Esse post não será dos filosóficos, acho que está mais para os de utilidade pública :) Mas queria falar sobre duas ferramentas que descobri na semana passada e que já estou viciado. Elas dão um upgrade no Gmail, acho que pode ser útil para quem lê o blog.
Rapportive: Email em tempos de redes sociais
A primeira é o Rapportive. É sensacional, um plugin para Firefox e Chrome que te mostra um perfil rápido do autor de cada email da sua Inbox. Imagem abaixo:
Putz, super útil, imagino para um milhão de situações. Algumas:
1) Faço parte de algumas listas de discussões e na maior parte das vezes não conheço as pessoas que estão respondendo aos emails. Com o Rapportive já tenho uma visão rápida sobre quem está participando das conversas.
2) Em um processo seletivo já reúne os links das páginas das pessoas que estão mandando currÃculos.
3) Em uma empresa que usa o servidor de emails do Gmail para assuntos corporativos é praticamente um serviço de CRM.
E de quebra ainda tira as propagandas chatas do Gmail.
Muito bom. Claro que tem um quê de big brother, mas das duas uma: ou você assume que tem muita informação sua na internet e administra isso ou finge que não está nada acontecendo e só fica sendo observado, sem observar. Confesso que prefiro a primeira opção. Se você não gostar dessa exposição toda é até bom para checar o que aparece sobre você na internet, para revisar suas configurações de privacidade em redes sociais.
Outra questão meio delicada é o acesso que os fornecedores do plugin tem à sua caixa de emails. Mas gostei da página de polÃtica de privacidade deles.
Graph Your Inbox: Email em tempos de analytics
A segunda ferramenta que descobri essa semana é o Graph Your Inbox. Imaginem um Google Analytics do seu Gmail. Pois bem, é quase isso. Você pode traçar gráficos do volume emails na sua caixa de entrada a partir de determinados parâmetros. Fala sério, um milhão de utilidades também, principalmente para empresas ou pessoas que usam o Gmail para trabalho. Fiz umas brincadeiras com a ferramenta:
1) Estou trabalhando na ANS e recebo todos os dias um alerta do Google com o que sai sobre a agência na internet. O tÃtulo do email sempre contém o critério do meu alerta, então consigo filtrar todos os alertas recebidos. Se você colocar isso no Graph Your Inbox dá para gerar um gráfico automático de quantas menções a agência recebeu ao longo do tempo.
2) Como disse antes, participo de algumas listas de discussões. Uma é a de Arquitetura de Informação da Information Arquitecture Institute, outra é a de Engenheiros de Produção da UFRJ (essa não tem link porque acho que é fechada). Queria comparar em qual das duas são oferecidas mais vagas de emprego, para isso coloquei na query da busca a palavra “vaga”. A lista de Arquitetura ganhou de longe, achei engraçado.
3) Além das duas listas que disse no ponto anterior, também participo da Freecyle Rio, para doação de coisas que você jogaria fora. Queria comparar a quantidade de discussões das três listas e a de Arquitetura também ganhou. Será que estão oferecendo tantas vagas de emprego para arquitetos de informação porque o pessoal em vez de trabalhar fica mandando muito email para listas de discussão? :) Ou será que o mercado está bom e a profusão de discussões na verdade é um reflexo saudável disso? Sei lá, mas é legal poder levantar essas questões a partir de gráficos que ajudam a visualizar a informação.
Enfim, já estou viciado no Rapportive e no Graph Your Inbox.
Network effect
Mudando um pouco de assunto, mas ainda falando dessas ferramentas. É impressionante como a gente fica dependente de alguns produtos não por causa deles próprios, mas por causa dos seus complementos. Isso vai me acontecer com o Chrome por causa do Graph Your Inbox. A ferramenta só funciona no browser do Google, e eu já tinha desistido dele e voltado para o Firefox. Vou ter que continuar usando os dois ao mesmo tempo…
Mas esses caras não são bobos, essa cultura de complementos é uma realidade que estamos vivendo. Também estou atrelado ao iPod, que nem gosto tanto para falar a verdade, por causa de um speakerzinho muito bom que tenho e que… só funciona com o iPod.
Há alguns anos atrás li um livro na faculdade que falava sobre isso. Pursuing the Competitive Edge, do Robert Hayes. O cara fala:
The output of a network is not a single product, but a system of complementary products that together have the potential do make each individual product (and the network as a whole) more valuable.”
Pensem em aplicativos do iPhone. Quanto mais aplicativos úteis na App Store, mais valioso os próprios gadgets da Apple. Não é a toa que os caras estão ganhando uma baba nesse setor, o que não deve mudar tão cedo.
Mas, bom, eu que mudei muito de assunto agora. Melhor parar por aqui :)

















