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	<title>feliphe.com &#187; Livros</title>
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	<description>&#34;Diga-me com quem andas e eu te direi se vou contigo&#34; Letice Botelho</description>
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		<title>Manual do dândi</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 01:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns posts atrás falei que ia colocar aqui dois textos do Baudelaire. Só que descobri depois que um dos textos que eu estava pensando na verdade é do Balzac, tirado do livro Manual do dândi. Mas beleza, o pequeno equívoco não tira a graça do texto. Primeiro vou contar rapidamente a história de como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns posts atrás falei que ia colocar aqui dois textos do Baudelaire. Só que descobri depois que um dos textos que eu estava pensando na verdade é do Balzac, tirado do livro <em><a href="http://www.autenticaeditora.com.br/autentica/470" target="_blank">Manual do dândi</a></em>. Mas beleza, o pequeno equívoco não tira a graça do texto.</p>
<p>Primeiro vou contar rapidamente a história de como cheguei ao <em>Manual do dândi</em>. Tenho um amigo, que tem um outro amigo que é um fodão, famoso até. Mas não vou falar quem é :) Um dia esse cara fodão chegou para o meu amigo e disse &#8220;Acho que você já pode ler esse livro&#8221;, e deu o <em>Manual do dândi</em> de presente para ele. Achei muito maneiro, fiquei curiosão, e comprei o livro também. Acho que não ia adiantar esperar alguém me dar de presente&#8230; Enfim, não sei se eu estava pronto para o livro, mas gostei muito. Passagens sensacionais, minha cópia já está toda sublinhada.</p>
<p>Não tenho certeza, mas acho que o cara falou que meu amigo &#8220;já podia&#8221; ler o livro porque o texto dele é um pouco polêmico, pode ser interpretado como fútil ou esnobe. Já escutei até que ele era &#8220;pernóstico&#8221;. O lance é que ele tem que ser visto de uma outra maneira, que eu não sei explicar exatamente. Mas vou tentar dar um exemplo. Abaixo a passagem que eu comentei que iria postar aqui, depois o tal exemplo.</p>
<table border="0" cellspacing="15" cellpadding="15" bgcolor="#F2F2F2">
<tbody>
<tr>
<td>
Assim, os versados na vida elegante não cobrem seus tapetes com uma longa faixa verde, indicando por onde passar, e não temem as visitas de um velho tio asmático. Não consultam o termômetro para sair com seus cavalos. Submetidos tanto aos encargos quanto aos benefícios da fortuna, não parecem nunca contrariados por um dano; pois, neles, tudo se conserta com dinheiro ou se resolve com o maior ou menor esforço dos seus criados. Colocar um vaso, um relógio de parede numa caixa, cobrir seus divãs com capas, embrulhar um lustre não é se assemelhar a essa boa gente que, após ter feito economias para comprar candelabros, cobrem-nos imediatamente com uma gaze espessa? O homem de gosto deve desfrutar de tudo que possui. Ele não gosta das coisas que exigem demasiado respeito. </p>
<p>A exemplo da natureza, ele não teme exibir todos os dias o seu esplendor; ele é capaz de reproduzi-la. Além disso, não espera até que seus móveis atestem seus serviços através de numerosos galões, para dar-lhes outro destino, e jamais se queixa do preço excessivo das coisas, pois ele tudo previu. Para o homem da vida ocupada, as recepções são solenidades; ele tem suas sagrações periódicas para os quais desembala tudo, esvazia seus armários e descobre seus bronzes; mas o homem da vida elegante sabe receber a toda hora sem se deixar surpreender. Sua divisa é a de uma família cuja glória associa-se à descoberta do novo mundo; ele está renovadamente sempre paratus, sempre pronto, sempre semelhante a si mesmo. Sua casa, seus criados, suas carruagens, seu luxo, ignoram o preconceito do domingo. Todos os dias são dias de festa.
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Acho sensacional essa passagem. Tire a capinha do celular, tire os plásticos no carro novo. Se você tem, use. Se por acaso estragar e isso for uma tragédia para você, então o fato é que talvez você nem devesse ter. Sei que é um pouco forte isso, mas considerando coisas materiais, acho que é bom termos apenas o que não será o fim do mundo se perdermos.</p>
<p>Mas voltando a questão do texto ser &#8220;pernóstico&#8221;. A frase&#8230; </p>
<blockquote><p>Submetidos tanto aos encargos quanto aos benefícios da fortuna, não parecem nunca contrariados por um dano; pois, neles, tudo se conserta com dinheiro ou se resolve com o maior ou menor esforço dos seus criados.</p>
</blockquote>
<p>&#8230;realmente pode dar um pouco essa impressão de &#8220;metido&#8221;. Mas não interpretei como sendo necessariamente um cara rico, e sim um cara que vive bem dentro das suas condições. E o lance dos criados acho que podemos considerar o contexto da época em que isso foi escrito. </p>
<p>O exemplo que me vem a cabeça quando leio esses parágrafos é o meu avô. Com certeza o cara era um dândi. Ele ainda é vivo, mas está doente e não faz mais as estripulias que fazia antes. Mas na ativa ele era dândi, e longe de ser rico. Minha família não é rica, mas meu avô estava sempre pronto para receber as pessoas, quem quer que fosse. E queria sempre o melhor, seja para ele, seja para quem estivesse com ele. Não tinha criado, não tinha carruagem, não tinha luxo, mas todos os dias eram de festa. E isso, da maneira dele, era elegância. </p>
<p>Eu acho que é nesse tom que o livro tem que ser lido.</p>
<p>*o post era para ser apenas o texto do Balzac e acabei desvirtuando um pouco, desculpem :)</p>
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		<title>Retrospectiva de leitura 2010</title>
		<link>http://feliphe.com/retrospectiva-de-leitura-2010/</link>
		<comments>http://feliphe.com/retrospectiva-de-leitura-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 16:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Dá para fazer uma retrospectiva do ano pelos livros lidos? Eu acho que dá. A minha retrospectiva de livros para 2010 é: Livros lidos (e terminados) A Linguagem das Coisas &#8211; Deyan Sudjic : Gostei muito O Paradoxo da Escolha &#8211; Barry Schwartz: Gostei A Lógica da Vida &#8211; Tim Hartford: Gostei Reconhecimento de Padrões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dá para fazer uma retrospectiva do ano pelos livros lidos? Eu acho que dá. A minha retrospectiva de livros para 2010 é:</p>
<p><strong>Livros lidos (e terminados)</strong></p>
<ul>
<li><a id="aptureLink_zTExp38IuC" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21819510/linguagem+das+coisas,+a">A Linguagem das Coisas</a> &#8211; Deyan Sudjic : Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_TPugOaXp0q" href="http://www.amazon.com/gp/product/0060005696?tag=apture-20">O Paradoxo da Escolha</a> &#8211; Barry Schwartz: Gostei
</li>
<li><a id="aptureLink_PxhwcM8fXi" href="http://timharford.com/logicoflife/">A Lógica da Vida</a> &#8211; Tim Hartford: Gostei
</li>
<li><a id="aptureLink_pZqIAtOoID" href="http://comciencia.br/comciencia/?section=8&amp;tipo=resenha&amp;edicao=20">Reconhecimento de Padrões</a> &#8211; William Gibson: Único ficção que li esse ano. Sugestão de um chefe muito legal que tive :) Confesso que não achei geniaaal, mas valeu pelo comentário que ele me fez antes de dar o livro. Eu disse para ele que estava perdendo o hábito de ler ficção e ele falou algo como &#8220;Feliphe, na ficção que está a verdade. Algumas coisas estão tão à frente que só o nível de abstração da ficção consegue abordar. Depois de muito tempo esses conceitos chegam nos não-ficção.&#8221;. Muito bom :)
<li><a id="aptureLink_mCfBNpJ7SL" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1957737/arquitetura+da+felicidade,+a">A Arquitetura da Felicidade</a> &#8211; Alain de Botton: Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_eZc1IxE9nC" href="http://www.amazon.com/gp/product/0300122233?tag=apture-20">Nudge</a> &#8211; Richard Thaler e Cass Sunstein: Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_uOdGiyAGZe" href="http://www.amazon.com/gp/product/0465003524?tag=apture-20">Who&#8217;s Your City</a> &#8211; Richard Florida: Gostei
</li>
<li><a id="aptureLink_ioDOUovlIc" href="http://www.amazon.com/gp/product/0446504106?tag=apture-20">The Art of Choosing</a> &#8211; Sheena Iyengar: Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_14lvEE2m5O" href="http://www.amazon.com/gp/product/1592534104?tag=apture-20">Information Design Workbook</a> &#8211; Kim Baer: Gostei
</li>
<li><a id="aptureLink_rBppqR7oKi" href="http://www.2ab.com.br/produtos.asp?desc=a-empresa-orientada-pelo-design-como-construir-uma-cultura-de-inovacao-permanente&amp;produtoid=709">A Empresa Orientada pelo Design</a> &#8211; Marty Neumier: Mais ou menos
</li>
<li><a id="aptureLink_QXeQaVbfcZ" href="http://www.ideo.com/by-ideo/change-by-design?cbd">Design by Change</a> &#8211; Tim Brown: Gostei muito
</li>
<li><a id="aptureLink_b1ekUxGlst" href="http://www.americanas.com.br/produto/285908/livros/administracaoenegocios/recursoshumanos/livro-como-mover-o-monte-fuji">Como Mover o Monte Fuji?</a> &#8211; William Poundstone: Péssimo. Mas foi útil para ver porque nunca fiz processo seletivo para esses tipos de empresas. Definitivamente não é a minha.
