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	<title>feliphe.com &#187; marketing</title>
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	<description>&#34;Diga-me com quem andas e eu te direi se vou contigo&#34; Letice Botelho</description>
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		<title>Pode ser Pepsi?</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 04:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Queria muito escrever sobre uma campanha de marketing que estou vidrado no momento: essa &#8220;Pode ser Pepsi?&#8221;. Achei tão genial que fico pensando nisso o tempo todo. Para quem não viu segue o vídeo abaixo. A propaganda toda é em cima de uma situação clássica. Quando chegamos em um restaurante ou bar que não tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queria muito escrever sobre uma campanha de marketing que estou vidrado no momento: essa &#8220;Pode ser Pepsi?&#8221;. Achei tão genial que fico pensando nisso o tempo todo. Para quem não viu segue o vídeo abaixo.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/MkyWgYrtjmk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A propaganda toda é em cima de uma situação clássica. Quando chegamos em um restaurante ou bar que não tem Coca-Cola e o diálogo se repete:</p>
<blockquote><p>Cliente: &#8220;Me dá uma Coca por favor.&#8221;<br />
Garçom: &#8220;Pode ser Pepsi?&#8221;<br />
Cliente: &#8220;Humm&#8230; Tem Guaraná Antarctica?&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Algumas variantes incluem &#8220;Tem água tônica?&#8221; e &#8220;Que sucos você tem?&#8221;. Fala sério, quem nunca passou por isso? E acho genial que a Pepsi tenha tido essa sacada e feito uma campanha sobre a situação, tentando convencer quem sempre fala o &#8220;Hum&#8230; Tem outra coisa?&#8221; a arriscar um &#8220;Pode ser Pepsi&#8221;. Gosto da propaganda principalmente por dois motivos:</p>
<p><strong>1) Auto-deboche</strong></p>
<p>Me amarro em auto-deboche :) Me passa uma sensação de segurança tão grande que penso que só pode ser muito confiante quem consegue se sacanear com tanta espontaneidade. Já penso &#8220;Esse cara é bom, não está tentando esconder nada&#8221;. E nesse caso a Pepsi vem de cara e assume que muitas vezes não é nem a segunda opção depois da Coca, pelo menos aqui no Brasil. E brinca com o fato. Se eles não tivessem reconhecido isso, ou tivessem percebido mas não quisessem assumir, nunca poderiam fazer uma campanha tentando justamente reverter essa situação. Acho muito bom.</p>
<p><strong>2) Padrão social</strong></p>
<p>Outra questão que me interessa muito são esses padrões sociais que emergem naturalmente, sem ninguém combinar nada. Quem convenceu todo mundo que Guaraná Antarctica é a segunda opção depois da Coca? Por que tem tanta gente usa a conta do Hotmail só para spam? Por que o Facebook virou a rede social &#8220;cool&#8221; e o Orkut &#8220;cafona&#8221;? Por que tem coisas que postamos no Twitter mas não postamos no Facebook, e vice-versa? São questões que não foram definidas por ninguém, sem regras estabelecidas, mas que de alguma forma as pessoas se organizam para seguir. Acho muito interessante ficar observando esses padrões.</p>
<p>***</p>
<p>Está tão na minha cabeça esse negócio que fui em um bar ontem e vi que todos os garçons estavam com o broche do &#8220;Pode ser Pepsi&#8221;. Enchi o saco para eles me darem um, sem sucesso. Mas hoje acabei voltando lá (calma, estou em ritmo de bota-fora do meu emprego atual com a equipe do projeto&#8230;) e, depois de mais uma pentelhação, finalmente consegui o broche! :) Abaixo o meu troféu.</p>
<p><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2011/01/pepsi.jpg" alt="" title="Pode ser Pepsi?" width="644" height="261" class="alignleft size-full wp-image-1735" /></p>
<p>Estou até com mais vontade de tomar Pepsi daqui para frente :)</p>
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		<title>Email turbinado</title>
		<link>http://feliphe.com/email-turbinado/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 03:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>
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		<description><![CDATA[Esse post não será dos filosóficos, acho que está mais para os de utilidade pública :) Mas queria falar sobre duas ferramentas que descobri na semana passada e que já estou viciado. Elas dão um upgrade no Gmail, acho que pode ser útil para quem lê o blog. Rapportive: Email em tempos de redes sociais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse post não será dos filosóficos, acho que está mais para os de utilidade pública :) Mas queria falar sobre duas ferramentas que descobri na semana passada e que já estou viciado. Elas dão um upgrade no Gmail, acho que pode ser útil para quem lê o blog.</p>
<p><strong>Rapportive: Email em tempos de redes sociais</strong></p>
<p>A primeira é o <a href="http://rapportive.com/" target="_blank">Rapportive</a>. É sensacional, um plugin para Firefox e Chrome que te mostra um perfil rápido do autor de cada email da sua Inbox. Imagem abaixo:</p>
<p><br/></p>
<p><a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/09/rapportive1.png"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/09/rapportive1.png" alt="" title="Rapportive" width="670" class="alignnone size-full wp-image-1544" /></a></p>
<p>Putz, super útil, imagino para um milhão de situações. Algumas:</p>
<p>1) Faço parte de algumas listas de discussões e na maior parte das vezes não conheço as pessoas que estão respondendo aos emails. Com o Rapportive já tenho uma visão rápida sobre quem está participando das conversas.</p>
