"Diga-me com quem andas e eu te direi se vou contigo" Letice Botelho
Categorias: Economia, Livros

Acho que esse post vai ser um pouco polêmico :)

Dentro das inconstâncias do mercado na semana passada um fato chamou atenção da imprensa mundial: Alan Greenspan teria admitido parte da culpa pela crise financeira que estamos vivendo. Greenspan foi o diretor do Fed (o Banco Central americano) durante 18 anos, saindo do cargo em 2006. Ele sempre foi defensor da desregulação dos mercados e também foi dos principais responsáveis para que a taxa básica de juros dos EUA ficasse muito baixa durante muito tempo. Essas duas posturas são justamente as críticas feitas ao economista: taxa de juros baixa significa crédito barato, desregulação pode atrapalhar a transparência na avaliação de riscos dos investimentos. Acredita-se que essa combinação de fatores tenha potencializado a criação da bolha hipotecária americana, estopim da crise financeira que acabou se alastrando pelo mundo.

Tudo muito bonito. É bom quando as pessoas admitem erros, né? Mas nesse caso ele falou uma coisa que achei engraçada:

Eu cometi um erro em supor que o interesse das organizações, especialmente dos bancos e de outras empresas, faria com que elas estivessem melhor capacitadas para proteger seus próprios acionistas e suas ações nas empresas.”

Ou seja: no fundo, no fundo quem errou não foi ele, foram “as organizações”, né? A falha dele foi ter, digamos, um excesso de fé na competência dos “bancos e das outras empresas”? E depois ainda dá uma de coitado:

Aqueles de nós que acreditavam que era do interesse das instituições credoras proteger seus acionistas, incluindo eu, estamos incrédulos, em estado de choque.”

A imprensa toda ficou no tom “finalmente ele admitiu seu erro” e coisa e tal. Pois eu, do alto da minha ignorância, acho que ele foi covarde e não admitiu erro coisa nenhuma. O que ele fez foi jogar a batata quente para a mão dos bancos e ainda por cima deu uma facada nas costas do nosso amigo Adam Smith.

INTERESSE-PRÓPRIO

Esse papo de “interesse das organizações” já é falado desde o Riqueza das Nações, o livrão do Adam Smith que deu muitas das bases do sistema capitalista em que vivemos hoje. Uma das idéias centrais do livro diz que as pessoas, como seres racionais, sempre fazem escolhas que maximizem seus retornos. Sem meias palavras: as pessoas agiriam sempre por seus próprios interesses. Mas, de acordo com o pensamento de Smith, a melhor maneira de maximizar os retornos individuais seria crescer o bolo para todo mundo, dessa forma estaríamos involuntariamente ajudando a sociedade enquanto estivéssemos buscando o melhor para nós mesmos. No livro ele usa como exemplo um industrial que investe em sua fábrica para aumentar seus lucros, cunhando a famosa expressão “mão-invisível”:

Na realidade, ele não pretende, normalmente, promover o bem público, nem sabe até que ponto o está a fazer… só está a pensar na sua própria segurança; e, ao dirigir essa indústria de modo que a sua produção adquira o máximo valor, só está a pensar no seu próprio ganho, e, neste como em muitos outros casos, está a ser guiado por uma mão invisível a atingir um fim que não fazia parte das suas intenções.”

Que fim seria atingido que não era parte das intenções do empresário? Não apenas um, mas vários, dentre eles: aumentar a riqueza do país, a arrecadação de impostos pelo governo, o aumento de verba para projetos de infra-estrutura, a quantidade de empregos e o fortalecimento do comércio. O industrial estava na verdade pensando em seus lucros, no seu próprio-interesse, mas conseguiu um monte de outros resultados, aumentando assim o bolo para todos. De acordo com os escritos de Adam Smith, quando cada um de nós age dessa maneira a sociedade avança, o que seria a “mão-invisível” do mercado. Uma organização involuntária do caos de interesses-próprios individuais que acaba resultando no interesse-comum da população.