</li>
<li><a id="aptureLink_2kZcISglzZ" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21619318/naturalista+da+economia,+o">O Naturalista da Economia</a> &#8211; Robert Frank: Mais ou menos.
</li>
</ul>
<p><strong>Livros iniciados (mas não terminados)</strong></p>
<ul>
<li><a id="aptureLink_lQW050hBaR" href="http://www.amazon.com/gp/product/0060521996?tag=apture-20">The Innovators Dilemma</a> &#8211; Clayton Christensen: Eu estava gostanto muito, mas outros livros entraram no caminho. Voltarei a ele em 2011.
</li>
<li><a id="aptureLink_t0PLsbuIYs" href="http://www.amazon.com/gp/product/0307463745?tag=apture-20">ReWork</a> &#8211; Jason Fried e David Hanson: Acho que não volto a ele não. Sei lá, achei muito igual ao Getting Real.
</li>
<li><a id="aptureLink_kFBGy6kRyr" href="http://www.faygaostrower.org.br/livro6.php">A Sensibilidade do Intelecto</a> &#8211; Fayga Ostrower: É genial, mas acho que não estava no clima esse ano. Em 2011 tentarei de novo.
</li>
<li><a id="aptureLink_dsOeAmqLYk" href="http://sobreisso.com/2010/06/11/livro-a-hora-da-geracao-digital-pesquisa-perfil-de-usuarios-da-internet/">A Hora da Geração Digital</a> &#8211; Don Tapscott: Hum&#8230; É importante, mas achei que lá pro meio fiquei com uma sensação do tipo &#8220;Beleza, entendi, já me convenceu&#8221;, e não consegui ler o resto.
</li>
<li><a id="aptureLink_ktDIGEp94s" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O%20Relojoeiro%20Cego">O Relojoeiro Cego</a> &#8211; Richard Dawkins: Não sei se sou burro, mas achei muito chata a leitura. Não tive saco de continuar.</li>
<li><a id="aptureLink_rjhyF00dHp" href="http://www.amazon.com/gp/product/0060920432?tag=apture-20">Flow: The Psychology of Optimal Experience</a> &#8211; Mihály Csíkszentmihályi: Fico até com vergonha de dizer que não consegui terminar o livro, porque todo mundo fala tanto dele. Talvez eu não estivesse no clima esse ano, não sei. Mas não estava achando isso tudo que ficam falando. Tentarei voltar a ele em 2011.</li>
<li><a id="aptureLink_3GDX6WLbsG" href="http://www.amazon.com/gp/product/0061714704?tag=apture-20">Fascinate</a> &#8211; Sally Hogshead: Foi uma compra de impulso, de promoção de site. Pensei que talvez fosse me ajudar no artigo que escrevi sobre Arquitetura de Escolha, mas achei meio bobo.</li>
</ul>
<p><strong>Comprados e nem iniciados<br />
</strong></p>
<ul>
<li><a id="aptureLink_0uLeldhjVG" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21499203/?franq=131310">Visualizando Dados</a> &#8211; Ben Fry: Para ler esse livro tem que estar com tempo, porque tem um monte de partes práticas para fazer no computador. Tentarei fazer em 2011.
</li>
<li><a id="aptureLink_nPSMGMVQAo" href="http://www.travessa.com.br/A_ESSENCIA_DO_ESTILO_COMO_OS_FRANCESES_INVENTARAM_A_ALTA_COSTURA_A_GASTRONOMIA_OS_CAFES_CHIQUES_O_ESTILO_A_SOFISTICACAO_E_O_GLAMOUR/artigo/06aebf98-1b86-4d67-a39f-95ecab538482">A Essência do Estilo</a> &#8211; Joan DeJean: Compra impulsiva. Quando der tempo.
</li>
<li><a id="aptureLink_czc5OT1TbM" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21537215/manual+do+dandi:+a+vida+com+estilo?menuId=1335">Manual do Dândi</a> &#8211; Baudelaire: Compra impulsiva também. Mas quero muito ler.
</li>
<li><a id="aptureLink_iRLO037jnl" href="http://www.naisbitt.com/bibliography/megatrends.html">Megatrends</a> &#8211; John Naisbitt: Compra impulsiva de sebo. Não sei quando/se lerei.
</li>
<li><a id="aptureLink_EvEnXZuFDp" href="http://www.burburinho.com/20060625.html">Como Vencer um Debate sem Precisar ter Razão</a> &#8211; Arthur Schopenhauer: Compra impulsiva. O título é tão babaca que fiquei curioso :)</li>
</ul>
<p><strong>O que estou lendo agora</strong></p>
<p><a id="aptureLink_MVmpvAD6jZ" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The%20Moral%20Animal">The Moral Animal</a> &#8211; Robert Wright: Estou viciado já&#8230; De mudar como você olha tudo. Muito provavelmente vai entrar no meu Top 5.</p>
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		<item>
		<title>Who&#8217;s your city?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 04:57:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou lendo o &#8220;Who&#8217;s Your City?&#8220;, do Richard Florida. O livro se vende para &#8220;classe criativa&#8221; com a chamada: How the creative economy is making where to live the most important decision of your life. Confesso que acho meio bobo esse &#8220;most important decision&#8221;, mas o livro na verdade é um estudo sobre os grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com/Whos-Your-City-Creative-Important/dp/0465003524"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/12/whos_your_city_book_cover.gif" alt="" title="Who&#039;s Your City" width="180" height="269" class="alignleft size-full wp-image-1691" border="1" /></a>Estou lendo o &#8220;<a id="aptureLink_QYtQOJEsJz" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Who%27s%20Your%20City%3F">Who&#8217;s Your City?</a>&#8220;, do Richard Florida. O livro se vende para &#8220;classe criativa&#8221; com a chamada: <em>How the creative economy is making where to live the most important decision of your life</em>. Confesso que acho meio bobo esse &#8220;most important decision&#8221;, mas o livro na verdade é um estudo sobre os grande centros urbanos no mundo. Acho esse tópico muito interessante.</p>
<p>Pela metodologia que ele usa para identificar as &#8220;<a id="aptureLink_p55cytf7eE" href="http://www.rotman.utoronto.ca/userfiles/prosperity/File/Rise.of.%20the.Mega-Regions.w.cover.pdf">mega-regions</a>&#8221; do mundo, o livro diz que os 40 maiores pólos são responsáveis por 66% de toda atividade econômica mundial. Em um outro momento ele diz:</p>
<blockquote><p>National border also have less to do with defining cultural identity. We all know how different two cities can be despite being in the same state or province, much less the same country. (&#8230;) The more that two mega-regions-regardless of their physical distance or historical relantioship-have in common finacially, the more likely they are to develop similar social mores, cultural tastes, and even political leanings.</p></blockquote>
<p>Sei que isso é um pouco forte, mas &#8211; do alto da minha ignorância &#8211; acho que é real. Quando via os indianos que iam na nossa casa em Pune, com seus super-celulares e comendo na Pizza Hut, quando vi um barzinho metido a cool em Cracóvia chamado Perestroika, quando via como em muitos aspectos o Rio é muito mais parecido com Londres do que com <a id="aptureLink_Gpa4cHIXdD" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Campos%20dos%20Goitacazes">Campos dos Goitacazes</a> (cidade da minha avó), chego a pensar que os grandes pólos urbanos de fato tendem a ficar parecidos. Então penso num novo profissional, um expert da dinâmica dessas &#8220;mega-regions&#8221;. Afinal elas cobrem quase 70% de toda atividade econômica do planeta. Já devem existir uns caras assim. Emprego maneiro :)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Apagão e redes</title>
		<link>http://feliphe.com/apagao-e-redes/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 05:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Li um livro interessante sobre redes há uns 2 meses (Linked, Albert-László Barabási), e achei oportuno falar sobre o assunto aqui no blog depois desse apagão na semana passada. A imprensa ainda está discutindo os reais motivos do incidente (mau tempo? falta de investimentos?). Eu não vou arriscar qual a razão, mas o que todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1355" title="Network" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/11/net.jpg" alt="Network" width="570" height="216" /></p>
<p>Li um livro interessante sobre redes há uns 2 meses (<a id="aptureLink_HEjkFvpkOo" href="http://www.amazon.com/gp/product/0452284392?tag=apture-20">Linked, Albert-László Barabási</a>), e achei oportuno falar sobre o assunto aqui no blog depois desse apagão na semana passada.</p>
<p>A imprensa ainda está discutindo os reais motivos do incidente (mau tempo? falta de investimentos?). Eu não vou arriscar qual a razão, mas o que todo mundo já sabe é que o acontecido foi consequência de um efeito em cascata, em que diferentes transmissores foram derrubando um ao outro em sequência, até apagar 18 estados do país.</p>
