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	<title>feliphe.com &#187; Papo de buteco</title>
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	<description>&#34;Todo aquele que se lança ao design está transformando situações existentes em situações preferidas.&#34; Herbert Simon</description>
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		<title>Assumindo o erro</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 15:20:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo atrás recebi um email que achei genial. Era a mensagem de uma newsletter que assino, de uma publicação inglesa chamada ArtsProfessional. Basicamente era um pedido de desculpas por um erro cometido pelo sistema deles. Reproduzo a mensagem abaixo. We emailed you recently to offer you a free trial to ArtsProfessional. However, it [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo atrás recebi um email que achei genial. Era a mensagem de uma newsletter que assino, de uma publicação inglesa chamada ArtsProfessional. Basicamente era um pedido de desculpas por um erro cometido pelo sistema deles. Reproduzo a mensagem abaixo.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1448" title="ArtsProfessional" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/09/artsprofessional1.jpg" alt="ArtsProfessional" width="577" height="342" /></p>
<blockquote><p>We emailed you recently to offer you a free trial to ArtsProfessional. However, it seems that our state-of-the-art technology was having an off day/week and it may not have been possible for you to log-on to our website. After lots of fixing and testing (and copious amounts of caffeine), we have sorted the problem. Will you give us another try? We’d love you to experience ArtsProfessional, free of charge, so you can decide for yourself whether our news, comment, features and management insight is as good as we say it is.</p></blockquote>
<p>Dá para sentir o humor britânico no texto inteiro, uma espécie de auto-deboche que eu acho o máximo. Mas o que eu acho mais importante é a sinceridade e o pedido de desculpas em si. Para falar a verdade eu nem tinha percebido o erro deles, porque não tinha tentado me logar antes para participar da tal promoção. Mas depois que recebi a mensagem fiquei curioso e acessei o formulário. Ou seja, além deles terem sido simpáticos com quem não conseguiu realizar a operação antes, eles ainda devem ter conseguido mais participantes para a iniciativa.</p>
<p>Se você tem confiança na qualidade do seu trabalho, assumir o erro pode ser excelente. É até gostoso, porque a partir daí você só tem a ganhar. Quando o problema acontece mas quem cometeu o erro fica tentando encobri-lo cria-se uma situação tão desconfortável, de pisar em ovos, que é muito difícil se concentrar no trabalho depois. A probabilidade de novos erros acaba aumentando. Mas quando se assume o erro é como se fosse falado &#8220;Beleza, errei, vamos começar de novo?&#8221;. E pronto.</p>
<p>Sendo um pouco mais ousado, acho que às vezes é útil assumir o erro mesmo que você não saiba direito quem foi o responsável por ele. Porque aí se passa logo do momento chato de apontamento de dedos e partes-se logo para etapa de resolução. Mais prático. O browser Firefox tem uma janela de erro que é mais ou menos assim:</p>
<p><img title="Firefox" src="../wp-content/uploads/2010/09/firefox.jpg" alt="Firefox" width="577" height="454" /></p>
<p>Nesse caso do Firefox acho que na maioria das vezes o erro foi meu. O computador deu um pau e desligou sozinho, ou eu abri mais coisas do que devia e o sistema começou a dar problemas. Mas o Firefox vem e assume a culpa. E está beleza, bola para frente, vamos começar de novo. Em nenhum momento eu pensei &#8220;Nossa, que browser ruim que fica travando o tempo todo.&#8221;. Muito pelo contrário.</p>
<p>As pessoas tem medo de assumir o erro, acham que vai arranhar a credibilidade delas. Se você não faz um bom trabalho talvez seja útil encobrir o erro mesmo. É um comportamento medíocre, mas pelo menos é coerente com sua postura como um todo. Mas se a pessoa tiver confiança na qualidade do que está sendo produzido e, de vez em quando, cometer falhas no caminho (o que acontece em todos os processos saudáveis) acho bem útil não ter esso medo de assumir a responsabilidade. No final tudo acaba fluindo melhor.</p>