<p>2) Em um processo seletivo já reúne os links das páginas das pessoas que estão mandando currículos.</p>
<p>3) Em uma empresa que usa o servidor de emails do Gmail para assuntos corporativos é praticamente um serviço de CRM.</p>
<p>E de quebra ainda tira as propagandas chatas do Gmail.</p>
<p>Muito bom. Claro que tem um quê de big brother, mas das duas uma: ou você assume que tem muita informação sua na internet e administra isso ou finge que não está nada acontecendo e só fica sendo observado, sem observar. Confesso que prefiro a primeira opção. Se você não gostar dessa exposição toda é até bom para checar o que aparece sobre você na internet, para revisar suas configurações de privacidade em redes sociais.</p>
<p>Outra questão meio delicada é o acesso que os fornecedores do plugin tem à sua caixa de emails. Mas gostei da <a href="http://rapportive.com/privacy" target="_blank">página de política de privacidade</a> deles.</p>
<p><strong>Graph Your Inbox: Email em tempos de analytics</strong></p>
<p>A segunda ferramenta que descobri essa semana é o <a href="http://www.graphyourinbox.com/" target="_blank">Graph Your Inbox</a>. Imaginem um Google Analytics do seu Gmail. Pois bem, é quase isso. Você pode traçar gráficos do volume emails na sua caixa de entrada a partir de determinados parâmetros. Fala sério, um milhão de utilidades também, principalmente para empresas ou pessoas que usam o Gmail para trabalho. Fiz umas brincadeiras com a ferramenta:</p>
<p>1) Estou trabalhando na ANS e recebo todos os dias um  alerta do Google com o que sai sobre a agência na internet. O título do email sempre contém o critério do meu alerta, então consigo filtrar todos os alertas recebidos. Se você colocar isso no Graph Your Inbox dá para gerar um gráfico automático de quantas menções a agência recebeu ao longo do tempo.</p>
<p><br/></p>
<p><a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/09/gmail_analytics1.png"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/09/gmail_analytics1.png" alt="" title="Graph Your Inbox" width="670" class="alignnone size-full wp-image-1527" /></a></p>
<p>2) Como disse antes, participo de algumas listas de discussões. Uma é a de <a href="http://lists.ibiblio.org/mailman/listinfo/aifia-pt" target="_blank">Arquitetura de Informação da Information Arquitecture Institute</a>, outra é a de Engenheiros de Produção da UFRJ (essa não tem link porque acho que é fechada). Queria comparar em qual das duas são oferecidas mais vagas de emprego, para isso coloquei na query da busca a palavra &#8220;vaga&#8221;. A lista de Arquitetura ganhou de longe, achei engraçado.</p>
<p><br/></p>
<p><a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/09/graph.png"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/09/graph.png" alt="" title="Graph Your Inbox" width="670" class="alignnone size-full wp-image-1554" /></a></p>
<p>3) Além das duas listas que disse no ponto anterior, também participo da <a href="http://groups.freecycle.org/Rio_Freecycle/description" target="_blank">Freecyle Rio</a>, para doação de coisas que você jogaria fora. Queria comparar a quantidade de discussões das três listas e a de Arquitetura também ganhou. Será que estão oferecendo tantas vagas de emprego para arquitetos de informação porque o pessoal em vez de trabalhar fica mandando muito email para listas de discussão? :) Ou será que o mercado está bom e a profusão de discussões na verdade é um reflexo saudável disso? Sei lá, mas é legal poder levantar essas questões a partir de gráficos que ajudam a visualizar a informação.</p>
<p><br/></p>
<p><a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/09/gmail_analytics3.png"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/09/gmail_analytics3.png" alt="" title="Graph Your Inbox" width="670" class="alignnone size-full wp-image-1528" /></a></p>
<p>Enfim, já estou viciado no Rapportive e no Graph Your Inbox.</p>
<p><strong>Network effect</strong></p>
<p>Mudando um pouco de assunto, mas ainda falando dessas ferramentas. É impressionante como a gente fica dependente de alguns produtos não por causa deles próprios, mas por causa dos seus complementos. Isso vai me acontecer com o Chrome por causa do Graph Your Inbox. A ferramenta só funciona no browser do Google, e eu já tinha desistido dele e voltado para o Firefox. Vou ter que continuar usando os dois ao mesmo tempo&#8230;</p>
<p>Mas esses caras não são bobos, essa cultura de complementos é uma realidade que estamos vivendo. Também estou atrelado ao iPod, que nem gosto tanto para falar a verdade, por causa de um speakerzinho muito bom que tenho e que&#8230; só funciona com o iPod. </p>
<p>Há alguns anos atrás li um livro na faculdade que falava sobre isso. <em>Pursuing the Competitive Edge</em>, do Robert Hayes. O cara fala:</p>
<blockquote><p>The output of a network is not a single product, but a system of complementary products that together have the potential do make each individual product (and the network as a whole) more valuable.&#8221;</p></blockquote>
<p>Pensem em aplicativos do iPhone. Quanto mais aplicativos úteis na App Store, mais valioso os próprios gadgets da Apple. Não é a toa que os caras estão ganhando uma baba nesse setor,<a href="http://www.eweek.com/c/a/Mobile-and-Wireless/Apple-iPhone-Store-Eclipses-Android-Market-in-Paid-Apps-118549/" target="_blank"> o que não deve mudar tão cedo</a>. </p>
<p>Mas, bom, eu que mudei muito de assunto agora. Melhor parar por aqui :)</p>
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		<title>Apagão e redes</title>