É por isso que Alan-Greenspan ficou tão “chocado”. Como que os bancos escolheriam investir em papéis podres e emprestar dinheiro para pessoas que obviamente não poderiam pagar? Como os bancos iriam arriscar em retornos de curto prazo sabendo que no longo prazo poderiam quebrar justamente por conta desses riscos? Em suma: como os bancos poderiam ser tão irracionais?

Acho que vou falar uma coisa meio polêmica, mas nesse caso eu defendo os bancos e todo esse pessoal que trabalha no mercado financeiro. E acho covardia do Greenspan mandar esse papo nessa altura do campeonato.

IRRACIONAL, EU?

Já está claro tanto no mercado quanto no meio acadêmico que a racionalidade humana é afetada pelas nossas limitações cognitivas e pela falta de informações relevantes no momento da escolha. Claro que todos somos racionais, ninguém na dúvida entre duas opções vai escolher a que sabe que é a pior. Mas esse é o X da questão: antes da crise as pessoas não sabiam quais seriam as piores escolhas, nem conseguiram avaliar com segurança os riscos. E aí, na minha modesta visão, que está a real falha do Alan-Greenspan.

A falta de regulação, defendida por ele, deu espaço para as tais “inovações” financeiras, pacotes de ativos tão confusos que ninguém sabia direito do que eram formados. Como se você tivesse comprando uma caixa de bombons sem saber quais estavam vindo dentro. Poderia estar recebendo junto do Serenata umas hipotecazinhas desagradáveis. A falta de regulação também abriu espaço para que as agências avaliadoras de riscos por vezes não fossem muito criteriosas. Atenção, isso foi um eufemismo, na verdade elas deram altas bolas foras. Deu no que deu: as agências jurando que certas empresas eram mucho seguras num dia e no dia seguinte as mesmas empresas quase quebrando. Bem, algumas não ficaram no quase e de fato tiveram que fechar suas portas.

E quem que deixou a corda tão frouxa? Tchanã…

Apesar do que o Greespan disse, eu concordo plenamente com a idéia do interesse-próprio e espero que o mundo continue acreditando nela. Até porque quero mesmo que todo mundo se desenvolva o máximo possível para que todos possamos crescer juntos. Quem você acha que produz mais: o cara que tem tesão no que está fazendo ou o outro que está sendo obrigado a fazer alguma coisa pelos outros? Se você quer um trabalho bem feito mostre o retorno que a pessoa terá fazendo aquilo. Não é a toa que até órgãos públicos estão atrelando bônus de acordo com o desempenho de cada funcionário. Fazer o quê se a gente é assim? Uma frase famosa do Riqueza das Nações:

Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que devemos esperar o nosso jantar, mas da atenção e do cuidado deles com seus próprios interesses.”

LIDANDO COM NOSSAS LIMITAÇÕES

Mas para não repetir o erro do Greenspan temos que reconhecer que somos falhos. Que nossa racionalidade é limitada pela nossa ignorância. Somos ingênuos e às vezes até maliciosos. O cara que faz de tudo para enrolar no escritório e trabalhar o menos possível, só preocupado em receber seu salário no final do mês, acha que está agindo em nome do próprio-interesse quando na verdade pode estar sabotando o crescimento da empresa e, conseqüentemente, do seu próprio salário. O ditador que só quer explorar as riquezas de um país sem incentivar o crescimento da sua economia na verdade está esgotando sua própria fonte de poder. E, claro, o banco que quer ganhar dinheiro rápido emprestando para um monte de gente sem avaliar os riscos na verdade está construindo sua própria cova devido à inadimplência que provavelmente terá com seus clientes.

Como lidar com nossa ignorância? Pois um livro para economistas de final de semana (como eu) pode dar a dica: O Economista Clandestino (Tim Hartford, The Undercover Economist no original). Sei que a capa e o título fazem parecer que é uma idiotice, mas o autor é jornalista do Financial Times e o livro foi elogiado por gente grande, como Martin Wolf:

“As Tim Hartford demonstrates brilliantly in this enjoyable book, the powerful underlying ideas of economics can, in the hands of the right person, illuminate every aspecto of the world we inhabit.”