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		<title>Black na última</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 22:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo na mesma noite. Ai&#8230; :) Back2Black Festival]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo na mesma noite. Ai&#8230; :)</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-CPCs7vVz6s?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/-CPCs7vVz6s?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gypiIfMJYro?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/gypiIfMJYro?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HZL0z8NJGSg?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/HZL0z8NJGSg?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.back2blackfestival.com.br" target="_blank">Back2Black Festival</a></p>
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		<title>Música, língua e Rio</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 04:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje me disseram que poderíamos ver uma chuva de meteoros no céu, entre 00.30 e 2.30 da manhã. Estou morando em um morro aqui do Rio e resolvi subir no terraço para tentar ver o tal fenômeno. O céu estava meio nublado e eu não tive paciência de ficar esse tempo todo lá em cima, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje me disseram que poderíamos ver uma chuva de meteoros no céu, entre 00.30 e 2.30 da manhã. Estou morando em um morro aqui do Rio e resolvi subir no terraço para tentar ver o tal fenômeno. O céu estava meio nublado e eu não tive paciência de ficar esse tempo todo lá em cima, então pra falar a verdade acabei voltando pra cama sem olhar meteoro nenhum, mas antes de descer vi outra coisa interessante. O vizinho estava na varanda dele, sozinho, olhando a vista (Baía de Guanabara e as luzes do Flamengo), tomando uma cervejinha e ouvindo &#8220;<a id="aptureLink_I4TEyKWyaV" href="http://www.youtube.com/watch?v=ohgO72yfZHw">Samba do Avião</a>&#8220;. 1 da manhã. Sensacional.</p>
<p>E de repente me veio o pensamento de que essa sensação do vizinho só é possível aqui no Rio. E que só a gente pode sentir. Não sei se quando digo &#8220;a gente&#8221; estou pensando em brasileiros ou cariocas, mas definitivamente entender a música é fundamental para o que quer que seja esse sentimento.</p>
<p>Fiquei pensando nessas coisas porque tenho vários amigos gringos que vêm para cá e ficam loucos com a cidade. Mesmo sem entender direito o que as pessoas estão falando e, principalmente, o que as palavras das músicas que eles gostam tanto dizem. Imagina se entendessem? E de repente me deu meio que uma pena deles por isso, porque é tão bom, né? Acho que viver e sentir o Rio, ouvindo qualquer coisa do Tom Jobim, João Gilberto, Paulinho da Viola, é uma sensação tão única, tão especial, que gostaria de alguma forma tentar passar esse sentimento para eles. Mas acho que é impossível.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Agora fala sério&#8230; Fiquei uns 8 meses sem escrever no blog para voltar com esse post. Me desculpem se estiver bobo de mais. Mas me deu vontade de falar isso aqui :)</p>
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		<title>Apagão e redes</title>
		<link>http://feliphe.com/apagao-e-redes/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 05:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>

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		<description><![CDATA[Li um livro interessante sobre redes há uns 2 meses (Linked, Albert-László Barabási), e achei oportuno falar sobre o assunto aqui no blog depois desse apagão na semana passada. A imprensa ainda está discutindo os reais motivos do incidente (mau tempo? falta de investimentos?). Eu não vou arriscar qual a razão, mas o que todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1355" title="Network" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/11/net.jpg" alt="Network" width="570" height="216" /></p>
<p>Li um livro interessante sobre redes há uns 2 meses (<a id="aptureLink_HEjkFvpkOo" href="http://www.amazon.com/gp/product/0452284392?tag=apture-20">Linked, Albert-László Barabási</a>), e achei oportuno falar sobre o assunto aqui no blog depois desse apagão na semana passada.</p>
<p>A imprensa ainda está discutindo os reais motivos do incidente (mau tempo? falta de investimentos?). Eu não vou arriscar qual a razão, mas o que todo mundo já sabe é que o acontecido foi consequência de um efeito em cascata, em que diferentes transmissores foram derrubando um ao outro em sequência, até apagar 18 estados do país.</p>