<p>Por que isso? Porque nossas distribuição de eletricidade é altamente interligada, com hubs &#8220;conectores&#8221; que ajudam os diversos pontos da rede a se comunicar mas, ao mesmo tempo, acabam configurando em uma fragilidade do sistema. Se um hub é derrubado muitos pontos da cadeia sofrem.</p>
<p>O que é interessante do<em> Linked</em> é que ele fala exatamente sobre isso, mas usando um monte de exemplos diferentes. Inclusive distribuição de energia elétrica, que volta e meia dá cano lá nos Estados Unidos. Além de eletricidade, o livro estuda as características de redes aplicadas a economia, relacionamentos, vírus, células, internet,  cientistas, atores de cinema e por aí vai. E caso a caso o autor vai mostrando que as premissas das redes se repetem, nos fazendo ver o mundo com outros olhos.</p>
<p>Recomento a leitura, mas já digo aqui alguns dos pontos que mais me chamaram atenção no livro:</p>
<ul>
<li><strong>Temos que aproveitar nossos laços &#8220;fracos&#8221; com hubs</strong></li>
</ul>
<p>Como as pessoas chegam mais frequentemente a seus novos empregos: através de indicação de amigos próximos ou por meio de &#8220;conhecidos&#8221;? Apesar de não ser óbvio (pelo menos para mim), pesquisas indicam que a segunda alternativa é a mais forte na busca por novos empregos. Isso porque nossos amigos normalmente circulam pelos mesmos locais que nós, convivendo com as mesmas pessoas de nosso círculo. O conjunto de conhecimento deles (como por exemplo &#8220;oportunidades de emprego&#8221;) acaba sendo próximo ao nosso. Mas os &#8220;conhecidos&#8221;, aquelas pessoas com quem falamos de vez em quando mas não são tão íntimas assim, nos abrem um mundo novo de possibilidades, em meios que não circulamos tão frequentemente. Por isso existe uma chance maior desses contatos &#8220;fracos&#8221;, e não nossos amigos mais próximos, saberem daquela oportunidade de emprego que estamos procurando.</p>
<blockquote><p>Week ties play a crucial role in our abilitiy to communicate with the outside world. Often our close friends can offer us little help in finding a job. They move in the same circles we do and are inevitably exposed to the same information. To get new information, we have to activate our weak ties.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>Os hubs são críticos para a sustentação de uma rede</strong></li>
</ul>
<p>Justamente por conta disso, é importante que existam os hubs: pontos da cadeia com mais conexões que a média. É natural que eles emerjam nas redes  &#8211; o buscador com algoritmo mais inteligente, o funcionário mais sociável na empresa, a represa mais propícia para geração de eletricidade, a empresa de processos mais eficientes &#8211; e eles permitem que os pontos distantes se comuniquem, mesmo que não estejam diretamente ligados.</p>
<blockquote><p>Even a few extra links are sufficiente to drastically decrease the average separation between nodes&#8230;  We can afford to be very provincial in choosing our friends, as long as a small fraction of the population has some long-range links. Huge networks do not need  to be full of random links to display small world features. A few such links will do the job.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>Hubs seguem pareto</strong></li>
</ul>
<p>Apesar de ser normal o surgimento de hubs, a quantidade deles em relação ao total tende a respeitar uma proporção de <a id="aptureLink_PQVhjCMC39" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pareto%20principle">pareto</a>, com apenas 20% dos nós sendo responsável pela interligação de 80% da rede. Ou seja, nós com poucas ligações são a grande maioria, mas eles continuam interligados justamente por causa dos hubs.</p>
<blockquote><p>In most real networks the majority of nodes have only a few links and these numerous tiny nodes coexist with a few big hubs, nodes with a anomalously high number of links. The few links connecting the smaller nodes to each other are not sufficiente to ensure that the network is fully connected. This function is secured by the relatively rare hubs that keep the real networks from falling apart.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>A existência dos hubs é uma virtude das redes, mas também uma fragilidade inevitável</strong></li>
</ul>
<p>Esses nós altamente conectados conferem à rede um alto grau de tolerância contra falhas. Seguindo pareto, poderíamos remover até 80% dos nós, se os hubs continuarem lá a rede não entrará em colapso. Podemos até perder algum dos hubs, que os outros vão continuar sustentando o sistema. Mas se houver um ataque simultâneo em diversos hubs as consequências podem ser graves.</p>
<p>Um exemplo de perda de hub foi a queda do Lehman Brothers no ano passado, que afetou toda a rede (economia) mas não a colapsou, porque outros hubs continuram de pé (Goldman Sachs,  JPMorgan, Bank of America&#8230;). Já o apagão foi um exemplo de vários hubs caindo ao mesmo tempo (se não me engano foram 5 linhas importantes de distribuição).</p>
<p>Toda rede configurada dessa maneira (muitos nós fracos + alguns hubs) possui invevitavelmente um grau de vulnerabilidade. Isso porque os hubs podem cair. Ou seja: esperar que uma rede elétrica interconectada seja infalível é impossível.</p>
<blockquote><p>Such vulnerability to atack is an inherent property of scale-free networks&#8230; Disable a few of the hubs and a scale-free network will fall to pieces in no time.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li><strong>Os hubs não geram inovação, mas são early-adopters</strong></li>
</ul>
<p>Normalmente as inovações não são criadas nos hubs, que talvez estejam muito ocupados fazendo suas conexões :) Mas esses nós altamente conectados acabam absorvendo as inovações rapidamente porque estão em contato com os seus criadores. Uma vez que a inovação é adotada por um hub, ela acaba passando para o resto dos nós mais fracos da cadeia.</p>
<blockquote><p>Innovations spread from innovators to hubs. The hubs in turn send the information out along their numerous links, reaching most people within a given social or professional network.&#8221;</p></blockquote>
<h2><strong>Moral da história?</strong></h2>
<p>Aceite que os hubs surgem, eles sustentarão sua rede e ligarão nós fracos. Se os hubs forem positivos (ex: fontes de energia elétrica) procure uma quantidade ótima deles: um número muito baixo deixará a rede frágil, muitos hubs inibirão a inovação.  Cuide de seus hubs positivos, a queda de vários ao mesmo tempo pode colapsar a rede.</p>
<p>Se os hubs forem negativos (ex: pessoas infectadas por vírus), foque sua atenção neles. A retorno coletivo para a rede é maior quando os hubs são tratados.</p>
<p>Engraçado como isso se aplica a muita coisa. É bom ter um grupo de pessoas muito conectadas em um ambiente de trabalho (apenas um hub pode fazer um estrago quando sai da empresa). É bom não depender de apenas uma grande empresa na economia do país (por esse aspecto acho que estamos indo bem, com Petrobrás começando a ter como companhia a <a id="aptureLink_rtup7D0pc3" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u633240.shtml">Vale, Gerdau, Unibanco-Itaú, Embraer, JBS, Votorantim</a>&#8230;). É bom investirmos em hubs de energia espalhados pelo país (Tucuruí, Jirau&#8230;). É bom identificarmos uma erva-daninha no jardim (o hub negativo ataca os nós fracos).</p>
<p>E não dá para ficar na utopia de só contar com os nós fracos da <a id="aptureLink_yejaAb7bdI" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The%20Long%20Tail">cauda longa</a>. Mesmo com internet, avanços em logística e redução de custos de produção, não seria muito estratégico contar apenas com uma infinidade de bancos menores, geração de energia difusa, empresas pequenas, profissionais independentes e esse tipo de coisa. Não dá para lutar muito contra a existência dos &#8220;too big to fail&#8221;, eles continuarão por aí, é natural das redes que eles surjam. O próprio <a id="aptureLink_AeL5xzQuLG" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris%20Anderson%20%28writer%29">Chris Anderson</a> já <a id="aptureLink_rIFQQty6He" href="http://www.longtail.com/the_long_tail/2008/11/does-the-long-t.html">admitiu</a> isso. Os hubs existem, continuarão existindo, e é importante que sejam gerenciados para o sucesso coletivo da rede.</p>
