"Diga-me com quem andas e eu te direi se vou contigo" Letice Botelho
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Finalmente começamos a adotar “oficialmente” o Scrum como metodologia de gerenciamento de projeto na equipe do meu trabalho. Para o pessoal de TI e de web não é nada demais, mas para as outras áreas Scrum ainda é um termo relativamente desconhecido.

Tenho que dizer que até o momento estou bem satisfeito. Já fizemos uma entrega, com todos felizes: equipe e cliente. A diferença mais óbvia (e anunciada) entre o Scrum e as metodologias de gerenciamento de projeto ditas tradicionais é que o primeiro não rejeita as mudanças. Não é a utopia de que tudo pode ser previsto e de que nós somos totalmente racionais. Digamos que seja uma metodologia mais realista.

Mas tirando esse ponto de lidar bem com mudanças, o que mais me admira na metodologia é como ela considera um monte de questões bem “humanas”. Ela prevê, aceita e tenta contornar vários dos nossos vícios e tiques. Alguns pontos da nossa natureza que acho que o Scrum deixa bem evidentes:

Perdemos o foco rápido Não adianta insistir, são poucas as pessoas que conseguem ficar muito tempo fazendo a mesma coisa sem se desfocar. A maioria fica ali, fazendo o que tem que fazer, mas se demorar muito para terminar acaba viajando por qualquer besteira, principalmente em tempos de Facebook, Youtube e cia. O Scrum prevê isso quando define tarefas curtas, com duração média de um dia. É mais fácil permanecer focado até o fim da tarefa quando ela é curta.

Não somos multitask Esse negócio de que conseguimos fazer um monte de coisas ao mesmo tempo é uma lenda. Podemos até conseguir dar conta de tarefas em paralelo, mas somos muito mais rápidos quando estamos focados em uma tarefa e partimos para outra apenas quando acabamos o que estamos fazendo. O Scrum atende isso quando faz com que peguemos uma tarefa de cada vez.

Ficamos mais motivados com feedback contínuo Essa é a velha arma utilizada pelos vídeo-games e a causa do vício em drogas: as “recompensas” sucessivas, em curtos períodos de tempo. Como no Scrum as nossas tarefas duram em média um dia e as entregas são feitas aproximadamente a cada dez ou vinte dias, sempre temos retorno rápido do nosso trabalho. Acabamos motivados a produzir mais.

Nossa opinião muda ao sabermos a opinião dos outros antes Quando fazemos alguma estimativa, acabamos muito influenciados pelo que os outros que estão próximos de nós falam. O Scrum prevê isso, por isso no momento de estimar esforço de alguma etapa do projeto todos da equipe devem expor sua opinião ao mesmo tempo, por meio de cartões. Evita o efeito de informação em cascata.

É mais fácil escrever um problema para o “nada” do que falar na cara das pessoas Esse é o principal motivo porque vemos tanta gente falando besteiras na internet (Orkut, Email, Facebook, Twitter…), que você nunca imaginaria falando em voz alta para alguém. Porque na internet a pessoa está sozinha com seu computador, fica mais fácil perder a censura. O Scrum joga com isso. A cada final de ciclo do projeto a equipe se reúne para lavar a “roupa suja”. Mas os elogios e queixas são escritos em cartões, e não falados na cara, no estilo “Pessoal, o que vocês acham que não funcionou no projeto?”. Só um determinado tipo de pessoa participa dessas dinâmicas em voz alta, logo o resultado fica completamente enviesado. Quando pedimos para as pessoas escreverem mais gente participa, deixando o debate mais honesto e rico.

Ficamos melindrados quando recebemos ordens O Scrum lida com isso principalmente em dois momentos: quando estamos estimando o esforço de cada etapa do projeto, em que todos da equipe opinam, e quando estamos dividindo as tarefas entre o grupo, em que cada um da equipe pode escolher o que vai fazer até o final do dia. Ninguém decidindo a vida de todos em um Project da vida.

Ficamos comparando piruzinho Acho essa expressão tão engraçada. Não sei quem que eu conheço que vive falando isso, que as pessoas ficam “comparando piruzinho”. Basicamente é ficar se comparando com quem está do lado. No Scrum isso acontece de forma natural, porque o que todos estão fazendo fica exposto em um quadro. Ninguém fica cobrando nada, mas também ninguém quer ficar para trás.