<p>Por que isso? Porque nossas distribuição de eletricidade é altamente interligada, com hubs &#8220;conectores&#8221; que ajudam os diversos pontos da rede a se comunicar mas, ao mesmo tempo, acabam configurando em uma fragilidade do sistema. Se um hub é derrubado muitos pontos da cadeia sofrem.</p>
<p>O que é interessante do<em> Linked</em> é que ele fala exatamente sobre isso, mas usando um monte de exemplos diferentes. Inclusive distribuição de energia elétrica, que volta e meia dá cano lá nos Estados Unidos. Além de eletricidade, o livro estuda as características de redes aplicadas a economia, relacionamentos, vírus, células, internet,  cientistas, atores de cinema e por aí vai. E caso a caso o autor vai mostrando que as premissas das redes se repetem, nos fazendo ver o mundo com outros olhos.</p>
<p>Recomento a leitura, mas já digo aqui alguns dos pontos que mais me chamaram atenção no livro:</p>
<ul>
<li><strong>Temos que aproveitar nossos laços &#8220;fracos&#8221; com hubs</strong></li>
</ul>
<p>Como as pessoas chegam mais frequentemente a seus novos empregos: através de indicação de amigos próximos ou por meio de &#8220;conhecidos&#8221;? Apesar de não ser óbvio (pelo menos para mim), pesquisas indicam que a segunda alternativa é a mais forte na busca por novos empregos. Isso porque nossos amigos normalmente circulam pelos mesmos locais que nós, convivendo com as mesmas pessoas de nosso círculo. O conjunto de conhecimento deles (como por exemplo &#8220;oportunidades de emprego&#8221;) acaba sendo próximo ao nosso. Mas os &#8220;conhecidos&#8221;, aquelas pessoas com quem falamos de vez em quando mas não são tão íntimas assim, nos abrem um mundo novo de possibilidades, em meios que não circulamos tão frequentemente. Por isso existe uma chance maior desses contatos &#8220;fracos&#8221;, e não nossos amigos mais próximos, saberem daquela oportunidade de emprego que estamos procurando.</p>
<blockquote><p>Week ties play a crucial role in our abilitiy to communicate with the outside world. Often our close friends can offer us little help in finding a job. They move in the same circles we do and are inevitably exposed to the same information. To get new information, we have to activate our weak ties.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>Os hubs são críticos para a sustentação de uma rede</strong></li>
</ul>
<p>Justamente por conta disso, é importante que existam os hubs: pontos da cadeia com mais conexões que a média. É natural que eles emerjam nas redes  &#8211; o buscador com algoritmo mais inteligente, o funcionário mais sociável na empresa, a represa mais propícia para geração de eletricidade, a empresa de processos mais eficientes &#8211; e eles permitem que os pontos distantes se comuniquem, mesmo que não estejam diretamente ligados.</p>
<blockquote><p>Even a few extra links are sufficiente to drastically decrease the average separation between nodes&#8230;  We can afford to be very provincial in choosing our friends, as long as a small fraction of the population has some long-range links. Huge networks do not need  to be full of random links to display small world features. A few such links will do the job.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>Hubs seguem pareto</strong></li>
</ul>
<p>Apesar de ser normal o surgimento de hubs, a quantidade deles em relação ao total tende a respeitar uma proporção de <a id="aptureLink_PQVhjCMC39" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pareto%20principle">pareto</a>, com apenas 20% dos nós sendo responsável pela interligação de 80% da rede. Ou seja, nós com poucas ligações são a grande maioria, mas eles continuam interligados justamente por causa dos hubs.</p>
<blockquote><p>In most real networks the majority of nodes have only a few links and these numerous tiny nodes coexist with a few big hubs, nodes with a anomalously high number of links. The few links connecting the smaller nodes to each other are not sufficiente to ensure that the network is fully connected. This function is secured by the relatively rare hubs that keep the real networks from falling apart.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>A existência dos hubs é uma virtude das redes, mas também uma fragilidade inevitável</strong></li>
</ul>