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		<title>Arquitetura e Civilização</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 13:19:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Na minha casa a gente tem uma assinatura da Piauí. Confesso que acho a revista bem chata, mas a edição desse mês tem um texto muito bom falando sobre a Cidade da Música, o prédio polêmico que estão construindo aqui no Rio e que, de acordo com o site da prefeitura, vai abrigar “a maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-560" title="cidadedamusica1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/cidadedamusica1.jpg" alt="" width="480" height="224" /></p>
<p>Na minha casa a gente tem uma assinatura da Piauí. Confesso que acho a revista bem chata, mas a edição desse mês tem um texto muito bom falando sobre a Cidade da Música, o prédio polêmico que estão construindo aqui no Rio e que, de acordo com o site da prefeitura, vai abrigar “a maior sala de concertos de orquestras sinfônicas e óperas da América Latina”.</p>
<p>O projeto é polêmico por diversos motivos, mas acho que as principais reclamações são:</p>
<ul>
<li>O custo total já está muito maior que o previsto inicialmente (estimaram R$80 mi de investimento, já passou de R$450mi);</li>
<li>Essa grana, que representa 2% do orçamento total do Município, poderia ter sido investida em demandas mais “urgentes” para a cidade, como projetos de saúde e educação;</li>
<li>Já existe um atraso de dois anos em relação à data de inauguração original (no início anunciaram que seria em 2004);</li>
<li>O design foi feito por um arquiteto francês, Christian de Portzamparc, e não por um brasileiro.</li>
</ul>
<p>As críticas habituais&#8230; Mas o texto da Piauí rebate isso tudo e defende a obra, por isso achei interessante. A frase que abre o artigo já é legal:</p>
<blockquote><p>Mesmo com todos os ataques e denúncias que a envolvem, a Cidade da Música feita por Portzamparc no Rio é a mais relevante obra pública construída no Brasil desde Brasília.”</p></blockquote>
<p>Confesso que não pesquisei profundamente como está a questão das suspeitas de superfaturamento, se já chegaram a alguma conclusão ou não, mas até agora eu também apóio totalmente a iniciativa do projeto. Gosto muito de arquitetura, acredito na função econômica que a cultura tem para qualquer cidade e acho que um prédio como esse será um ativo muito valioso para nós cariocas.</p>
<p><a href="http://www.amazon.co.uk/Civilisation-Personal-View-Kenneth-Clark/dp/0719568447" target="_blank"><img class="size-full wp-image-538 alignleft" title="civilisation" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/civilisation.jpg" alt="" width="150" height="225" /></a>Então pensei em aproveitar o gancho para falar de um livro que que está no Top 10 de tudo que li até hoje: <a href="http://www.amazon.co.uk/Civilisation-Personal-View-Kenneth-Clark/dp/0719568447" target="_blank">Civilização</a>, de Kenneth Clark (<em>Civilisation</em> no original). Bem resumidamente trata-se da organização textual do documentário que Clark produziu para a BBC em 1969, que traçava um paralelo entre o desenvolvimento da civilização ocidental e história da arte. O livro é impressionante, não dá para falar de tudo aqui, mas tem uma idéia que permeia todo o texto que é muito útil quando pensamos na Cidade da Música.</p>
<p>O autor assume que para o avanço da civilização é necessário que as pessoas tenham confiança:</p>
<blockquote><p>Civilisation requires confidence – confidence in the society in which one lives, belief in its philosophy, belief in its laws, and confidence in one’s mental powers.”</p></blockquote>
<p>Na hora de definir “civilização” ele continua:</p>
<blockquote><p>Civilisation means something more than energy and will and creative power … it means a sense of permanence.”</p></blockquote>
<p>Nesse momento ele começa a entrar na importância da arquitetura para um povo, nos mostrando que é através dela que conquistamos esse senso de permanência e que, conseqüentemente, alimentamos nossa confiança enquanto comunidade. Não é à toa que a China está gastando os tubos construindo megas-prédios pelo país inteiro, e que vemos cidades patrocinando “pacotões” de construções em determinados períodos para aumentar a moral de seus moradores. Vimos <script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script>isso na segunda metade do século passado em Paris, com as “Grande Obras” do Miterrand (dentre elas a ampliação do Louvre, o La Defense, o museu d’Orsay e a Bibliothèque de France) e em Londres, com as “Obras do Milênio” do Blair (o Millenium Dome, a  Millenium Bridge e o Millenium Wheel/London Eye).</p>
<p>Então o pensamento de “temos que gastar o $ primeiro com o urgente, como saúde e educação, e só depois em ‘luxos’ como arquitetura” talvez seja limitado, pois não entende que o investimento certo em arquitetura pode solidificar a auto-estima necessária para que um povo produza mais e, como resultado, gere mais valor que poderá ser aplicado nessas questões básicas.</p>
<p>Comecei a catar dados de algumas construções que foram inauguradas ao redor do mundo há poucos anos, para comparar com o nosso caso. Ver se o valor, o tempo de construção e a nacionalidade do arquiteto estão fora da realidade, e encontrei mais ou menos o seguinte:</p>
<table border="0" cellspacing="5" cellpadding="10" bgcolor="#F2F2F2">
<tbody>
<tr>
<td><strong>CIDADE DA MÚSICA</strong><br />
Local: Rio de Janeiro<br />
Investimento: R$460mi<br />
Tempo de construção: 6 anos<br />
Arquiteto: Christian de Portzamparc (França)</td>
<td> <a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/cidadedamusica.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-524" title="cidadedamusica" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/cidadedamusica.jpg" alt="" width="137" height="105" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><a href="http://www.tate.org.uk/modern/" target="_blank">TATE MODERN</a></strong><br />
Local: Londres / Inglaterra<br />
Investimento: R$620mi<br />
Tempo de reforma: 8 anos<br />
Arquiteto: Escritório Herzog &amp; de Meuron (Suíça)</td>
<td><a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/tate.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-525" title="tate" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/tate.jpg" alt="" width="137" height="105" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><a href="http://www.casadamusica.com/" target="_blank">CASA DA MUSICA</a></strong><br />
Local: Porto / Portugal<br />
Investimento: R$300mi<br />
Tempo de construção: 5 anos<br />
Arquiteto: Rem Koolhaas (Holanda)</td>
<td> <a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/i039_porto_04227.jpg"></a><a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/porto.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-527" title="porto" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/porto.jpg" alt="" width="137" height="105" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Beijing_National_Stadium" target="_blank">NINHO DO PÁSSARO</a></strong><br />
Local: Pequim, China<br />
Investimento: R$1bi<br />
Tempo de construção: 5 anos<br />
Arquiteto: Escritório Herzog &amp; de Meuron (Suíça)</td>
<td> <a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/ninho.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-528" title="ninho" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/ninho.jpg" alt="" width="137" height="105" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><a href="http://www.daniel-libeskind.com/projects/show-all/jewish-museum-berlin/" target="_blank">JEWISH MUSEUM</a></strong><br />
Local: Berlim, Alemanha<br />
Investimento: R$130mi<br />
Tempo de construção: 8 anos<br />
Arquiteto: Daniel Libeskind (Polônia)</td>
<td> <a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/jewish.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-529" title="jewish" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/jewish.jpg" alt="" width="137" height="105" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os dados são estimativas que achei em sites de design e notícias, mas dá para ver que o &#8220;nosso&#8221; projeto não está muito por fora do padrão. Aliás, o planejamento inicial que me parece um pouco irreal, de orçamento de R$80mi e prazo para construção de dois anos. Então pensei o seguinte: será que não chutaram esses valores para baixo para reduzirem o risco do projeto ser descartado, como aconteceu com o Guggenheim?</p>
<p>Se foi erro ou se foi &#8220;lapso estratégico&#8221;, para ser sincero, não me importa muito. Enquanto está tudo dentro do padrão que vemos pelo mundo acho que o projeto é válido. Sei que daqui a 10 anos vou passar pelo prédio e pensar &#8220;Que bom ter uma construção assim na cidade&#8221;, da mesma forma que me sinto quando passo pelo MAM.</p>