O Scrum possui alguns outros pontos “humanos” também. E, como qualquer metodologia, vários problemas. Mas tenho uma tendência a gostar de práticas que aceitam que somos imperfeitos. Estou chegando a conclusão que o Scrum é bem behavioural :)

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Sabe a pessoa mais gracinha do mundo? Então, ela trabalha em um lugar que eu sempre tive vontade de trabalhar também. Na semana passada a gente se encontrou e ela sugeriu que talvez eu pudesse ter uma oportunidade nessa empresa. Uma coisa hipotética, papo de bar.

Mas depois aconteceu uma coisa que me deixou meio bolado. Vou participar de um evento que oferece alguns cursos, e essa pessoa gracinha vai dar uma oficina sobre um assunto relacionado a essa empresa. E eu… putz, escolhi fazer outro curso, que acontece no mesmo horário. Mas é sobre um tema que eu acho super interessante, com um cara que não sei se terei outra oportunidade.

Na hora fiquei na nóia “Será que depõe contra mim?”, “Será que ela vai ficar bolada?”, “Será que diminui minhas chances de conseguir o tal emprego?”. Bom, me cadastrei mesmo assim no outro :)

Mas aí… Ontem fui numa festa que foi excelente. Sabe quando você vai para o lugar insuspeito, que você já conhece, não espera muita coisa, mas acaba sendo sensacional? Foi assim. E quando eu estava lá, curtindo, dançando sozinho (meu amigo estava em outro canto), pensei “Putz, desencana dessa parada do curso. Ela entenderia. Vai dar tudo certo.”. Nem sei porque veio isso na minha cabeça na hora, mas veio.

Esse post não é sobre a pessoa gracinha, nem sobre a empresa e nem sobre o curso. Aliás, nem sei porque ainda estou me lembrando disso. Na verdade esse post é sobre a festa :) Sobre como a gente pensa “Ah, relaxa…” quando estamos nos sentindo bem e tudo acaba dando certo. E não acho que a gente desencana porque vai dar certo, acho que no final dá certo porque a gente desencanou. E se for isso mesmo, então a festa foi fundamental para resolver um monte de coisa, para várias pessoas. Acho engraçado isso, quando nos damos conta da importância da festa.

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Quando comecei a usar internet, acho que em tempos de Altavista ainda, eu tinha um fetiche de que poderia aprender rapidamente sobre qualquer coisa. Desses conhecimentos que espera-se que todo mundo tenha pelo menos o básico, tipo “Quem foi Aristóteles”, ou “Músicas de Bethoven”. Mas para falar a verdade acabei não fazendo muito uso disso. No início até colocava uns verbetes, lia alguma e tal. Mas a internet não se transformou na principal introdução para esses “clássicos” que eu pensei que seria. Pelo menos para mim.

Mas aí….. Bom, estou um pouco animado demais porque recebi ontem um convite para esse Qwiki e, tenho que dizer, é sensacional! Quando eu vi o vídeo do demo, há mais ou menos um mês, confesso que não me empolguei muito. Pensei “Ah, mais umas dessas novidades de internet…”. Mas agora que eu testei, putz, acho que foi uma sensação parecida de quando usei o Skype da primeira vez. Tipo Jetsons. Até fiz um videozinho, coloco abaixo.

Agora imagina que você está no metrô, um amigo te chama para ir a uma exposição do Rembrandt, você conhece o artista de nome mas não sabe mais nada sobre. Então você pega o seu iPad, digita Rembrandt, coloca o fone de ouvido e vê uma apresentação dessa, a caminho da exposição. Fala sério, sensacional.

Ah, o futuro…. que ótimo…. :)

Abaixo um vídeo de um cara usando o Qwiki no iPad.

UPDATE:

Caraca… medo. Fui procurar o vídeo da demo do Qwiki e vi que o fundador do aplicativo é o mesmo cara que fez o Altavista, que menciono no início do post! Que bizarro. Bom, o cara é com certeza um visionário :)