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	<title>feliphe.com &#187; Economia</title>
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	<description>&#34;Diga-me com quem andas e eu te direi se vou contigo&#34; Letice Botelho</description>
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		<title>Who&#8217;s your city?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 04:57:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou lendo o &#8220;Who&#8217;s Your City?&#8220;, do Richard Florida. O livro se vende para &#8220;classe criativa&#8221; com a chamada: How the creative economy is making where to live the most important decision of your life. Confesso que acho meio bobo esse &#8220;most important decision&#8221;, mas o livro na verdade é um estudo sobre os grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com/Whos-Your-City-Creative-Important/dp/0465003524"><img src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2010/12/whos_your_city_book_cover.gif" alt="" title="Who&#039;s Your City" width="180" height="269" class="alignleft size-full wp-image-1691" border="1" /></a>Estou lendo o &#8220;<a id="aptureLink_QYtQOJEsJz" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Who%27s%20Your%20City%3F">Who&#8217;s Your City?</a>&#8220;, do Richard Florida. O livro se vende para &#8220;classe criativa&#8221; com a chamada: <em>How the creative economy is making where to live the most important decision of your life</em>. Confesso que acho meio bobo esse &#8220;most important decision&#8221;, mas o livro na verdade é um estudo sobre os grande centros urbanos no mundo. Acho esse tópico muito interessante.</p>
<p>Pela metodologia que ele usa para identificar as &#8220;<a id="aptureLink_p55cytf7eE" href="http://www.rotman.utoronto.ca/userfiles/prosperity/File/Rise.of.%20the.Mega-Regions.w.cover.pdf">mega-regions</a>&#8221; do mundo, o livro diz que os 40 maiores pólos são responsáveis por 66% de toda atividade econômica mundial. Em um outro momento ele diz:</p>
<blockquote><p>National border also have less to do with defining cultural identity. We all know how different two cities can be despite being in the same state or province, much less the same country. (&#8230;) The more that two mega-regions-regardless of their physical distance or historical relantioship-have in common finacially, the more likely they are to develop similar social mores, cultural tastes, and even political leanings.</p></blockquote>
<p>Sei que isso é um pouco forte, mas &#8211; do alto da minha ignorância &#8211; acho que é real. Quando via os indianos que iam na nossa casa em Pune, com seus super-celulares e comendo na Pizza Hut, quando vi um barzinho metido a cool em Cracóvia chamado Perestroika, quando via como em muitos aspectos o Rio é muito mais parecido com Londres do que com <a id="aptureLink_Gpa4cHIXdD" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Campos%20dos%20Goitacazes">Campos dos Goitacazes</a> (cidade da minha avó), chego a pensar que os grandes pólos urbanos de fato tendem a ficar parecidos. Então penso num novo profissional, um expert da dinâmica dessas &#8220;mega-regions&#8221;. Afinal elas cobrem quase 70% de toda atividade econômica do planeta. Já devem existir uns caras assim. Emprego maneiro :)</p>
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		<title>Arquitetura de Escolha</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 04:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Segue abaixo a apresentação que fiz no último Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação. Vou ver se consigo disponibilizar o áudio também. Arquitetura de Escolha &#8211; EBAI 2010 Como assunto relacionado, segue o link para o meu primeiro post do blog, justamente sobre Paradoxo da Escolha. Que engraçado, estava falando sobre isso em 2008, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue abaixo a apresentação que fiz no último Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação. Vou ver se consigo disponibilizar o áudio também. </p>