Tudo bem que o Martin Wolf também é do Financial Times :), mas o livro é legal mesmo.

No capítulo “Porque países pobres são pobres” o autor explica que as saídas para limitar os impactos negativos das pessoas que perseguem o interesse próprio de uma forma burra ou maliciosa são três: regulações simples mas inteligentes, imprensa atuante e fiscalizadora e oposição democrática aos agentes no poder.

O que faltou ao Greenspan? Na minha observação foram dois desses pontos: o primeiro, mais óbvio, foi ter subestimado excessivamente a importância das regulações. O segundo foi a falta de uma imprensa fiscalizadora. Não que a imprensa americana não seja atuante, mas o cara era considerado um deus por todo o mundo, então ficava até difícil criticar. Os que o faziam eram logo taxados com nomes não muito agradáveis, como Doctor Doom (Doutor Catástrofe). Aliás, o “Doom”, Nouriel Roubini, agora está até na moda, enquanto o mesmo Greenspan está sendo execrado. Irônico, não?

Concluindo, regulação é importante sim para evitar exageros, por isso que o G20 vai ser reunir no mês que vem para pensar novas maneiras de acompanhamento do mercado financeiro global, tudo para deixá-lo mais transparente e com riscos mais controlados. E o Greenspan tinha que deixar ser bundão e falar “Pois é, não regulei como deveria ter regulado.” ou então ficar quieto, sem culpar o pensamento do interesse-próprio. E digo mais: enquanto não tem regulação acho que os bancos têm mais é que continuar atuando como estão mesmo, até forçar um ajuste.

Ops, acho que me exaltei um pouco nesse final. :)

***

(Só uma observação. Ainda acho que o período de desregulação crescente que tivemos dos anos 80 para cá foi importante para a gente, a bagunça ajudou a financiar o crescimento dos países emergentes nesses últimos anos. Ou vocês acham que os países ricos investiriam os tubos em lugares como Dubai, Panamá e Brasil se soubessem o quão arriscado esses investimentos seriam? O mundo está desesperado agora, mas acho que daqui a alguns anos vamos olhar para trás e veremos que essa zona de certa forma foi útil para redistribuir os poderes no planeta. O que não concordo é com a cara de pau do Greenspan, que abandona as próprias crenças só para ficar bem na fita. O tipo de discurso que ele fez na semana passada é um desserviço à sociedade num momento como esse.)

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Charge na Economist dessa semana. Muito apropriada ;)

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Os espectadores de uma crise inevitavelmente se dividem em dois grupos: os pessimistas, que ficam alarmando o apocalipse aos quatro ventos, e os otimistas, com o papo de que “toda crise é uma oportunidade”. Quem me conhece sabe que sou do segundo grupo, otimista de carteirinha, mas reconheço que para evoluir precisamos das duas visões. Não dá nem para ficar muito animado só esperando que as coisas se resolvam, e nem muito desesperado achando que nada que pode ser feito. Então, diante da crise atual, pensei em falar um pouco dessas duas visões nesse post.
 

A VISÃO DOS OTIMISTAS:

Primeiro focarei nos otimistas, listando algumas oportunidades que juntei dos artigos e notícias que tenho lido sobre a crise. Quais limonadas poderão ser feitas dos limões que estão sendo espalhados pelo mundo.

Brasil
Começando pela nossa área, estamos no momento de lembrar que é na chuva que consertamos as goteiras. Pode ser que a crise finalmente traga a pressão necessária para que o governo feche logo a tão esperada reforma tributária, e de quebra acelere também outras pendências que estão atravancando a nossa competitividade. Vejam um trecho da entrevista de Roubini para a Folha, em 7/09/2008:

FOLHA – Apesar dos recentes avanços, o Brasil não consegue crescer o tanto que quer e precisa. Por quê?