<p>Agora é ficar na torcida para que ele seja inaugurado logo :)</p>
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		<title>Interesse-próprio</title>
		<link>http://feliphe.com/interesse-proprio/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 02:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que esse post vai ser um pouco polêmico :) Dentro das inconstâncias do mercado na semana passada um fato chamou atenção da imprensa mundial: Alan Greenspan teria admitido parte da culpa pela crise financeira que estamos vivendo. Greenspan foi o diretor do Fed (o Banco Central americano) durante 18 anos, saindo do cargo em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que esse post vai ser um pouco polêmico :)</p>
<p>Dentro das inconstâncias do mercado na semana passada um fato chamou atenção da imprensa mundial: Alan Greenspan teria admitido parte da culpa pela crise financeira que estamos vivendo. Greenspan foi o diretor do Fed (o Banco Central americano) durante 18 anos, saindo do cargo em 2006. Ele sempre foi defensor da desregulação dos mercados e também foi dos principais responsáveis para que a taxa básica de juros dos EUA ficasse muito baixa durante muito tempo. Essas duas posturas são justamente as críticas feitas ao economista: taxa de juros baixa significa crédito barato, desregulação pode atrapalhar a transparência na avaliação de riscos dos investimentos. Acredita-se que essa combinação de fatores tenha potencializado a criação da bolha hipotecária americana, estopim da crise financeira que acabou se alastrando pelo mundo.</p>
<p>Tudo muito bonito. É bom quando as pessoas admitem erros, né? Mas nesse caso ele falou uma coisa que achei engraçada:</p>
<blockquote><p>Eu cometi um erro em supor que o interesse das organizações, especialmente dos bancos e de outras empresas, faria com que elas estivessem melhor capacitadas para proteger seus próprios acionistas e suas ações nas empresas.”</p></blockquote>
<p>Ou seja: no fundo, no fundo quem errou não foi ele, foram “as organizações”, né? A falha dele foi ter, digamos, um excesso de fé na competência dos “bancos e das outras empresas”? E depois ainda dá uma de coitado:</p>
<blockquote><p>Aqueles de nós que acreditavam que era do interesse das instituições credoras proteger seus acionistas, incluindo eu, estamos incrédulos, em estado de choque.&#8221;</p></blockquote>
<p>A imprensa toda ficou no tom “finalmente ele admitiu seu erro” e coisa e tal. Pois eu, do alto da minha ignorância, acho que ele foi covarde e não admitiu erro coisa nenhuma. O que ele fez foi jogar a batata quente para a mão dos bancos e ainda por cima deu uma facada nas costas do nosso amigo Adam Smith.</p>
<p><strong>INTERESSE-PRÓPRIO</strong></p>
<p>Esse papo de “interesse das organizações” já é falado desde o <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21216832/riqueza+das+nacoes" target="_blank">Riqueza das Nações</a>, o livrão do Adam Smith que deu muitas das bases do sistema capitalista em que vivemos hoje. Uma das idéias centrais do livro diz que as pessoas, como seres racionais, sempre fazem escolhas que maximizem seus retornos. Sem meias palavras: as pessoas agiriam sempre por seus próprios interesses. Mas, de acordo com o pensamento de Smith, a melhor maneira de maximizar os retornos individuais seria crescer o bolo para todo mundo, dessa forma estaríamos involuntariamente ajudando a sociedade enquanto estivéssemos buscando o melhor para nós mesmos. No livro ele usa como exemplo um industrial que investe em sua fábrica para aumentar seus lucros, cunhando a famosa expressão “mão-invisível”:</p>
<blockquote><p>Na realidade, ele não pretende, normalmente, promover o bem público, nem sabe até que ponto o está a fazer&#8230; só está a pensar na sua própria segurança; e, ao dirigir essa indústria de modo que a sua produção adquira o máximo valor, só está a pensar no seu próprio ganho, e, neste como em muitos outros casos, está a ser guiado por uma mão invisível a atingir um fim que não fazia parte das suas intenções.”</p></blockquote>
<p>Que fim seria atingido que não era parte das intenções do empresário? Não apenas um, mas vários, dentre eles: aumentar a riqueza do país, a arrecadação de impostos pelo governo, o aumento de verba para projetos de infra-estrutura, a quantidade de empregos e o fortalecimento do comércio. O industrial estava na verdade pensando em seus lucros, no seu próprio-interesse, mas conseguiu um monte de outros resultados, aumentando assim o bolo para todos. De acordo com os escritos de Adam Smith, quando cada um de nós age dessa maneira a sociedade avança, o que seria a “mão-invisível” do mercado. Uma organização involuntária do caos de interesses-próprios individuais que acaba resultando no interesse-comum da população.</p>
<p>É por isso que Alan-Greenspan ficou tão “chocado”. Como que os bancos escolheriam investir em papéis podres e emprestar dinheiro para pessoas que obviamente não poderiam pagar? Como os bancos iriam arriscar em retornos de curto prazo sabendo que no longo prazo poderiam quebrar justamente por conta desses riscos? Em suma: como os bancos poderiam ser tão irracionais?</p>
<p>Acho que vou falar uma coisa meio polêmica, mas nesse caso eu defendo os bancos e todo esse pessoal que trabalha no mercado financeiro. E acho covardia do Greenspan mandar esse papo nessa altura do campeonato.</p>
<p><strong>IRRACIONAL, EU?</strong></p>
<p>Já está claro tanto no mercado quanto no meio acadêmico que a racionalidade humana é afetada pelas nossas limitações cognitivas e pela falta de informações relevantes no momento da escolha. Claro que todos somos racionais, ninguém na dúvida entre duas opções vai escolher a que sabe que é a pior. Mas esse é o X da questão: antes da crise as pessoas não sabiam quais seriam as piores escolhas, nem conseguiram avaliar com segurança os riscos. E aí, na minha modesta visão, que está a real falha do Alan-Greenspan.</p>
<p>A falta de regulação, defendida por ele, deu espaço para as tais “inovações” financeiras, pacotes de ativos tão confusos que ninguém sabia direito do que eram formados. Como se você tivesse comprando uma caixa de bombons sem saber quais estavam vindo dentro. Poderia estar recebendo junto do Serenata umas hipotecazinhas desagradáveis. A falta de regulação também abriu espaço para que as agências avaliadoras de riscos por vezes não fossem muito criteriosas. Atenção, isso foi um eufemismo, na verdade elas deram altas bolas foras. Deu no que deu: as agências jurando que certas empresas eram mucho seguras num dia e no dia seguinte as mesmas empresas quase quebrando. Bem, algumas não ficaram no quase e de fato tiveram que fechar suas portas.</p>
<p>E quem que deixou a corda tão frouxa? Tchanã&#8230;</p>
<p>Apesar do que o Greespan disse, eu concordo plenamente com a idéia do interesse-próprio e espero que o mundo continue acreditando nela. Até porque quero mesmo que todo mundo se desenvolva o máximo possível para que todos possamos crescer juntos. Quem você acha que produz mais: o cara que tem tesão no que está fazendo ou o outro que está sendo obrigado a fazer alguma coisa pelos outros? Se você quer um trabalho bem feito mostre o retorno que a pessoa terá fazendo aquilo. Não é a toa que até órgãos públicos estão atrelando bônus de acordo com o desempenho de cada funcionário. Fazer o quê se a gente é assim? Uma frase famosa do Riqueza das Nações:</p>
<blockquote><p>Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que devemos esperar o nosso jantar, mas da atenção e do cuidado deles com seus próprios interesses.”</p></blockquote>
<p><strong>LIDANDO COM NOSSAS LIMITAÇÕES</strong></p>
<p>Mas para não repetir o erro do Greenspan temos que reconhecer que somos falhos. Que nossa racionalidade é limitada pela nossa ignorância. Somos ingênuos e às vezes até maliciosos. O cara que faz de tudo para enrolar no escritório e trabalhar o menos possível, só preocupado em receber seu salário no final do mês, acha que está agindo em nome do próprio-interesse quando na verdade pode estar sabotando o crescimento da empresa e, conseqüentemente, do seu próprio salário. O ditador que só quer explorar as riquezas de um país sem incentivar o crescimento da sua economia na verdade está esgotando sua própria fonte de poder. E, claro, o banco que quer ganhar dinheiro rápido emprestando para um monte de gente sem avaliar os riscos na verdade está construindo sua própria cova devido à inadimplência que provavelmente terá com seus clientes.</p>