		<link>http://feliphe.com/apagao-e-redes/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 05:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[Li um livro interessante sobre redes há uns 2 meses (Linked, Albert-László Barabási), e achei oportuno falar sobre o assunto aqui no blog depois desse apagão na semana passada. A imprensa ainda está discutindo os reais motivos do incidente (mau tempo? falta de investimentos?). Eu não vou arriscar qual a razão, mas o que todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1355" title="Network" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/11/net.jpg" alt="Network" width="570" height="216" /></p>
<p>Li um livro interessante sobre redes há uns 2 meses (<a id="aptureLink_HEjkFvpkOo" href="http://www.amazon.com/gp/product/0452284392?tag=apture-20">Linked, Albert-László Barabási</a>), e achei oportuno falar sobre o assunto aqui no blog depois desse apagão na semana passada.</p>
<p>A imprensa ainda está discutindo os reais motivos do incidente (mau tempo? falta de investimentos?). Eu não vou arriscar qual a razão, mas o que todo mundo já sabe é que o acontecido foi consequência de um efeito em cascata, em que diferentes transmissores foram derrubando um ao outro em sequência, até apagar 18 estados do país.</p>
<p>Por que isso? Porque nossas distribuição de eletricidade é altamente interligada, com hubs &#8220;conectores&#8221; que ajudam os diversos pontos da rede a se comunicar mas, ao mesmo tempo, acabam configurando em uma fragilidade do sistema. Se um hub é derrubado muitos pontos da cadeia sofrem.</p>
<p>O que é interessante do<em> Linked</em> é que ele fala exatamente sobre isso, mas usando um monte de exemplos diferentes. Inclusive distribuição de energia elétrica, que volta e meia dá cano lá nos Estados Unidos. Além de eletricidade, o livro estuda as características de redes aplicadas a economia, relacionamentos, vírus, células, internet,  cientistas, atores de cinema e por aí vai. E caso a caso o autor vai mostrando que as premissas das redes se repetem, nos fazendo ver o mundo com outros olhos.</p>
<p>Recomento a leitura, mas já digo aqui alguns dos pontos que mais me chamaram atenção no livro:</p>
<ul>
<li><strong>Temos que aproveitar nossos laços &#8220;fracos&#8221; com hubs</strong></li>
</ul>
<p>Como as pessoas chegam mais frequentemente a seus novos empregos: através de indicação de amigos próximos ou por meio de &#8220;conhecidos&#8221;? Apesar de não ser óbvio (pelo menos para mim), pesquisas indicam que a segunda alternativa é a mais forte na busca por novos empregos. Isso porque nossos amigos normalmente circulam pelos mesmos locais que nós, convivendo com as mesmas pessoas de nosso círculo. O conjunto de conhecimento deles (como por exemplo &#8220;oportunidades de emprego&#8221;) acaba sendo próximo ao nosso. Mas os &#8220;conhecidos&#8221;, aquelas pessoas com quem falamos de vez em quando mas não são tão íntimas assim, nos abrem um mundo novo de possibilidades, em meios que não circulamos tão frequentemente. Por isso existe uma chance maior desses contatos &#8220;fracos&#8221;, e não nossos amigos mais próximos, saberem daquela oportunidade de emprego que estamos procurando.</p>
<blockquote><p>Week ties play a crucial role in our abilitiy to communicate with the outside world. Often our close friends can offer us little help in finding a job. They move in the same circles we do and are inevitably exposed to the same information. To get new information, we have to activate our weak ties.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>Os hubs são críticos para a sustentação de uma rede</strong></li>
</ul>
<p>Justamente por conta disso, é importante que existam os hubs: pontos da cadeia com mais conexões que a média. É natural que eles emerjam nas redes  &#8211; o buscador com algoritmo mais inteligente, o funcionário mais sociável na empresa, a represa mais propícia para geração de eletricidade, a empresa de processos mais eficientes &#8211; e eles permitem que os pontos distantes se comuniquem, mesmo que não estejam diretamente ligados.</p>
<blockquote><p>Even a few extra links are sufficiente to drastically decrease the average separation between nodes&#8230;  We can afford to be very provincial in choosing our friends, as long as a small fraction of the population has some long-range links. Huge networks do not need  to be full of random links to display small world features. A few such links will do the job.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>Hubs seguem pareto</strong></li>
</ul>
<p>Apesar de ser normal o surgimento de hubs, a quantidade deles em relação ao total tende a respeitar uma proporção de <a id="aptureLink_PQVhjCMC39" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pareto%20principle">pareto</a>, com apenas 20% dos nós sendo responsável pela interligação de 80% da rede. Ou seja, nós com poucas ligações são a grande maioria, mas eles continuam interligados justamente por causa dos hubs.</p>
<blockquote><p>In most real networks the majority of nodes have only a few links and these numerous tiny nodes coexist with a few big hubs, nodes with a anomalously high number of links. The few links connecting the smaller nodes to each other are not sufficiente to ensure that the network is fully connected. This function is secured by the relatively rare hubs that keep the real networks from falling apart.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>A existência dos hubs é uma virtude das redes, mas também uma fragilidade inevitável</strong></li>