ROUBINI – Há sérios impedimentos estruturais ao crescimento que persistem, como a falta de infra-estrutura, falta de uma boa educação para a força de trabalho, há tributação excessiva e gastos do governo elevados demais. Em resumo, foram feitas reformas macro e financeiras, agora o país precisa de reformas micro. Não acho que o atual presidente progredirá nessas reformas, vamos ver o próximo.”

Também acho que é coisa demais para os dois anos finais do mandato do Lula, mas se Brasília conseguir fechar a reforma tributária e gerenciar melhor os gastos do governo acho que já sairemos no lucro. A oportunidade é dupla: a pressão da crise e a alta popularidade do presidente.

Estados Unidos
A comparação com a crise de 29 é a mais óbvia e por isso a mais repetida pelos economistas. A Grande Depressão definitivamente foi um limãozaço para os EUA, mas eles conseguiram fazer uma baita limonada com ela. Foi da crise que surgiram várias medidas que modernizaram a arquitetura financeira do país, que também viriam a ser adotadas pelos governos do mundo desenvolvido e, mais recentemente, pelos mercados emergentes. As respostas à euforia dos investidores de Nova York no início do séc XX foram o New Deal e Keynes, que mostraram o quanto a mão-visível do governo também é importante para a regulação do mercado. Esse tino para se transformar que deu aos EUA a estrutura necessária para que o país mantivesse sua liderança mundial ao longo do último século, mesmo passando por duas guerras Mundiais e outros conflitos militares caros, pela Grande Depressão, recessões e pânicos financeiros, choques de petróleo e outros Katrinas mais.

Mais uma vez os EUA terão a oportunidade de mostrar um caminho através da transformação, dessa vez com a combinação de “mão-visível/mão-invisível” adaptada a uma perspectiva global. Eles terão a chance de mostrar se ainda são dignos de sua posição de líderes, agora em um mercado muito maior e mais integrado que no passado. 

Europa
Muita gente vê a União Européia como uma redoma experimental do que pode vir a ser o mundo no futuro: uma rede de países soberanos mas com moeda única e livre circulação de bens e trabalhadores. A idéia é ótima, mas será que funciona? Até pouco tempo atrás o euro estava indo muito bem, mas o velho-continente ainda não tinha passado por uma crise suficientemente grave que colocasse sua moeda e seu sistema em prova. Até que alguns acontecimentos recentes começaram a arranhar a idéia do projeto, como o “Não” ao Tratado de Lisboa que o povo irlandês deu no referendo realizado em Junho e a divergência de posições entre os membros do grupo no conflito entre a Rússia e a Geórgia em Agosto.

Pois agora a UE tem oportunidade de mostrar ao mundo – e aos seus próprios membros – que consegue sim se organizar e tomar decisões harmoniosas. Apesar de no início da crise eles terem adotado um discurso do “cada um por si” agora parece que entraram em sintonia maior. Se no processo de reequilíbrio do mercado a zona do euro conseguir manter seus laços e suas decisões estratégicas apontando para a mesma direção, o projeto da comunidade européia com certeza sairá mais forte na nova configuração mundial decorrente da crise.

China
Os sinais da desaceleração estão cada vez mais claros, e já é dado como certo que em 2008 o país terá seu menor crescimento dos últimos 10 anos. A previsão é que a taxa de crescimento do PIB para esse ano fique entre 8% e 9%, o que ainda é excelente, mas menor que a média de 11% da última década. Dois motivos explicam a puxada no freio: a queda da demanda externa por seus manufaturados e um esfriamento no mercado imobiliário interno. Na verdade esses dois fatores têm a mesma origem: a ameaça de recessão global. O mundo já se preparando para apertar os cintos compra menos, as exportações caem, empresas chinesas vendem menos, a população do país vê seu poder aquisitivo reduzido, a confiança cai e o crédito fica mais caro, inclusive para comprar a casa própria. A inflação no preço dos alimentos também tem sua responsabilidade nessa equação.