<p><img class="size-full wp-image-370 alignleft" title="economista_clandestino" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/10/economista_clandestino.jpg" alt="" width="150" height="225" />Como lidar com nossa ignorância? Pois um livro para economistas de final de semana (como eu) pode dar a dica: <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1956200/economista+clandestino,+o" target="_blank">O Economista Clandestino</a> (Tim Hartford, <em>The Undercover Economist</em> no original). Sei que a capa e o título fazem parecer que é uma idiotice, mas o autor é jornalista do Financial Times e o livro foi elogiado por gente grande, como Martin Wolf:</p>
<blockquote><p>&#8220;As Tim Hartford demonstrates brilliantly in this enjoyable book, the powerful underlying ideas of economics can, in the hands of the right person, illuminate every aspecto of the world we inhabit.”</p></blockquote>
<p>Tudo bem que o Martin Wolf também é do Financial Times :), mas o livro é legal mesmo.</p>
<p>No capítulo “Porque países pobres são pobres” o autor explica que as saídas para limitar os impactos negativos das pessoas que perseguem o interesse próprio de uma forma burra ou maliciosa são três: regulações simples mas inteligentes, imprensa atuante e fiscalizadora e oposição democrática aos agentes no poder.</p>
<p>O que faltou ao Greenspan? Na minha observação foram dois desses pontos: o primeiro, mais óbvio, foi ter subestimado excessivamente a importância das regulações. O segundo foi a falta de uma imprensa fiscalizadora. Não que a imprensa americana não seja atuante, mas o cara era considerado um deus por todo o mundo, então ficava até difícil criticar. Os que o faziam eram logo taxados com nomes não muito agradáveis, como Doctor Doom (Doutor Catástrofe). Aliás, o “Doom”, Nouriel Roubini, agora está até na moda, enquanto o mesmo Greenspan está sendo execrado. Irônico, não?</p>
<p>Concluindo, regulação é importante sim para evitar exageros, por isso que o G20 vai ser reunir no mês que vem para pensar novas maneiras de acompanhamento do mercado financeiro global, tudo para deixá-lo mais transparente e com riscos mais controlados. E o Greenspan tinha que deixar ser bundão e falar “Pois é, não regulei como deveria ter regulado.” ou então ficar quieto, sem culpar o pensamento do interesse-próprio. E digo mais: enquanto não tem regulação acho que os bancos têm mais é que continuar atuando como estão mesmo, até forçar um ajuste.</p>
<p>Ops, acho que me exaltei um pouco nesse final. :)</p>
<p>***</p>
<p>(Só uma observação. Ainda acho que o período de desregulação crescente que tivemos dos anos 80 para cá foi importante para a gente, a bagunça ajudou a financiar o crescimento dos países emergentes nesses últimos anos. Ou vocês acham que os países ricos investiriam os tubos em lugares como Dubai, Panamá e Brasil se soubessem o quão arriscado esses investimentos seriam? O mundo está desesperado agora, mas acho que daqui a alguns anos vamos olhar para trás e veremos que essa zona de certa forma foi útil para redistribuir os poderes no planeta. O que não concordo é com a cara de pau do Greenspan, que abandona as próprias crenças só para ficar bem na fita. O tipo de discurso que ele fez na semana passada é um desserviço à sociedade num momento como esse.)</p>
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		<title>Simplicidade</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 04:57:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem eu fui a uma exposição excelente aqui no Rio: Pierre Mendell &#8211; Cartazes, que fica na Caixa Cultural até o dia 9 de Novembro. Sabe aquelas exposições que deixam a gente sorrindo na frente das obras, e que depois você sai da galeria feliz da vida? Pois é, essa é uma delas. Pierre Mendell, um alemão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu fui a uma exposição excelente aqui no Rio: <a href="http://www.pierremendell.com.br/" target="_blank">Pierre Mendell &#8211; Cartazes</a>, que fica na Caixa Cultural até o dia 9 de Novembro. Sabe aquelas exposições que deixam a gente sorrindo na frente das obras, e que depois você sai da galeria feliz da vida? Pois é, essa é uma delas. Pierre Mendell, um alemão que estudou design na Suíça, é uma das figuras que força o questionamento se design é arte. A resposta eu não sei, e para falar a verdade não me importa, o que eu sei é que ainda quero ver a exposição de novo antes de ela sair de cartaz :)</p>
<p>A marca registrada de Mendell é a força que ele consegue passar visualmente mesmo sendo extremamente econômico nos recursos gráficos que utiliza em cada obra. Ele usa pouquíssimo para dizer muito, e consegue criar esse impacto com uma naturalidade impressionante. Vendo um desses cartazes você percebe como é complicado ser simples, por mais irônica que essa frase soe. Em um dos textos da exposição o diretor do museu de design de Munique fala sobre isso ao tentar explicar o trabalho do designer:</p>
<blockquote><p>É o mais difícil de tudo ser simples, ou ainda aprender a ser simples. Simplicidade significa deixar coisas de fora, concentrar, destilar, focar no essencial.”</p></blockquote>
<p>O texto segue:</p>
<blockquote><p>Generoso embora preciso. Claro, mas não estridente. Poético, mas não piegas. Penetrante, mas de coração. Passional, mas com razão. O equilibrista Pierre Mendell alcança essa harmonia, com força e com a leveza de uma pluma.”</p></blockquote><div class="ngg-galleryoverview"><div class="slideshowlink"><a class="slideshowlink" href="http://feliphe.com/simplicidade/?show=gallery">[Ver todas as imagens]</a></div>[[Ver como slideshow]]</div>
<div class="ngg-clear"></div>
<p> </p>
<p>Simplicidade é um assunto que me interessa muito, talvez eu tenha conseguido passar um pouco desse sentimento no post sobre o <a href="http://feliphe.com/paradoxo-da-escolha/" target="_blank">Paradoxo da Escolha</a>. Depois que vi a exposição do Mendell pensei ser oportuno falar aqui no blog sobre um livro que descobri no ano passado especificamente sobre o tema, chamado <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=1793291&amp;franq=102414" target="_blank">As Leis da Simplicidade</a> (<em>The Laws of Simplicity</em>, John Maeda). O título pode parecer coisa de auto-ajuda ou filantropia, mas na verdade o autor é designer e cientista computacional, fundador do laboratório de pesquisa <em>Simplicity Consortium</em> do Instituto Tecnológico de Massachusetts, nos EUA. Pois é, quem diria, o famoso MIT tem um centro de pesquisas voltado exclusivamente para o tema “simplicidade”. Pela lista de empresas parceiras do laboratório, que inclui Toshiba, Lego, Samsung, Time e Johnson &amp; Johnson, dá para ver que o assunto é para ser levado a sério.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=1793291&amp;franq=102414" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-202" title="Livro as Leis da Simplicidade" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/10/livro-as-leis-da-simplicidade.jpg" alt="" width="141" height="220" /></a>Achei o livro bem interessante, gostoso de ler. É fininho, ideal para um final de semana. Em dez leis e mais três pensamentos chaves Maeda procura explicar procedimentos que simplifiquem nosso dia-a-dia para, com menos, atingirmos mais. Exatamente como o Pierre Mendell faz em seus cartazes. Mas o interessante é que ele utiliza muitas referências de negócios e, sendo um cientista computacional, utiliza também vários exemplos da indústria de tecnologia. Os casos mais óbvios são do Google e do iPod, mas dentre outros ele passa por controles remotos, empresas, jogos de futebol e até pelo Tamagocchi. Tirando uns acrônimos que ele faz que eu achei meio bobos (se alguém ler o livro vai entender), posso dizer que gostei muito da leitura. Quando eu comprei só tinha em inglês, mas acabei de ver que ele já foi lançado em português e está baratinho no <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=1793291&amp;franq=102414" target="_blank">Submarino</a>, só R$24,90. (ps: juro que não estou ganhando comissão sobre as vendas)</p>