<p>Esses nós altamente conectados conferem à rede um alto grau de tolerância contra falhas. Seguindo pareto, poderíamos remover até 80% dos nós, se os hubs continuarem lá a rede não entrará em colapso. Podemos até perder algum dos hubs, que os outros vão continuar sustentando o sistema. Mas se houver um ataque simultâneo em diversos hubs as consequências podem ser graves.</p>
<p>Um exemplo de perda de hub foi a queda do Lehman Brothers no ano passado, que afetou toda a rede (economia) mas não a colapsou, porque outros hubs continuram de pé (Goldman Sachs,  JPMorgan, Bank of America&#8230;). Já o apagão foi um exemplo de vários hubs caindo ao mesmo tempo (se não me engano foram 5 linhas importantes de distribuição).</p>
<p>Toda rede configurada dessa maneira (muitos nós fracos + alguns hubs) possui invevitavelmente um grau de vulnerabilidade. Isso porque os hubs podem cair. Ou seja: esperar que uma rede elétrica interconectada seja infalível é impossível.</p>
<blockquote><p>Such vulnerability to atack is an inherent property of scale-free networks&#8230; Disable a few of the hubs and a scale-free network will fall to pieces in no time.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>Os hubs não geram inovação, mas são early-adopters</strong></li>
</ul>
<p>Normalmente as inovações não são criadas nos hubs, que talvez estejam muito ocupados fazendo suas conexões :) Mas esses nós altamente conectados acabam absorvendo as inovações rapidamente porque estão em contato com os seus criadores. Uma vez que a inovação é adotada por um hub, ela acaba passando para o resto dos nós mais fracos da cadeia.</p>
<blockquote><p>Innovations spread from innovators to hubs. The hubs in turn send the information out along their numerous links, reaching most people within a given social or professional network.&#8221;</p></blockquote>
<h2><strong>Moral da história?</strong></h2>
<p>Aceite que os hubs surgem, eles sustentarão sua rede e ligarão nós fracos. Se os hubs forem positivos (ex: fontes de energia elétrica) procure uma quantidade ótima deles: um número muito baixo deixará a rede frágil, muitos hubs inibirão a inovação.  Cuide de seus hubs positivos, a queda de vários ao mesmo tempo pode colapsar a rede.</p>
<p>Se os hubs forem negativos (ex: pessoas infectadas por vírus), foque sua atenção neles. A retorno coletivo para a rede é maior quando os hubs são tratados.</p>
<p>Engraçado como isso se aplica a muita coisa. É bom ter um grupo de pessoas muito conectadas em um ambiente de trabalho (apenas um hub pode fazer um estrago quando sai da empresa). É bom não depender de apenas uma grande empresa na economia do país (por esse aspecto acho que estamos indo bem, com Petrobrás começando a ter como companhia a <a id="aptureLink_rtup7D0pc3" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u633240.shtml">Vale, Gerdau, Unibanco-Itaú, Embraer, JBS, Votorantim</a>&#8230;). É bom investirmos em hubs de energia espalhados pelo país (Tucuruí, Jirau&#8230;). É bom identificarmos uma erva-daninha no jardim (o hub negativo ataca os nós fracos).</p>
<p>E não dá para ficar na utopia de só contar com os nós fracos da <a id="aptureLink_yejaAb7bdI" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The%20Long%20Tail">cauda longa</a>. Mesmo com internet, avanços em logística e redução de custos de produção, não seria muito estratégico contar apenas com uma infinidade de bancos menores, geração de energia difusa, empresas pequenas, profissionais independentes e esse tipo de coisa. Não dá para lutar muito contra a existência dos &#8220;too big to fail&#8221;, eles continuarão por aí, é natural das redes que eles surjam. O próprio <a id="aptureLink_AeL5xzQuLG" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris%20Anderson%20%28writer%29">Chris Anderson</a> já <a id="aptureLink_rIFQQty6He" href="http://www.longtail.com/the_long_tail/2008/11/does-the-long-t.html">admitiu</a> isso. Os hubs existem, continuarão existindo, e é importante que sejam gerenciados para o sucesso coletivo da rede.</p>