<div style="width:550px" id="__ss_5766139"><strong style="display:block;margin:12px 0 4px"><a href="http://www.slideshare.net/feliphelavor/arquitetura-de-escolha-ebai-2010" title="Arquitetura de Escolha - EBAI 2010">Arquitetura de Escolha &#8211; EBAI 2010</a></strong><object id="__sse5766139" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ebai2010tomadadedecisaofeliphelavor-101113042242-phpapp01&#038;rel=0&#038;stripped_title=arquitetura-de-escolha-ebai-2010&#038;userName=feliphelavor" /><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed name="__sse5766139" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ebai2010tomadadedecisaofeliphelavor-101113042242-phpapp01&#038;rel=0&#038;stripped_title=arquitetura-de-escolha-ebai-2010&#038;userName=feliphelavor" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object> </div>
<p>Como assunto relacionado, segue o link para o meu primeiro post do blog, justamente sobre <a href="http://feliphe.com/paradoxo-da-escolha/">Paradoxo da Escolha</a>. Que engraçado, estava falando sobre isso em 2008, e em 2010 volto ao tópico em um congresso. Será que estou ficando repetitivo?</p>
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		<title>Estamos ficando mais sofisticados?</title>
		<link>http://feliphe.com/estamos-ficando-mais-sofisticados/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 19:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Me lembro que costumava comparar o teor dos textos jornalísticos daqui com o que eu lia nos jornais ingleses enquanto morava em Londres (em 2006). Me parecia que os jornais de lá destacavam pontos mais relevantes dos assuntos abordados que os nossos jornais. Por exemplo, quando falavam da abertura de alguma estação nova de metrô [...]]]></description>
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<p>Me lembro que costumava comparar o teor dos textos jornalísticos daqui com o que eu lia nos jornais ingleses enquanto morava em Londres (em 2006). Me parecia que os jornais de lá destacavam pontos mais relevantes dos assuntos abordados que os nossos jornais. Por exemplo, quando falavam da abertura de alguma estação nova de metrô eles sempre falavam de coisas como &#8220;revitalização econômica da área X&#8221; e &#8220;Y vagas de trabalho serão criadas devido à nova estação&#8221;. Aqui a notícia era do tipo &#8220;X azulejos foram utilizados na nova estação&#8221; e &#8220;a construção atinge Y metros de profundidade&#8221;.  Sei lá, tinha a impressão que muitas vezes nossos jornais destacavam pontos completamente inúteis das notícias.</p>
<p>Mas neste final de semana vi uma coisa que contraria o que eu pensava. Saiu um artigo na última Economist falando da economia do tráfico de drogas no Rio, e na Folha de hoje saíram algumas matérias no mesmo tom. Achei legal. Posso estar errado, mas me parece que estamos ficando mais sofisticados na abordagem de notícias.</p>
<p>Alguns pontos interessantes que ambas publicações levantaram:</p>
<ul>
<li>Geralmente o tráfico de drogas de uma grande cidade é dominado por uma única gangue, situação de certa forma mais &#8220;gerenciável&#8221; para o Estado. No Rio existem três grandes gangues competindo por espaço (Comando Vermelho, Terceiro Comando e Amigo dos Amigos);</li>
<li>A classe média carioca está indo menos aos morros para comprar drogas (por causa do aumento da violência nas favelas, do uso de drogas sintéticas como ecstasy e do tráfico operado pela própria classe média). Por isso as gangues estão precisando brigar mais pelos espaços consumidores que restam, no caso os próprios morros;</li>
<li>Os traficantes do Rio hoje estão operando próximo ao seu custo de &#8220;manutenção&#8221;, isto é, as margens de lucros estão ficando menores;</li>
<li>As diferenças de remuneração entre os diferentes trabalhadores do tráfico é bem menor que a diferença média no mercado de trabalho brasileiro. Ironicamente os salários do tráfico são mais &#8220;igualitários&#8221;.</li>
</ul>
<p>Achei interessante ver a abordagem de um jornal brasileiro parecida com a de uma revista como a Economist. Como disse, tinha a impressão que antes os nossos jornais falavam apenas de quantas pessoas morreram, quantos tiros foram disparados e esse tipo de coisa. Entender a lógica e a economia por trás do negócio nos ajudará a tomar decisões mais racionais para combater o problema.</p>
