217;s Your City?</a>&#8220;, do Richard Florida. O livro se vende para &#8220;classe criativa&#8221; com a chamada: <em>How the creative economy is making where to live the most important decision of your life</em>. Confesso que acho meio bobo esse &#8220;most important decision&#8221;, mas o livro na verdade é um estudo sobre os grande centros urbanos no mundo. Acho esse tópico muito interessante.</p>
<p>Pela metodologia que ele usa para identificar as &#8220;<a id="aptureLink_p55cytf7eE" href="http://www.rotman.utoronto.ca/userfiles/prosperity/File/Rise.of.%20the.Mega-Regions.w.cover.pdf">mega-regions</a>&#8221; do mundo, o livro diz que os 40 maiores pólos são responsáveis por 66% de toda atividade econômica mundial. Em um outro momento ele diz:</p>
<blockquote><p>National border also have less to do with defining cultural identity. We all know how different two cities can be despite being in the same state or province, much less the same country. (&#8230;) The more that two mega-regions-regardless of their physical distance or historical relantioship-have in common finacially, the more likely they are to develop similar social mores, cultural tastes, and even political leanings.</p></blockquote>
<p>Sei que isso é um pouco forte, mas &#8211; do alto da minha ignorância &#8211; acho que é real. Quando via os indianos que iam na nossa casa em Pune, com seus super-celulares e comendo na Pizza Hut, quando vi um barzinho metido a cool em Cracóvia chamado Perestroika, quando via como em muitos aspectos o Rio é muito mais parecido com Londres do que com <a id="aptureLink_Gpa4cHIXdD" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Campos%20dos%20Goitacazes">Campos dos Goitacazes</a> (cidade da minha avó), chego a pensar que os grandes pólos urbanos de fato tendem a ficar parecidos. Então penso num novo profissional, um expert da dinâmica dessas &#8220;mega-regions&#8221;. Afinal elas cobrem quase 70% de toda atividade econômica do planeta. Já devem existir uns caras assim. Emprego maneiro :)</p>
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		<title>Arquitetura de Escolha</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 04:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Web]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue abaixo a apresentação que fiz no último Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação. Vou ver se consigo disponibilizar o áudio também. Arquitetura de Escolha &#8211; EBAI 2010 Como assunto relacionado, segue o link para o meu primeiro post do blog, justamente sobre Paradoxo da Escolha. Que engraçado, estava falando sobre isso em 2008, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue abaixo a apresentação que fiz no último Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação. Vou ver se consigo disponibilizar o áudio também. </p>
<div style="width:550px" id="__ss_5766139"><strong style="display:block;margin:12px 0 4px"><a href="http://www.slideshare.net/feliphelavor/arquitetura-de-escolha-ebai-2010" title="Arquitetura de Escolha - EBAI 2010">Arquitetura de Escolha &#8211; EBAI 2010</a></strong><object id="__sse5766139" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ebai2010tomadadedecisaofeliphelavor-101113042242-phpapp01&#038;rel=0&#038;stripped_title=arquitetura-de-escolha-ebai-2010&#038;userName=feliphelavor" /><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed name="__sse5766139" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ebai2010tomadadedecisaofeliphelavor-101113042242-phpapp01&#038;rel=0&#038;stripped_title=arquitetura-de-escolha-ebai-2010&#038;userName=feliphelavor" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object> </div>
<p>Como assunto relacionado, segue o link para o meu primeiro post do blog, justamente sobre <a href="http://feliphe.com/paradoxo-da-escolha/">Paradoxo da Escolha</a>. Que engraçado, estava falando sobre isso em 2008, e em 2010 volto ao tópico em um congresso. Será que estou ficando repetitivo?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Internet e guerra no Rio</title>
		<link>http://feliphe.com/internet-e-guerra-no-rio/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 02:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Web]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu me dou conta como acho a internet interessante quando está a maior guerra no Rio de Janeiro e eu fico impressionado com o que vejo online. De tarde vi o bilhete scaneado que ficou circulando, falando do pacto entre as facções criminosas. Tinha um &#8220;retrólogo&#8221; que até agora não sei o que significa, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu me dou conta como acho a internet interessante quando está a maior guerra no Rio de Janeiro e eu fico impressionado com o que vejo online.</p>
<p>De tarde vi o <a id="aptureLink_KFgOSHENgb" href="http://robertatrindade.files.wordpress.com/2010/11/carta-unic3a3o.jpg">bilhete scaneado</a> que ficou circulando, falando do pacto entre as facções criminosas. Tinha um &#8220;retrólogo&#8221; que até agora não sei o que significa, mas achei tão engraçado que coloquei no meu status do Gtalk. Fiquei pensando o quanto demoraria para a imagem desse bilhete se espalhar antes de termos internet e, pior, para gerar piadinhas sem graça. </p>
<p>À noite vi o <a id="aptureLink_wVPGgJd8RC" href="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf">vídeo surreal</a> dos bandidos fugindo da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão. O que é impressionante do vídeo é que os próprios jornalistas não sabiam muito bem o que estava acontecendo, porque a imagem foi transmitida ao vivo. A imagem tinha sido transmitida à tarde na Globonews, mas consegui ver depois no site do canal.  Levei o notebook para cozinha, mostrei para o pessoal que estava aqui em casa, e ficamos todos discutindo sobre isso. Fiquei pensando como mudou essa questão de vermos vídeos quando quisermos, sem ficar dependente do horário do jornal, quase como uma guerra transmitida em tempo real mas que conseguimos assistir sob demanda.</p>
<p>Agora acabei de ver que o <a id="aptureLink_1Czx4RNnKB" href="http://twitter.com/CasodePolicia">Twitter do Casos de Polícia</a>, do jornal Extra, está publicando rapidamente o que é boato (#eboato) e o que é verdade (#everdade) nas informações que estão sendo espalhadas sobre os conflitos. Fiquei pensando como esses mecanismos de comunicação imediata podem espalhar mentiras mas também &#8220;desmentiras&#8221; tão rapidamente.</p>
<p>Juntando isso tudo, acho impressionante como as pessoas se auto-organizam, de forma autônoma, em torno da tecnologia. E como alguém pára para escrever sobre isso em um blog.</p>
<p>O bicho pegando lá fora e eu pensando nessas coisas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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