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		<title>Não tão sofisticados :)</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 10:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns dias escrevi um post levantando a hipótese que talvez nossa imprensa estivesse ficando mais sofisticada, mas essa semana já aconteceu uma coisa que me fez repensar um pouco isso :) Definitivamente não são todos os veículos que estão seguindo o mesmo caminho. O exemplo que eu tinha usado no outro post foi da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias escrevi um <a href="http://feliphe.com/estamos-ficando-mais-sofisticados/" target="_blank">post</a> levantando a hipótese que talvez nossa imprensa estivesse ficando mais sofisticada, mas essa semana já aconteceu uma coisa que me fez repensar um pouco isso :) Definitivamente não são todos os veículos que estão seguindo o mesmo caminho.</p>
<p>O exemplo que eu tinha usado no outro post foi da Folha, que confesso que gosto bastante. Eles são críticos, têm posições próprias e estão fazendo um jornal moderno, com ênfase em infográficos e espaço para  &#8220;mea culpa&#8221; excelente (a sessão Ombudsman, publicada quinzenalmente).</p>
<p>Mas infelizmente nem todo mundo está com essa visão&#8230; E o que me deixa mais revoltado é a Veja. A revista mais lida do país, na minha humilde opinião, está cada vez mais caída. Parece que eles estão querendo atingir um público maior fazendo um jornalismo sensacionalista. E eu nem sou desses que acha a Veja &#8220;porca capitalista&#8221;, li e acompanhei por muito tempo, mas tenho a impressão que a qualidade caiu bastante recentemente.</p>
<p>Esta semana isso está nítido&#8230; As capas da Veja e da Newsweek se parecem bastante (reproduzo abaixo). A diferença são os assuntos: enquanto a Newsweek fala da possibilidade de estarmos entrando em outra bolha financeira &#8211; aliás, em um <a href="http://www.newsweek.com/id/220402" target="_blank">artigo</a> ótimo &#8211; a Veja está falando de&#8230; tchananan&#8230; fim do mundo! O que, cá entre nós, me parece um super jabá pelo lançamento desse filme <a id="aptureLink_6BukiyfNiz" href="http://www.youtube.com/watch?v=Hz86TsGx3fc">2012</a> na semana que vem. Na boa, tomara que seja um jabá, porque escrever uma besteira dessas sem nem estar ganhando dinheiro, deliberando que o tema é de fato relevante para capa, realmente é muita pobreza de espírito.</p>
<div><a href="http://veja.abril.com.br/041109/sumario.shtml" target="_blank"> </a> <img class="alignnone size-full wp-image-1300" title="revistas" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/11/revistas.jpg" alt="revistas" width="498" height="292" /></div>
<p>Se bem que é consistente com as capas que a revista vem trazendo nos últimos meses: <a id="aptureLink_TzznhU6tdG" href="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/270509/imagens/capa380.jpg">dieta que funciona</a>, <a id="aptureLink_enahXhyxXr" href="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/171208/imagens/capa380.jpg">barraco de atriz da Globo</a>, <a id="aptureLink_UlikkBbRFn" href="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/191108/imagens/capa380.jpg">ator da Globo viciado em drogas</a>&#8230;</p>
<p>Desserviço total para a população.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cartazes de Cinema Cubano na Caixa &#8211; Rio</title>
		<link>http://feliphe.com/cartazes-de-cinema-cubano-na-caixa-riow/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 06:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem estiver no Rio, exposição excelente: &#8220;Cartazes Cubanos &#8211; Um Olhar Sobre O Cinema Mundial&#8221; Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro, Galeria 1 Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro &#8211; RJ (Metrô: Estação Carioca) Horário: de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h Entrada: Franca No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem estiver no Rio, exposição excelente:</p>
<p><strong>&#8220;Cartazes Cubanos &#8211; Um Olhar Sobre O Cinema Mundial&#8221;</strong><br />
<strong>Local</strong>: Caixa Cultural Rio de Janeiro, Galeria 1<br />
<strong>Endereço: </strong>Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro &#8211; RJ (Metrô: Estação Carioca)<strong><br />
</strong><strong>Horário</strong>: de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h<br />
<strong>Entrada: Franca</strong></p>
<p>No site da Caixa está dizendo que a exposição vai até o dia 25/10/2009, MAS VAI ATÉ O DIA 1/11/2009 (Domingo). Eles adiaram o encerramento da exposição mas acho que não comunicaram para ninguém :) Quem puder vá que está legal.</p>
<p>Abaixo coloquei uma mostra do que está na Caixa.</p>
[[Ver como slideshow]]