<p>****</p>
<p>Infelizmente não posso colocar links para as notícias. A Economist agora está deixando apenas assinantes da revista acessarem as notícias da edição corrente, e a Folha também pede senha (o máximo que consegui foi colocar aqui o <a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/10/folha-violencia-rio.jpg" target="_blank">infográfico que saiu na Folha</a>, em péssima resolução, mas nem sei se eu poderia fazer isso). Foi mal&#8230;</p>
<p>Aliás, uma coisa que ainda temos que melhorar são nossos sites. O site da Economist é super limpo, direto, fácil de ler e ainda abre espaço para discussão em todas as notícias. Na notícia sobre o tráfico no Rio, por exemplo, o leitor que se identifica como &#8220;campinas sp&#8221;  postou o seguinte comentário:</p>
<blockquote><p>the net profit of 8% per year is very low and almost close to govern Selic, value where anyone can borrow money to govern without any risk. Drug is not exclusively a health problem, but police problem too. The key factor is the federal govern is unable to watch the Brazil border with Bolivia, from the cocaine comes, and from Paraguai, from arms come.What a nightmare for Brazil youngers parents.&#8221;</p></blockquote>
<p>Legal, né? Enquanto isso, o site da Folha é péssimo, muito ruim para ler as notícias e ainda por cima não reproduz todo o conteúdo do jornal impresso (como os gráficos por exemplo). Bom, já que estamos nos sofisticando na mensagem, espero que em breve iremos nos sofisticar no meio também :)</p></div>
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		<title>BRIC Não, BIC!</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 03:20:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um artigo da Economist da semana passada vi pela primeira vez uma sigla que achei muito interessante: BIC. O que seria o BIC? Nada mais que o BRIC sem o R. Ou seja: o conjunto de &#8220;países-emergentes-para-acompanhar-de-perto&#8221; &#8211; Brasil, Rússia, Índia e China &#8211; só que sem a Rússia! Achei muito bom. Por que? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-1151 alignnone" title="putin" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/02/putin.jpg" alt="putin" width="535" height="369" /></p>
<p>Em um <a href="http://www.economist.com/world/international/displaystory.cfm?story_id=13145370" target="_blank">artigo</a> da Economist da semana passada vi pela primeira vez uma sigla que achei muito interessante: BIC.</p>
<p>O que seria o BIC? Nada mais que o BRIC sem o R. Ou seja: o conjunto de &#8220;países-emergentes-para-acompanhar-de-perto&#8221; &#8211; Brasil, Rússia, Índia e China &#8211; só que sem a Rússia! Achei muito bom.</p>
<p>Por que?</p>
<p>Quem me conhece sabe que tenho uma certa implicância com a Rússia. Não contra o povo em si, mas contra seu governo. Acho um bando de paspalhões que se sustenta apenas devido ao petróleo. Quer dizer, sustentava, mas vou falar disso mais na frente.</p>
<p>Quando olhamos de perto vemos que todos os países do BRIC são bem diferentes entre si. Mas digamos que a Rússia seja mais diferente que os outros. Apesar das peculiaridades, China, Índia e Brasil possuem uma característica comum que será fundamental na configuração da economia mundial após a crise: um mercado interno enorme e ativo, com classe média cada vez maior. Nenhum dos três países construiu suas economias sobre a exportação de apenas uma matéria-prima ou combustível, pelo contrário, precisaram desenvolver suas tecnologias de extração, agricultura, produção industrial e serviços. Esse esforço, mais intenso nas últimas décadas, demandou o surgimento de uma classe de profissionais interna, o que movimentou a economia e tem auxiliado no processo de desconcentração da renda.</p>
<p>Já a Rússia&#8230; Bem, a Rússia é o contrário disso tudo. Eles construíram sua economia basicamente em cima da exportação de petróleo, e nem para esse mercado se esforçaram para avançar na tecnologia de produção. Com um cenário parecido à de outros PetroEstados, em que os altos preços dos combustíveis bastaram para manter a economia forte, a riqueza ficou cada vez mais concentrada e a classe média cada vez menos qualificada. Isso porque simplesmente o dinheiro estava brotando do chão, não foi necessário muito esforço para conquistá-lo.</p>