<p>Para ser sincero não achei o livro genial, de mudar a sua vida, mas com certeza ele tem o grande mérito de levantar a discussão sobre simplicidade de uma forma acessível e não moralista. Acho que o grande ponto do livro é mostrar que o conceito de “simples”, que no geral as pessoas ignoram por acharem óbvio ou irrelevante demais, merece ser mais estudado. Somos inundados por um excesso crescente de informações e recursos tecnológicos todos os dias, já estava na hora de começarmos a ter uma postura mais orientada a simplificar as coisas, para que organizadamente as pessoas gastem menos para fazer mais, focando no que realmente importa.</p>
<p>Quando designers como Pierre Mendell e cientistas como Jonh Maeda nos passam esses pensamentos através de seus trabalhos ele acabam fortalecendo esse processo.</p>
<p>(<em>Macete</em>: Como pouca gente ainda está lendo esse blog acho que não tem problema eu falar isso :) A Caixa Cultural nunca vende catálogos de suas exposições, mas eles sempre produzem algo além do folheto de divulgação. E o melhor: eles dão esse material de graça! Mas pouca gente sabe disso, eles não avisam nada. Então sempre que for lá, como quem não quer nada, chegue para um dos monitores e pergunte &#8220;Vocês não teriam o catálogo da exposição?&#8221;. Se o monitor for com a sua cara ele lhe entregará o material. Nessa exposição do Pierre Mendell o &#8220;brinde&#8221; é uma caixa com cartões postais de quase todos os cartazes da exposição.)</p>
<p>****</p>
<p>Abaixo alguns links para quem quiser ver mais sobre o assunto:</p>
<p><a href=" http://lawsofsimplicity.com/category/laws?order=ASC" target="_blank">As Dez Leis da Simplicidade (em inglês)</a>, por John Maeda<br />
<a href="http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0916/tecnologia/m0156981.html" target="_blank"> O Triunfo do Low Tech</a>, matéria na Exame de Abril desse ano, falando do sucesso de produtos práticos mas com baixa tecnologia <br />
<a href="http://www.ted.com/index.php/talks/david_pogue_says_simplicity_sells.html" target="_blank">Vídeo da Palestra de David Pongue</a>, mostrando porque simplicidade vende</p>
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		<title>Crescer para quê?</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 16:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Caraca, estou escrevendo quase todo dia… Também está acontecendo tanta coisa que acho que a nossa cabeça acaba entrando nesse ritmo. Bom, anteontem saiu na Folha (quinta-feira 2/10) que o “Lula prioriza manutenção do crescimento”. Parece que o governo deseja manter o crescimento do PIB de pelo menos 4% em 2009 e 2010, mesmo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-113" title="lula" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/10/lula.jpg" alt="" width="480" height="224" /></p>
<p>Caraca, estou escrevendo quase todo dia… Também está acontecendo tanta coisa que acho que a nossa cabeça acaba entrando nesse ritmo.</p>
<p>Bom, anteontem saiu na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u450462.shtml" target="_blank">Folha</a> (quinta-feira 2/10) que o “Lula prioriza manutenção do crescimento”. Parece que o governo deseja manter o crescimento do PIB de pelo menos 4% em 2009 e 2010, mesmo com a crise do mercado financeiro. O artigo deduz que manter o crescimento será importante para que Lula termine o mandato com sua popularidade em alta e aumente as chances de eleição da Dilma.  O nosso Banco Central já está se mexendo, diminuindo os compulsórios – dinheiro que os bancos são obrigados a depositar no BC para cada transação feita por eles. Além disso, está em estudo a possibilidade de leilão de dólares para exportadores, a liberação de R$5bi para agricultura e a capitalização do BNDES para financiamentos destinados a investimentos de longo prazo. Tudo para aumentar a liquidez no mercado, porque é certa (pelo menos no curto prazo) a redução do crédito disponível para empréstimos. Os investidores mundiais vão ter que apertar os cintos por um tempo, e a gente tem que estar preparado para esse possível momento de vacas magras externo. O fato de termos acumulado US$200bi de reserva cambial nos últimos anos vai nos ajudar a atravessar o período.</p>
<p>Eu tenho cá para mim que essa redução de crédito para o Brasil será temporária. O pacote americano já saiu (foi aprovado ontem), daqui a pouco provavelmente sai um (ou mais de um) europeu, e cedo ou tarde o mercado vai se assentar. Nesse momento, quando tudo estiver um pouco mais calmo, quem tiver conseguido se segurar na boa vai voltar a receber investimentos de novo. Nem todos “emergentes” fizeram o dever de casa de acumular reservas nesses últimos anos como nós fizemos, então quando os investidores voltarem a investir vão dar preferência à economias mais estáveis, sobrando mais para a gente. Pelo menos essa é a previsão de um leigo. :)</p>
<p>Mas não é disso que eu queria falar nesse post. Na verdade eu quero falar dessa relação de popularidade alta do Lula com crescimento da economia. Se já tem tanta gente melhor agora do que quando o Lula entrou, e não é por causa dessa crise financeira que todo mundo vai sair falindo, por que o presidente continua tão preocupado em manter o crescimento nesses dois próximos anos? Não seria mais prudente lutar pela estabilidade, garantindo que quem ganhou nesses últimos oito anos não saia perdendo? Isso já não seria suficiente para manter a popularidade dele alta até o final do mandato?</p>
<p>Não necessariamente, pelo menos se seguirmos a teoria econômica. Como somos um dos “países em desenvolvimento” espera-se que um dia sejamos classificados como “país desenvolvido”, mas essa classificação talvez não seja a ideal para explicar a situação de um povo. Pelos economistas, o que aumenta a sensação de satisfação de uma sociedade não é estar bem, mas estar no processo de melhoria, ou estar sempre “em desenvolvimento”. Um trecho famoso do <a href="http://www.fnac.com.br/product.aspx?idProduct=8533617860&amp;partner=buscape_livro&amp;res=1280" target="_blank"><em>Riqueza das Nações</em></a>, de Adam Smith, puxou esse pensamento:</p>
<blockquote><p>É no estado progressivo da sociedade, quando esta avança para a maior aquisição de riquezas, e não quando alcança a medida completa de riquezas de que é suscetível, que verdadeiramente a condição &#8230; do grande conjunto do povo, parece mais feliz e agradável; é árdua no estado estacionário, e miserável no estado de declínio. O estado progressivo é, para todas as diferentes ordens da sociedade, na realidade o mais vigoroso e feliz; o estado estacionário é insípido; e o de declínio, melancólico.”</p></blockquote>
<p>O Lula não é bobo. Ele sabe que crescer e estabilizar não é suficiente para continuar com a bola alta.  É preciso continuar crescendo, sempre. E um crescimento disseminado por grande parte da população, não apenas nas faixas mais favorecidas da pirâmide. Seja aqui, seja em Angola, seja na Suécia. Mas por quê?</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=9&amp;ProdId=1569582&amp;franq=102414" target="_blank"><img class="alignleft size-medium wp-image-138" title="benjaminfriedman" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/10/benjaminfriedman.jpg" alt="" width="150" height="225" /></a>Bom, cada um tem uma opinião, economia não é uma ciência simples de ter suas teorias comprovadas como na física. Mas li esse ano um livro muito interessante que trata basicamente desse aspecto: <a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=9&amp;ProdId=1569582&amp;franq=102414" target="_blank"><em>The Moral Consequences of Economic Growth </em></a>(As Consequências Morais do Crescimento Econômico, em uma tradução livre), de Benjamin M. Friedman. Para ser sincero a leitura não foi de toda prazerosa, mas o primeiro terço do livro é sensacional. Friedman argumenta durante todo o texto que o crescimento econômico traz mais que benefícios materiais. Ele explica que o crescimento, além de aumentar a qualidade de vida, é a chave para tornar as pessoas mais abertas, democráticas e tolerantes.</p>
<p>A idéia central do livro é que a pessoas, para se sentirem bem, precisam sempre perceber uma melhoria em suas vidas. Para fazer essa avaliação é utilizado um dos dois referenciais: ou elas comparam se estão melhores do que estavam anteriormente ou olham se estão melhores em comparação com as pessoas à sua volta.</p>