<p><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Twitter</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 20:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não tenho escrito muito no blog (acho que o último post foi em março&#8230;) mas queria falar um pouco do Twitter. Estou impressionado com o negócio. Sério mesmo. Antes estava achando que era mais uma ondinha, mas agora que estou usando de forma útil comecei a valorizar a ferramenta. Algumas das coisas que aconteceram desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho escrito muito no blog (acho que o último post foi em março&#8230;) mas queria falar um pouco do Twitter. Estou impressionado com o negócio. Sério mesmo. Antes estava achando que era mais uma ondinha, mas agora que estou usando de forma útil comecei a valorizar a ferramenta.</p>
<p>Algumas das coisas que aconteceram desde que comecei a usar o Twitter:</p>
<p>1) Praticamente não leio mais feed de rss. Antes de começar a trabalhar dou uma olhada nos tweets que chegaram, vejo os sites e artigos interessantes enviados por quem eu sigo e dou uma navegada rápida pelas indicações. Tenho gostado mais do resultado final do que quando eu seguia feeds;</p>
<p>2) Participei de um congresso no início de outubro em São Paulo, apresentando um sistema que desenvolvemos no meu trabalho no ano passado. O pessoal do congresso estava twittando todas as palestras em tempo real. Na semana seguinte uma empresa ligou para o meu trabalho interessada em comprar o sistema, depois ter lido no Twitter os comentários sobre a apresentação.</p>
<p>Fala sério&#8230;</p>
<p>E o potencial desse acompanhamento real é um absurdo, a ser escrito por muitos e muitos outros posts. Não sei se será necessariamente pelo Twitter, mas definitivamente isso é uma tendência. Eu próprio já me vi acompanhando um congresso pela ferramenta, imagina quando estivermos transmitindo em tempo real na internet os vídeos que capturamos com nossos celulares? E quando um site conseguir integrar esses posts de texto, som e vídeo ao vivo para um determinado evento? O mundo acompanhado em tempo real pelos olhos da inteligência coletiva.</p>
<p>Meio assustador, mas acho maneiro :)</p>
<p>Para quem ainda está perdido segue <a href="http://informatica.hsw.uol.com.br/twitter1.htm" target="_blank">link explicando o que são os tweets</a> e o outro <a href="http://www.twhirl.org/" target="_blank">para baixar um programinha bom para usar a ferramenta (o Twirl)</a>.</p>
<p>Fiz uma apresentação rápida sobre como uma organização pode utilizar a inteligência coletiva de seus seguidores no Twitter para disseminar informação.</p>
<div style="width:425px;text-align:left" id="__ss_2337537">
<object style="margin:0px" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=smash2-091024150345-phpapp02&#038;rel=0&#038;stripped_title=twitter-inteligncia-coletiva-disseminao-de-informao" /><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=smash2-091024150345-phpapp02&#038;rel=0&#038;stripped_title=twitter-inteligncia-coletiva-disseminao-de-informao" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object></div>
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		<title>Feel-good film</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 13:47:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>
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		<description><![CDATA[Fiquei com a vontade bastante original de falar sobre o filme &#8220;Quem Quer Ser um Milionário?&#8221; (Slumdog Millionaire). Sarcasmo no &#8220;original&#8221; porque, depois da lavada de 8 Oscars desse ano, acho que ainda vão falar muito nesse filme por aqui. Mesmo assim queria falar sobre uma coisa que está me deixando encucado. Tem uma sequência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AIzbwV7on6Q" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-1068" title="slumdog" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/slumdog.jpg" alt="slumdog" width="535" height="369" /></a></p>
<p>Fiquei com a vontade bastante original de falar sobre o filme &#8220;Quem Quer Ser um Milionário?&#8221; (<em>Slumdog Millionaire</em>). Sarcasmo no &#8220;original&#8221; porque, depois da lavada de 8 Oscars desse ano, acho que ainda vão falar muito nesse filme por aqui. Mesmo assim queria falar sobre uma coisa que está me deixando encucado.</p>