</ul>
<p>Esses nós altamente conectados conferem à rede um alto grau de tolerância contra falhas. Seguindo pareto, poderíamos remover até 80% dos nós, se os hubs continuarem lá a rede não entrará em colapso. Podemos até perder algum dos hubs, que os outros vão continuar sustentando o sistema. Mas se houver um ataque simultâneo em diversos hubs as consequências podem ser graves.</p>
<p>Um exemplo de perda de hub foi a queda do Lehman Brothers no ano passado, que afetou toda a rede (economia) mas não a colapsou, porque outros hubs continuram de pé (Goldman Sachs,  JPMorgan, Bank of America&#8230;). Já o apagão foi um exemplo de vários hubs caindo ao mesmo tempo (se não me engano foram 5 linhas importantes de distribuição).</p>
<p>Toda rede configurada dessa maneira (muitos nós fracos + alguns hubs) possui invevitavelmente um grau de vulnerabilidade. Isso porque os hubs podem cair. Ou seja: esperar que uma rede elétrica interconectada seja infalível é impossível.</p>
<blockquote><p>Such vulnerability to atack is an inherent property of scale-free networks&#8230; Disable a few of the hubs and a scale-free network will fall to pieces in no time.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>Os hubs não geram inovação, mas são early-adopters</strong></li>
</ul>
<p>Normalmente as inovações não são criadas nos hubs, que talvez estejam muito ocupados fazendo suas conexões :) Mas esses nós altamente conectados acabam absorvendo as inovações rapidamente porque estão em contato com os seus criadores. Uma vez que a inovação é adotada por um hub, ela acaba passando para o resto dos nós mais fracos da cadeia.</p>
<blockquote><p>Innovations spread from innovators to hubs. The hubs in turn send the information out along their numerous links, reaching most people within a given social or professional network.&#8221;</p></blockquote>
<h2><strong>Moral da história?</strong></h2>
<p>Aceite que os hubs surgem, eles sustentarão sua rede e ligarão nós fracos. Se os hubs forem positivos (ex: fontes de energia elétrica) procure uma quantidade ótima deles: um número muito baixo deixará a rede frágil, muitos hubs inibirão a inovação.  Cuide de seus hubs positivos, a queda de vários ao mesmo tempo pode colapsar a rede.</p>
<p>Se os hubs forem negativos (ex: pessoas infectadas por vírus), foque sua atenção neles. A retorno coletivo para a rede é maior quando os hubs são tratados.</p>
<p>Engraçado como isso se aplica a muita coisa. É bom ter um grupo de pessoas muito conectadas em um ambiente de trabalho (apenas um hub pode fazer um estrago quando sai da empresa). É bom não depender de apenas uma grande empresa na economia do país (por esse aspecto acho que estamos indo bem, com Petrobrás começando a ter como companhia a <a id="aptureLink_rtup7D0pc3" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u633240.shtml">Vale, Gerdau, Unibanco-Itaú, Embraer, JBS, Votorantim</a>&#8230;). É bom investirmos em hubs de energia espalhados pelo país (Tucuruí, Jirau&#8230;). É bom identificarmos uma erva-daninha no jardim (o hub negativo ataca os nós fracos).</p>
<p>E não dá para ficar na utopia de só contar com os nós fracos da <a id="aptureLink_yejaAb7bdI" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The%20Long%20Tail">cauda longa</a>. Mesmo com internet, avanços em logística e redução de custos de produção, não seria muito estratégico contar apenas com uma infinidade de bancos menores, geração de energia difusa, empresas pequenas, profissionais independentes e esse tipo de coisa. Não dá para lutar muito contra a existência dos &#8220;too big to fail&#8221;, eles continuarão por aí, é natural das redes que eles surjam. O próprio <a id="aptureLink_AeL5xzQuLG" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris%20Anderson%20%28writer%29">Chris Anderson</a> já <a id="aptureLink_rIFQQty6He" href="http://www.longtail.com/the_long_tail/2008/11/does-the-long-t.html">admitiu</a> isso. Os hubs existem, continuarão existindo, e é importante que sejam gerenciados para o sucesso coletivo da rede.</p>
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		<title>Twitter</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 20:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>
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		<description><![CDATA[Não tenho escrito muito no blog (acho que o último post foi em março&#8230;) mas queria falar um pouco do Twitter. Estou impressionado com o negócio. Sério mesmo. Antes estava achando que era mais uma ondinha, mas agora que estou usando de forma útil comecei a valorizar a ferramenta. Algumas das coisas que aconteceram desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho escrito muito no blog (acho que o último post foi em março&#8230;) mas queria falar um pouco do Twitter. Estou impressionado com o negócio. Sério mesmo. Antes estava achando que era mais uma ondinha, mas agora que estou usando de forma útil comecei a valorizar a ferramenta.</p>
<p>Algumas das coisas que aconteceram desde que comecei a usar o Twitter:</p>
<p>1) Praticamente não leio mais feed de rss. Antes de começar a trabalhar dou uma olhada nos tweets que chegaram, vejo os sites e artigos interessantes enviados por quem eu sigo e dou uma navegada rápida pelas indicações. Tenho gostado mais do resultado final do que quando eu seguia feeds;</p>
<p>2) Participei de um congresso no início de outubro em São Paulo, apresentando um sistema que desenvolvemos no meu trabalho no ano passado. O pessoal do congresso estava twittando todas as palestras em tempo real. Na semana seguinte uma empresa ligou para o meu trabalho interessada em comprar o sistema, depois ter lido no Twitter os comentários sobre a apresentação.</p>