<p>Se um país oferece constantemente a possibilidade de crescimento para todos &#8211; ou pelo menos para grande parte da sua população – a probabilidade de nos sentirmos satisfeitos é maior pois estaremos nos comparando com nosso próprio passado. O fato de mais pessoas estarem se sentindo satisfeitas sem precisar prejudicar os outros coloca todos no mesmo clima, de andar para frente, colaborando, fazendo parcerias e curtindo o caminho. Daí as posturas de abertura, tolerância e democracia nas pessoas.</p>
<p>Em um momento de declínio ou estagnação, quando um país não consegue oferecer muitas possibilidades de crescimento para sua população &#8211; ou essas chances são dadas a muito poucas pessoas &#8211; a única maneira de nos sentirmos bem é quando nos comparamos com os outros. Ao usarmos esse referencial, se estamos melhores do que as pessoas à nossa volta, abrimos espaço para a tradicional puxada de tapete. É maior a probabilidade de se criar um sentimento generalizado de egoísmo, mágoa e corrupção.</p>
<p>Como disse antes, é só uma teoria. Mas pelo menos no nosso caso acho que cai como uma luva. E explica até conceitos tão cristalizados na nossa cabeça, como o pejorativo “jeitinho brasileiro”. Afinal de contas pode ser que ele não se trate de um comportamento exclusivo nosso, mas de qualquer povo onde as oportunidades de crescimento não são distribuídas de maneira igualitária e a única maneira de avançar seja puxando o tapete dos outros. Ou dando um “jeitinho”. Se isso for verdade, e entrarmos em um ciclo constante de crescimento igualitário, acho muito provável que o “jeitinho” ruim vá diminuindo e só fique o bom, ligado à criatividade e inovação. Nesse ambiente, como dito antes, as pessoas sentem-se mais à vontade, tranqüilas e com maior auto-estima. E, por fim, a popularidade do governo continua em alta.</p>
<p>Putz&#8230; esse testamento todo só para tentar explicar porque continuar crescendo é tão importante para o Lula. :)</p>
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		<title>O Paradoxo da Escolha</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 21:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>
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		<description><![CDATA[Antes que algum metido a antenado comece a dizer “Ei, ei, ei! Já existe um livro em inglês com esse título!”, eu confesso. Sim, já existe o “Paradox of Choice”, escrito por Barry Schwartz (capa aí do lado). E nem li o livro ainda para falar a verdade, mas vi uma palestra dele e já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=786087&amp;sid=92414321410921656404403339&amp;k5=EA11894&amp;uid=" target="_blank"><img class="alignleft size-medium wp-image-144" title="paradoxofchoice1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/10/paradoxofchoice1-196x300.jpg" alt="" width="150" height="225" /></a>Antes que algum metido a antenado comece a dizer “Ei, ei, ei! Já existe um livro em inglês com esse título!”, eu confesso. Sim, já existe o “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=786087&amp;sid=92414321410921656404403339&amp;k5=EA11894&amp;uid=" target="_blank"><em>Paradox of Choice</em></a>”, escrito por Barry Schwartz (capa aí do lado). E nem li o livro ainda para falar a verdade, mas vi uma palestra dele e já fiquei muito curioso.</p>
<p>Uma questão que penso freqüentemente é o fato de estarmos cada vez mais ansiosos, no desespero de fazer a melhor escolha sempre. Tudo bem, natural querermos fazer as melhores escolhas, faz parte da nossa racionalidade. O problema é que as opções hoje são tantas que tem até gente ficando deprimida na pressão de fazer a escolha certa. O que nos leva a pergunta: será bom mesmo termos esse excesso de opções para tudo? A realidade é que a maioria das pessoas não sabe lidar bem com tantas alternativas, e imagino que o livro fale exatamente sobre isso.</p>
<p>Pense bem: quantos canais de televisão você tem na sua casa? Você já se pegou inquieto com um controle remoto, trocando de canal incessantemente procurando o melhor programa? E um ipod com um milhão de músicas, que faz a gente pular de faixa em faixa até encontrarmos a ideal para um determinado momento? E com uma máquina digital, deletando e tirando a mesma foto que nem um maluco até pegar a melhor? Se você já passou por qualquer dessas situações sabe do que estou falando.</p>
<p>E o pior: isso acontece com tudo, em todos os campos da nossa vida. Quando estamos em um emprego ficamos pensando “Será que eu conseguiria alguma coisa melhor?”, quando estamos em um namoro pensamos “Será que eu conseguiria uma pessoa melhor?”. As pessoas acabam ficando cada vez mais ansiosas ou, pior, acabam ficando sem nada. É ótimo e até saudável ter ambições, mas em um sentido de melhorar a sua satisfação, tendo cuidado para não entrar num modo de infelicidade contínua ou paralisia na impossibilidade de fazer a escolha.</p>
<p>Para organizar o pensamento, o autor do livro pontua as razões para “mais ser menos”, explicando porque talvez ficaríamos mais felizes com nossas escolhas se não tivéssemos que escolhê-las entre tantas. São elas:</p>
<p><strong>Arrependimento e arrependimento antecipado</strong></p>
<p>Quando se tem muitas opções, não importa a escolhida, é fácil imaginar que você poderia estar mais satisfeito se tivesse escolhido alguma das outras opções. O fato de ter muitas alternativas potencializa a chance de você se arrepender da escolha que fez.</p>
<p> </p>
<p><strong>Custo de Oportunidade</strong></p>
<p>A cada escolha que fizemos deixamos de ganhar os benefícios das outras opções. Quando elas são muitas, esse sentimento de “não-ganho” para cada alternativa rejeitada se soma, diminuindo a satisfação.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-35" title="Custo de Oportunidade" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/09/custodeoportunidade2.jpg" alt="" width="468" height="273" /></p>
<p><strong>Aumento de expectativa</strong></p>
<p>Quanto sabemos de todas as propriedades extras de cada alternativa e de todas as potencialidades da nossa escolha, a expectativa inevitavelmente aumenta. Por vezes você nem precisa de tantas coisas, mas só de saber que elas existem elas acabam entrando na lista do que você espera. Quão maior a expectativa, muito provavelmente maior será a decepção.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-10   aligncenter" title="Aumento de Expectativa" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/09/expectativa.jpg" alt="Aumento de Expectativa" width="471" height="218" /></p>
<p> </p>
<p><strong>Sentimento de culpa</strong></p>
<p>Quando não existem tantas opções, a culpa da nossa má-escolha não é nossa,  mas do mundo. Não foi nos oferecido tanto. Mas quando existem muitas alternativas e acreditamos que uma delas seria exatamente o que estávamos esperando, a má-escolha passa a ser culpa nossa.</p>
<p> </p>
<p>***</p>
<p>Pensando nisso tudo, sinto que a cada dia estou &#8220;limitando&#8221; minhas alternativas constantemente para não cair nesse ciclo vicioso de aumento de ansiedade. Até porque tenho ficado com muita preguiça de ter que escolher entre tantas coisas. Minha principal regra é: foco no que me satisfaz. Eu fico prestando atenção nas coisas que eu faço, o que como, para onde eu saio, trabalhos que me satisfazem, fico fazendo essa avaliação e depois caio de cabeça no que percebi que gostei. Não fico insistindo muito tentando achar A melhor alternativa. Tá bom? Ótimo! Escolhi até um símbolo para esse comportamento: agora tenho um armário com uma porta só. Todo mundo fica reclamando que tem pouco espaço para roupa, então eu resolvi ir no caminho contrário, peguei o menor armário possível. Agora eu só mantenho comigo o que dá para colocar nesse armário. Vou te dizer, estou há um ano nesse esquema e estou me sentindo ótimo. Fiz a mesma coisa com mala, agora só viajo com uma pequena. Inverti o ditado, e agora sigo no “Melhor faltar que sobrar”.</p>
<p>Algumas pessoas estranham. Falam que ir sempre nos mesmos restaurantes e pedir os mesmos pratos é coisa de velho. Percebem que eu estou sempre com as mesmas roupas. Que eu só saio com as mesmas pessoas. Por que eu faço isso? Simplesmente porque eu não quero perder tanto tempo. Você perde tempo antes da escolha, considerando todas as possibilidades, e perde tempo depois, pensando e repensando se você fez mesmo a melhor alternativa. Preguiça&#8230; Como o Barry lá fala: “Segredo da felicidade? Diminua suas expectativas.”. Parece frio, mas as pessoas que pensam assim são as que mais curtem.</p>
<p>Veja a palestra do cara que vale a pena:</p>
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