<p>Tem uma sequência de idéias que está abrindo praticamente todos as matérias sobre o filme: &#8220;Filmado em uma favela de Mumbai + atores locais + canções indianas + diretor inglês + verba restrita&#8221;. A imprensa está dizendo que essa combinação parece definir as &#8220;novas&#8221; diretrizes para  o cinema mundial: melhor utilização de recursos e produção globalizada.</p>
<p>Tudo muito bonito, mas confesso que depois de ver o filme fiquei com algumas dúvidas.</p>
<p><strong>Dúvida 1) O cinema mundial está realmente ficando mais &#8220;global&#8221; ou simplesmente mais &#8220;americano&#8221;? </strong></p>
<p>Tenho pensado nessa questão. Inicialmente parece que seria mais provável a primeira opção, com o cinema ficando mais global. Cada vez mais blockbusters americanos têm cara de cinema independente ou europeu (Brilho Eterno&#8230;, Onde os Fracos Não Têm Vez, Casamento de Rachel&#8230;) e mais filmes &#8220;alternativos&#8221; caem no gosto do povão (Quem Quer Ser um Milionário, Cidade de Deus, E Sua Mãe Também&#8230;). Nesse caso seria todo mundo confluindo para um ponto.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1069" title="opcao1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/opcao1.jpg" alt="opcao1" width="382" height="220" /></p>
<p>Mas saí do &#8220;Quem Quer Ser Um Milionário&#8221; com essa dúvida. Me desculpe quem discorda, mas o filme não é lá um marco. É divertido, prazeroso, deixa a gente pra cima, mas é só. No geral o filme é bem óbvio, sentimental, não rola em nenhum momento aquilo de você levantar os olhos e pensar &#8220;Genial&#8221;. Não é genial. É pipoca. Ou &#8220;feel-good film&#8221;, como o pôster gringo do filme diz. Aquela fórmula boa para deixar a gente entretido durante 1.30h no cinema, com ritmo agradável, visual moderno e trilha sonora empolgante. Resumindo: bem americano. E aí vamos para a segunda opção: talvez o cinema mundial não esteja ficando mais &#8220;global&#8221;, e sim mais &#8220;americano&#8221;. Ou pelo menos seria o caminho que &#8220;Quem Quer Ser&#8230;&#8221; está indicando.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1070" title="opcao2" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/opcao2.jpg" alt="opcao2" width="382" height="128" /></p>
<p><strong>Dúvida 2) Seria o entretenimento &#8220;americano&#8221; não apenas americano, mas global?</strong></p>
<p>Isso eu já penso há algum tempo. Os americanos são mestres do pop, do entretenimento, eles sabem como tocar o coletivo. Do produtor da estrela de hip-hop ao escritor do seriado de comédia, eles sabem a fórmula. Não vejo isso como pejorativo, pelo contrário, é uma ciência. Do mesmo jeito que um chef de cozinha se dedica a vida inteira para entender a percepção do paladar, os efeitos da combinação de ingredientes. Os mestres do entretenimento sabem que peças juntar e em que sequência para nos satisfazer.</p>
<p>Mas uma dúvida que tenho é se os americanos descobriram a fórmula que atinge o ser-humano, independente da nacionalidade, ou se nós nos adaptamos ao gosto deles por causa da força econômica do país. </p>
<p>Os puristas vão me odiar agora, mas acho que a resposta dessa segunda dúvida seria que os americanos entenderam o que satisfaz o ser-humano como um todo, pelo menos no sentido do entretenimento. Não acho que a dominação cultural deles seja apenas devido à dominação econômica, mas à técnica que eles chegaram na construção do pop. Acho que no fundo não somos tão sofisticados assim, e o que é envolvente para um povo tem grande chance de ser para os outros. Claro que essa é apenas minha opinião, posso estar completamente errado.</p>
<p>Mas&#8230; digamos que eu esteja certo. Então isso seria a resposta para a primeira questão também. Afinal não existiria a dúvida &#8220;americano ou global?&#8221;, pois as duas opções significariam a mesma coisa. Quando o cinema do resto do mundo fica mais parecido com o americano na verdade ele está se tornando mais adaptado para o gosto do &#8220;ser-humano médio&#8221;, independente de sua nacionalidade. Exatamente o caso do &#8220;Quem Quer Ser&#8230;&#8221;.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1099" title="opcao3" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/opcao3.jpg" alt="opcao3" width="369" height="196" /></p>
<p><strong>Dúvida 3) Mas essa confluência para um ponto é boa?</strong></p>
<p>Essa é uma discussão filosófica. Seria saudável o cinemão de cada país migrar para um mesmo estilo de produção mundial? A homogeneidade não levaria a uma inevitável mediocrização do cinema?</p>