<p>Fala sério&#8230;</p>
<p>E o potencial desse acompanhamento real é um absurdo, a ser escrito por muitos e muitos outros posts. Não sei se será necessariamente pelo Twitter, mas definitivamente isso é uma tendência. Eu próprio já me vi acompanhando um congresso pela ferramenta, imagina quando estivermos transmitindo em tempo real na internet os vídeos que capturamos com nossos celulares? E quando um site conseguir integrar esses posts de texto, som e vídeo ao vivo para um determinado evento? O mundo acompanhado em tempo real pelos olhos da inteligência coletiva.</p>
<p>Meio assustador, mas acho maneiro :)</p>
<p>Para quem ainda está perdido segue <a href="http://informatica.hsw.uol.com.br/twitter1.htm" target="_blank">link explicando o que são os tweets</a> e o outro <a href="http://www.twhirl.org/" target="_blank">para baixar um programinha bom para usar a ferramenta (o Twirl)</a>.</p>
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		<title>Feel-good film</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 13:47:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei com a vontade bastante original de falar sobre o filme &#8220;Quem Quer Ser um Milionário?&#8221; (Slumdog Millionaire). Sarcasmo no &#8220;original&#8221; porque, depois da lavada de 8 Oscars desse ano, acho que ainda vão falar muito nesse filme por aqui. Mesmo assim queria falar sobre uma coisa que está me deixando encucado. Tem uma sequência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AIzbwV7on6Q" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-1068" title="slumdog" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/slumdog.jpg" alt="slumdog" width="535" height="369" /></a></p>
<p>Fiquei com a vontade bastante original de falar sobre o filme &#8220;Quem Quer Ser um Milionário?&#8221; (<em>Slumdog Millionaire</em>). Sarcasmo no &#8220;original&#8221; porque, depois da lavada de 8 Oscars desse ano, acho que ainda vão falar muito nesse filme por aqui. Mesmo assim queria falar sobre uma coisa que está me deixando encucado.</p>
<p>Tem uma sequência de idéias que está abrindo praticamente todos as matérias sobre o filme: &#8220;Filmado em uma favela de Mumbai + atores locais + canções indianas + diretor inglês + verba restrita&#8221;. A imprensa está dizendo que essa combinação parece definir as &#8220;novas&#8221; diretrizes para  o cinema mundial: melhor utilização de recursos e produção globalizada.</p>
<p>Tudo muito bonito, mas confesso que depois de ver o filme fiquei com algumas dúvidas.</p>
<p><strong>Dúvida 1) O cinema mundial está realmente ficando mais &#8220;global&#8221; ou simplesmente mais &#8220;americano&#8221;? </strong></p>
<p>Tenho pensado nessa questão. Inicialmente parece que seria mais provável a primeira opção, com o cinema ficando mais global. Cada vez mais blockbusters americanos têm cara de cinema independente ou europeu (Brilho Eterno&#8230;, Onde os Fracos Não Têm Vez, Casamento de Rachel&#8230;) e mais filmes &#8220;alternativos&#8221; caem no gosto do povão (Quem Quer Ser um Milionário, Cidade de Deus, E Sua Mãe Também&#8230;). Nesse caso seria todo mundo confluindo para um ponto.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1069" title="opcao1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/opcao1.jpg" alt="opcao1" width="382" height="220" /></p>
<p>Mas saí do &#8220;Quem Quer Ser Um Milionário&#8221; com essa dúvida. Me desculpe quem discorda, mas o filme não é lá um marco. É divertido, prazeroso, deixa a gente pra cima, mas é só. No geral o filme é bem óbvio, sentimental, não rola em nenhum momento aquilo de você levantar os olhos e pensar &#8220;Genial&#8221;. Não é genial. É pipoca. Ou &#8220;feel-good film&#8221;, como o pôster gringo do filme diz. Aquela fórmula boa para deixar a gente entretido durante 1.30h no cinema, com ritmo agradável, visual moderno e trilha sonora empolgante. Resumindo: bem americano. E aí vamos para a segunda opção: talvez o cinema mundial não esteja ficando mais &#8220;global&#8221;, e sim mais &#8220;americano&#8221;. Ou pelo menos seria o caminho que &#8220;Quem Quer Ser&#8230;&#8221; está indicando.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1070" title="opcao2" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/opcao2.jpg" alt="opcao2" width="382" height="128" /></p>
<p><strong>Dúvida 2) Seria o entretenimento &#8220;americano&#8221; não apenas americano, mas global?</strong></p>
<p>Isso eu já penso há algum tempo. Os americanos são mestres do pop, do entretenimento, eles sabem como tocar o coletivo. Do produtor da estrela de hip-hop ao escritor do seriado de comédia, eles sabem a fórmula. Não vejo isso como pejorativo, pelo contrário, é uma ciência. Do mesmo jeito que um chef de cozinha se dedica a vida inteira para entender a percepção do paladar, os efeitos da combinação de ingredientes. Os mestres do entretenimento sabem que peças juntar e em que sequência para nos satisfazer.</p>
<p>Mas uma dúvida que tenho é se os americanos descobriram a fórmula que atinge o ser-humano, independente da nacionalidade, ou se nós nos adaptamos ao gosto deles por causa da força econômica do país. </p>