O governo chinês tem agora a oportunidade de fortalecer seu mercado interno, reduzindo assim sua dependência das exportações. Para isso pode usar parte da sua enorme poupança investindo em infra-estrutura e obras sociais. Se conseguir aquecer o mercado doméstico poderá diminuir a oferta de crédito artificialmente barato para o mundo, deixando o valor do yuan flutuar mais livremente. Muitos analistas estão falando que os EUA se afogaram na oferta de liquidez vinda das economias emergentes, principalmente da China. Americanos se encheram de dívidas enquanto a China alimentava as suas reservas cambiais, que alcançou a cifra astronômica de US$1,8 trilhão em Junho. Agora é a oportunidade para reequilibrar os lados da balança, o que a Economist chamou de “rebalancing act”.

Rússia, Venezuela e Bolívia
Confesso que tenho uma certa implicância com os três. Obviamente não por seus povos ou pelos países em si, mas pela canastrice de seus líderes. Na verdade a maior oportunidade que a crise trará em relação a esses países não será para eles, mas para o resto do mundo. O grupo assumiu nos últimos anos uma influência política em suas regiões que não condizia com sua estrutura econômica interna. Financiados pelos preços altos de petróleo e gás, os três se acharam no direito de fazer coisas que nunca fariam em um momento de vacas magras. Pois o momento de vacas magras chegou, o petróleo já bateu a menos de US$70,00, e os sinais de desaceleração da demanda mundial por combustível – principalmente por parte da China – estão cada vez mais claros. A crise será uma ótima oportunidade para eles verem que têm que baixar um pouco a bola.

E A IMPORTÂNCIA DOS PESSIMISTAS?

Listar tudo que pode ser alcançado é fácil, difícil é colocar em prática. São tantas variáveis, e tantos jogadores em campo, que organizar tudo para que as coisas saiam da melhor maneira possível não é das tarefas mais fáceis. É preciso otimismo, mas também uma certa dose de tensão. Algumas medidas tomadas no mercado financeiro causam efeitos rápidos, como aumento do crédito na praça, mas elas não resolvem as raízes dos problemas e podem criar um clima falso de tranqüilidade. Para soluções reais é preciso medo, pressão, insistência, e não se enganar pelos primeiros resultados positivos que talvez apareçam. É importante que figuras como Gordon Brown fiquem insistindo em um mega acordo internacional, uma espécie de Bretton Woods II, e que os jornalistas fiquem batendo na mesma tecla, repetindo que mudanças  estruturais são urgentes.

E aí que os pessimistas entram. O discurso deles que alimentará as manchetes do que pode sair errado se não fizermos as transformações necessárias. Claro que muito pode entrar pelo cano, mas no geral os pontos são os mesmos: recessão global, desemprego e queda na qualidade de vida da população mundial.

Como disse, otimistas e pessimistas devem continuar cumprido seu papel para que possamos ultrapassar o furacão com o melhor resultado para todos.

TEMOS ALGUM EXEMPLO?

Sim, a própria crise de 29. A crise de confiança foi geral, o caos se espalhou pelo mundo, mas os governos se organizaram e, mesmo que tarde, as medidas necessárias foram tomadadas. E prova que elas deram frutos são os gráficos que coloco a seguir. O primeiro mostra a evolução do PIB mundial per capita nos últimos 2000 anos e a evolução do tamanho da população mundial. A altura no gráfico representa a população, o tamanho da bolinha o valor do PIB per capita. Prestem atenção no salto entre 1900 e 2000.

Fonte: Angus Maddison, University of Groningen

 

O próximo gráfico mostra a divisão percentual do PIB mundial entre os continentes do ano 500 para cá. Reparem como a concentração diminuiu, principalmente de 1900 para cá.

Fonte: Angus Maddison, University of Groningen

 

Os dois gráficos foram tirados do excelente site Visualizing Economics. Só espero que os pessimistas não virem otimistas ao verem essas imagens ;)