<p>Intuitivamente a resposta é sim. Mas eu discordo. Esse é um processo natural, à medida que as audiências têm acesso ao mesmo material devido aos avanços dos meios de comunicação. Do mesmo jeito que grande parte de um colégio sabe as músicas da banda dos amigos, que grande parte de uma cidade lota os bares da moda, que grande parte de uma país acompanha a novela do momento. O gosto da &#8220;massa&#8221; sempre vai existir, em todas esferas da sociedade. E em cada um desses níveis existirão os nichos, basta lembrar dos rebeldes do colégio que odiavam a banda dos amigos. A diferença é que a possibilidade de massa está subindo mais um nível, agora mundial. Mas isso não vai levar à mediocrização, simplesmente porque os nichos continuarão existindo. Na verdade acho que ocorrerá o contrário, visto que os nichos, normalmente isolados uns dos outros, agora terão um público maior e poderão interagir, produzindo mais ainda.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1114" title="hoje1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/hoje1.jpg" alt="hoje1" width="436" height="272" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1115" title="cultura_global2" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/cultura_global2.jpg" alt="cultura_global2" width="436" height="272" /></p>
<p> </p>
<p>Concluindo o blábláblá e para fechar meu ponto segue o trailer do filme, com direito à trilha sonora dos Ting Tings &#8211; para quem não conhece uma banda metida à alternativa que está na moda nos EUA hoje. E que, por coincidência, também tinha uma faixa na trilha da novela &#8220;A Favorita&#8221;. Hum&#8230; :)</p>
<p><object width="560" height="345" data="http://www.youtube.com/v/AIzbwV7on6Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/AIzbwV7on6Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Lugar Incomum II</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 01:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrevi um post há um tempo sobre o programa &#8220;Lugar Incomum&#8221;, apresentado pela Didi Wagner no Multishow e que tem Nova York como tema. Falei como achava importante programas como esse, que mostram um pouco desses &#8220;pólos criativos&#8221; ao redor do mundo. Pois um amigo me mandou um vídeo agora que passa total esse clima, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevi um <a href="http://feliphe.com/lugar-incomum/" target="_blank">post</a> há um tempo sobre o programa &#8220;Lugar Incomum&#8221;, apresentado pela Didi Wagner no Multishow e que tem Nova York como tema. Falei como achava importante programas como esse, que mostram um pouco desses &#8220;pólos criativos&#8221; ao redor do mundo.</p>
<p>Pois um amigo me mandou um vídeo agora que passa total esse clima, filmado em Londres há duas semanas. Não é qualquer cidade que, no meio de um momento como o que estamos vivendo, tem o espírito de organizar uma coisa desse tipo (lembrando que a Inglaterra é um dos países que está mais sentindo o impacto da crise mundial).</p>
<p><object width="560" height="345" data="http://www.youtube.com/v/VQ3d3KigPQM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VQ3d3KigPQM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Idéias como essa que levam pessoas criativas a pensar &#8220;É, vale a pena viver numa cidade assim&#8221;.</p>
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		<title>O mais cool dos BRIC&#8217;s</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 23:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A gente pode até não ter o crescimento louco da China, a indústria de tecnologia da Índia ou o petróleo da Rússia. Mas fala sério, acho que somos o mais cool dos BRIC&#8217;s. Vocês conseguem imaginar algum deles fazendo uma novela sobre nós? Ou sobre outros que não eles mesmos? Duvido&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gente pode até não ter o crescimento louco da China, a indústria de tecnologia da Índia ou o petróleo da Rússia. Mas fala sério, acho que somos o mais cool dos BRIC&#8217;s. </p>
<p>Vocês conseguem imaginar algum deles fazendo uma novela sobre nós? Ou sobre outros que não eles mesmos? Duvido&#8230; </p>
<p><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=954909&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=954909&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>
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