<p>Os puristas vão me odiar agora, mas acho que a resposta dessa segunda dúvida seria que os americanos entenderam o que satisfaz o ser-humano como um todo, pelo menos no sentido do entretenimento. Não acho que a dominação cultural deles seja apenas devido à dominação econômica, mas à técnica que eles chegaram na construção do pop. Acho que no fundo não somos tão sofisticados assim, e o que é envolvente para um povo tem grande chance de ser para os outros. Claro que essa é apenas minha opinião, posso estar completamente errado.</p>
<p>Mas&#8230; digamos que eu esteja certo. Então isso seria a resposta para a primeira questão também. Afinal não existiria a dúvida &#8220;americano ou global?&#8221;, pois as duas opções significariam a mesma coisa. Quando o cinema do resto do mundo fica mais parecido com o americano na verdade ele está se tornando mais adaptado para o gosto do &#8220;ser-humano médio&#8221;, independente de sua nacionalidade. Exatamente o caso do &#8220;Quem Quer Ser&#8230;&#8221;.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1099" title="opcao3" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/opcao3.jpg" alt="opcao3" width="369" height="196" /></p>
<p><strong>Dúvida 3) Mas essa confluência para um ponto é boa?</strong></p>
<p>Essa é uma discussão filosófica. Seria saudável o cinemão de cada país migrar para um mesmo estilo de produção mundial? A homogeneidade não levaria a uma inevitável mediocrização do cinema?</p>
<p>Intuitivamente a resposta é sim. Mas eu discordo. Esse é um processo natural, à medida que as audiências têm acesso ao mesmo material devido aos avanços dos meios de comunicação. Do mesmo jeito que grande parte de um colégio sabe as músicas da banda dos amigos, que grande parte de uma cidade lota os bares da moda, que grande parte de uma país acompanha a novela do momento. O gosto da &#8220;massa&#8221; sempre vai existir, em todas esferas da sociedade. E em cada um desses níveis existirão os nichos, basta lembrar dos rebeldes do colégio que odiavam a banda dos amigos. A diferença é que a possibilidade de massa está subindo mais um nível, agora mundial. Mas isso não vai levar à mediocrização, simplesmente porque os nichos continuarão existindo. Na verdade acho que ocorrerá o contrário, visto que os nichos, normalmente isolados uns dos outros, agora terão um público maior e poderão interagir, produzindo mais ainda.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1114" title="hoje1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/hoje1.jpg" alt="hoje1" width="436" height="272" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1115" title="cultura_global2" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/cultura_global2.jpg" alt="cultura_global2" width="436" height="272" /></p>
<p> </p>
<p>Concluindo o blábláblá e para fechar meu ponto segue o trailer do filme, com direito à trilha sonora dos Ting Tings &#8211; para quem não conhece uma banda metida à alternativa que está na moda nos EUA hoje. E que, por coincidência, também tinha uma faixa na trilha da novela &#8220;A Favorita&#8221;. Hum&#8230; :)</p>
<p><object width="560" height="345" data="http://www.youtube.com/v/AIzbwV7on6Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/AIzbwV7on6Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Lugar Incomum II</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 01:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrevi um post há um tempo sobre o programa &#8220;Lugar Incomum&#8221;, apresentado pela Didi Wagner no Multishow e que tem Nova York como tema. Falei como achava importante programas como esse, que mostram um pouco desses &#8220;pólos criativos&#8221; ao redor do mundo. Pois um amigo me mandou um vídeo agora que passa total esse clima, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevi um <a href="http://feliphe.com/lugar-incomum/" target="_blank">post</a> há um tempo sobre o programa &#8220;Lugar Incomum&#8221;, apresentado pela Didi Wagner no Multishow e que tem Nova York como tema. Falei como achava importante programas como esse, que mostram um pouco desses &#8220;pólos criativos&#8221; ao redor do mundo.</p>
<p>Pois um amigo me mandou um vídeo agora que passa total esse clima, filmado em Londres há duas semanas. Não é qualquer cidade que, no meio de um momento como o que estamos vivendo, tem o espírito de organizar uma coisa desse tipo (lembrando que a Inglaterra é um dos países que está mais sentindo o impacto da crise mundial).</p>
<p><object width="560" height="345" data="http://www.youtube.com/v/VQ3d3KigPQM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VQ3d3KigPQM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Idéias como essa que levam pessoas criativas a pensar &#8220;É, vale a pena viver numa cidade assim&#8221;.</p>
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		<title>Fewer, better things.</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 03:48:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Como você imaginaria uma propaganda de diamantes no momento em que a economia mundial está prestes a entrar em recessão? Num cenário em que todos estão cortando gastos, economizando e gastando apenas com o essencial, como seria anunciado um bem tão supérfluo como uma jóia? Uma propaganda que saiu na Economist da última semana responde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-663" title="diamante1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/diamante1.jpg" alt="" width="500" height="244" /></p>
<p>Como você imaginaria uma propaganda de diamantes no momento em que a economia mundial está prestes a entrar em recessão? Num cenário em que todos estão cortando gastos, economizando e gastando apenas com o essencial, como seria anunciado um bem tão supérfluo como uma jóia?</p>
<p>Uma propaganda que saiu na Economist da última semana responde à essas perguntas de maneira genial. Aliás, o anúncio é uma aula de economia, pelo menos pela minha percepção :)</p>
<p>Segue o texto do anúncio:</p>
<blockquote><p><strong>FEWER, BETTER THINGS.</strong></p>
<p>Our lives are full of things. Disposable distractions, stuff you buy but do not cherish, own yet never love. Thrown away in weeks rather than passed down for generations.</p>
<p>Perhaps things will be different now. Wiser choices made with greater care. After all, if the fewer things you own always excite you, would you really miss the many that never could?</p>
<p>- The De Beers Family of Companies</p></blockquote>
<p>Atenção para a ironia: o anúncio está levantando a bandeira de redução do consumismo fútil, mas foi  veiculado em um dos maiores símbolos do capitalismo no planeta. Demagogia marketeira?</p>
<p>Pode ser, mas eu acho que o texto faz o maior sentido e não acho incoerente ele estar na Economist.</p>
<p>As pessoas tendem a considerar o materialismo idiota como uma das mazelas inevitáveis do sistema  capitalista. Engraçado que eu nunca associei essa vontade incessante de acumular bens com o  capitalismo, essa postura sempre me pareceu mais mercantilista. Para mim capitalismo é sobre  comércio, trocas, transferências, circulação de valor.</p>
<p>Já conversei sobre isso com alguns amigos, uma proposta de teoria econômica a ser maturada e  divulgada daqui a algumas décadas :). Um pensamento que estimule o consumo focado em experiências de bem-estar, em que a relação custo-benefício fosse melhor observada pelas pessoas na hora de se escolher onde e como gastar dinheiro. Em resumo: uma proposta para que nós, consumidores, passássemos a gastar nossa grana extra mais no que realmente nos dá tesão e menos no que não nos faz muita diferença.</p>
<p>Existe um monte de pesquisa falando sobre isso, mas o comportamento continua se repetindo o tempo  todo: colocamos dinheiro em coisas que não nos satisfazem tanto. Antes de tê-las sempre as queremos  muito, quando conseguimos vemos que elas não têm tanta graça assim. Será que é tão difícil aprender com nossas experiências prévias o que nos deixa felizes ou não? <a href="http://www.nytimes.com/imagepages/2005/10/03/science/20051004_HAPP_GRAPHIC.html" target="_blank">Nessas pesquisas</a> normalmente os países mais ricos possuem um grau de felicidade maior que os países pobres, mas a partir de um certo nível o crescimento econômico deixa de aumentar o grau de satisfação do povo. É o momento em que possuir mais bens materiais já não surte muito efeito.</p>
<p>Vejam se isso também não vale para as nossas vidas. Entendo que algumas pessoas têm tesão em carros, perfumes, sapatos, o que quer que seja. Mas já notaram que a partir de um certo valor o produto mais caro já não traz uma satisfação muito maior assim? Parece que para cada coisa existe um linha de saturação de satisfação, e nessa teoria (ingênua) que proponho a grana que não seria gasta além dessa linha seria aplicada em outras coisas nas quais ainda não saturamos a nossa satisfação.</p>
<p>Por exemplo: queremos comprar um carro. Confortável, que dê um gás no nosso status e que não vá nos deixar na mão. Temos grana suficiente para comprar um no valor de 5$. A compra desse carro é importante para movimentar a economia, pois assim fortalecemos a cadeia de valor ligada à indústria automobilística.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-673" title="custo1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/custo1.jpg" alt="" width="500" height="400" /></p>
<p>Mas depois pensamos melhor e vemos que um carro similar, mas de custo 4$, iria nos trazer a mesma satisfação que o carro mais caro. Ou a satisfação extra que esse 1$ de diferença nos traria poderia ser maior se aplicássemos em outra coisa. Então compramos o tal carro de 4$ e com o 1$ fazemos uma viagem bacana, até pagando para aquela pessoa que queremos perto mas que não teria condição de pagar pelo passeio ir com a gente. No final das contas você ainda terá um carro, mas terá também uma viagem que lembrará para o resto da vida, além de ter feito seu dinheiro circular por mais mercados diferentes.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-674" title="custo2" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/custo2.jpg" alt="" width="500" height="400" /></p>
<p> </p>
<p>Indo mais longe ainda, você vê que um carro de 3$ na verdade também traria uma satisfação bem razoável. Então você se decide por ele, faz a viagem (bem acompanhado) e ainda fica com grana para gastar com mais jantares fora, shows, cinemas&#8230;</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-727" title="custo32" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/custo32.jpg" alt="custo32" width="502" height="394" /></p>
<p> </p>
<p>Agora imagine esse pensamento replicado durante toda nossa vida, com todo mundo que tem dinheiro extra para gastar pensando assim? Pode até parecer que no final das contas a grana total pelo mercado seria a mesma, mas isso não é verdade. A circulação de valor cria mais valor. Com as trocas mais pessoas têm acesso a riqueza e, por conseqüência, mais acesso à educação. Com mais gente educada mais inovações poderão acontecer e serão elas que aumentarão o nível de riqueza da sociedade.</p>
<p>Não estou dizendo que é ruim desejar ter o mais caro possível. Esse pensamento é importantíssimo para que haja inovação e avanço. Mas sempre existirão pessoas com muito tesão em coisas específicas, que de qualquer forma vão querer possuir o mais caro &#8211; seja pela qualidade do bem em si, seja pela satisfação de ter o que os outros não têm (os bens posicionais). Mesmo que a gente abra mão do carro de 5$, sempre existirá demanda para ele. E para conquistar esse mercado as empresas continuarão competindo sempre para melhorar a qualidade de seus produtos. Então, como disse antes, acho que devemos focar nossas grana extra apenas no que nos satisfaz de verdade, seja uma viagem, um curso, futebol, ou<script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script> até em juntar dinheiro. O ganho será triplo: forçamos o avanço do nicho, não deixa<script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script>remos riqueza parada em bens que não estão trazendo prazer para a sociedade e teremos mais dinheiro para consumir em diferentes mercados.</p>
<p>Menos coisas, mas melhores :)</p>
<p>Agora, o mais legal disso tudo, é que até Adam Smith já levantava essa bola. Olha o que ele mesmo disse no livro <em>The Theory of Moral Sentiments</em>:</p>
<blockquote><p>How many people ruin themselves by laying out money on trinkets of frivolous utility?”</p></blockquote>
<p>Gostaria muito de ouvir os furos e questões dessa idéia, se alguém quiser colaborar.</p>
<p>***</p>
<p>Acho que esse será o último post antes do Natal, então boas festas para todo mundo <script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script>que estiver lendo.</p>
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		<title>Gráfico Pizza</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 12:59:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu quero uma dessas! A Economist começou uma campanha de divulgação chamada &#8220;Get A World View&#8221;. Em parceria com 20 pizzarias de Philadelphia, a revista produziu caixas de entrega de pizza com gráficos que relacionam consumo de pizza com economia e política global. Nas próximas semanas quem pedir pizza em domicílio para alguns desses restaurantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/11/the_economist_pizza_box_arable.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-471" title="economist_pizza" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/11/economist_pizza.jpg" alt="" width="477" height="489" /></a></p>
<p>Eu quero uma dessas!</p>
<p>A <a href="http://www.economist.com" target="_blank">Economist</a> começou uma campanha de divulgação chamada &#8220;<a href="http://adweek.blogs.com/adfreak/2008/11/economist-gets-second-job-delivering-pizza.html" target="_blank">Get A World View&#8221;</a>. Em parceria com 20 pizzarias de Philadelphia, a revista produziu caixas de entrega de pizza com gráficos que relacionam consumo de pizza com economia e política global. Nas próximas semanas quem pedir pizza em domicílio para alguns desses restaurantes a receberá numa dessas caixas bacanas, sendo que  a maioria dos clientes da área é composta de universitários.</p>
<p>A campanha foi desenvolvida pela agência <a href="http://www.bbdo.com/worldwide" target="_blank">BBDO</a> (EUA).</p>
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		<title>Propaganda na web</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 16:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Imagine conexões de internet muito mais rápidas. Imagine internet em vários dispositivos portáteis, espalhados pela cidade e pelos nossos bolsos.  Imagine tecnologias de vídeo e reconhecimento de voz cada vez mais sofisticadas. Nesse contexto, imagine as novas possibilidades para criação de anúncios e interação com mercado consumidor. Agora pare de imaginar e comece a olhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/experiencewii" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-52" title="wario" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/09/wario.jpg" alt="" width="480" height="224" /></a> </p>
<p>Imagine conexões de internet muito mais rápidas. Imagine internet em vários dispositivos portáteis, espalhados pela cidade e pelos nossos bolsos.  Imagine tecnologias de vídeo e reconhecimento de voz cada vez mais sofisticadas.</p>
<p>Nesse contexto, imagine as novas possibilidades para criação de anúncios e interação com mercado consumidor. Agora pare de imaginar e comece a olhar a sua volta: nós estamos vivendo esse momento, não estamos mais fazendo apenas previsões. De acordo com o relatório da IBM <em><a href="http://www-03.ibm.com/industries/media/doc/content/resource/business/2898468111.html" target="_blank">The end of advertising as we know it</a>, </em>&#8220;Nos próximos 5 anos nós veremos mais mudanças na indústria da propaganda do que tivemos nos últimos 50 anos.&#8221; O documento foi escrito no final do ano passado e, pelo que estamos vendo, eu não duvido que eles estejam certos.</p>
<p>Meu irmão me mostrou hoje uma página do YouTube anunciando o wii, não deixem de ver. É divertido e, acima de tudo, inspirador. E atenção, é realmente uma página do YouTube, como todos os links funcionando. Vejam nesse <a href="http://www.youtube.com/wariolandshakeit2008" target="_blank">link</a>.</p>
<p>Também achei outra página da web usando um recurso impressionante: navegação por movimento! Isso mesmo, a navegação pelo site pode ser feita pelo movimento das nossas mãos no ar. Tudo bem que só funciona para quem tem um notebook com webcam e uma conexão rápida, mas dá uma palhinha muito boa do que começaremos a ver em muito pouco tempo espalhado por aí. Nesse <a href="http://www.hrp.com/" target="_blank">link</a>.</p>
<p>Por esse post e pelo anterior dá para ver que estou animado&#8230;</p>
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