<p>Sabe quem isso me lembra? A Venezuela de Chávez e o Irã de Ahmadinejad. Durante a alta do petróleo os dois, juntos com Putin em Moscou, estavam todo animadinhos. Rússia criando conflitos na Europa e bloqueando transporte de gás, Chávez se achando o próprio Símon Bolívar e querendo estender seu governo indefinidamente, e Irã querendo avançar seu poderio no Oriente Médio na base de posse de armamento nuclear. E todo o resto do mundo meio que quieto, pois dependia do combustível deles.</p>
<p>Só que com a crise o vento mudou, a demanda por combustível caiu e, com ela, o preço do petróleo. Agora os três ficaram, digamos, mais tímidos.</p>
<p>Diante disso, sinceramente, com quem vocês acham que a Rússia parece mais? Com o &#8220;nosso&#8221; grupo &#8211; Brasil, Índia e China &#8211; ou com o grupo &#8220;deles &#8211; Irã e Venezuela? Eu não tenho dúvidas, por isso gostei muito do BIC. Aliás, ainda proponho uma nova sigla: RIV, o grupo dos caras maus :)</p>
<p>Mas tem um perigo nessa história toda&#8230; Por hora podemos ficar esperançosos com o enfraquecimento dos três patetas, mas isso pode mudar assim que a crise acabar, chutemos que lá para o fim de 2010. Isso porque é muito provável que a demanda energética volte alta como nunca, considerando que a classe média mundial continuará crescendo até lá, mesmo com a crise. Infelizmente o mesmo não pode ser dito da capacidade de produção, porque não esperem que Rússia, Venezuela ou Irã estejam preocupados com isso. Digamos que planejamento de longo prazo não é o forte deles. Com a demanda por combustível mais alta mas a produção sem crescimento, inevitavelmente os preços subirão. Então é grande a probabilidade do poder dos petro-czares voltar com força total e eles ficarem ainda mais malucos. Ou seja: se não fizermos nada agora a irresponsabilidade e arrogância deles os deixarão ainda mais fortes depois da crise.</p>
<p>Por isso torçam para que o plano do Obama de investir em combustível renovável como saída para fortalecer a economia americana funcione. Não é demagogia ou uma nova bolha que está se criando, é a preparação mundial para se livrar desses malucos dos PetroEstados de uma vez por todas. Aí Venezuela, Rússia e Irã deverão desenvolver suas economias como todos nós temos feito: trabalhando. Quando isso acontecer, talvez, vá fazer sentido pensar em BRIC de novo, com todas as letras. Por enquanto eu prefiro ficar com BIC :)</p>
<p>***</p>
<p><a href="http://www.newsweek.com/id/184766" target="_blank">Artigo bom na Newsweek sobre os PetroEstados </a></p>
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		<title>Subindo o nível da discussão</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 00:47:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Web]]></category>

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		<description><![CDATA[Na meia-noite do dia 29 de Março o GNT transmitirá o documentário americano I.O.U.S.A., espécie de &#8220;Uma Verdade Incoveniente&#8221; econômico. O filme mostra as causas e consequências da dívida gigante do governo americano, e foi lançado um pouco antes do caos financeiro começar na segunda metade do ano passado. Com visual moderno e uma lista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na meia-noite do dia 29 de Março o GNT transmitirá o documentário americano I.O.U.S.A., espécie de &#8220;Uma Verdade Incoveniente&#8221; econômico. O filme mostra as causas e consequências da dívida gigante do governo americano, e foi lançado um pouco antes do caos financeiro começar na segunda metade do ano passado. Com visual moderno e uma lista de entrevistados impressionante (incluindo Warren Buffett e Alan Greenspan), o filme levou para o cinema uma discussão normalmente distante para o grande público. Fez um relativo sucesso lá fora, chegando a concorrer ao prêmio de melhor documentário no Sundance Film Festival, mas aqui está pulando direto para a televisão. Confesso que não entendi o porquê, mas pelo menos poderemos vê-lo em casa.</p>
<p>Independente do teor do documentário, o que acho legal do filme é o fato de ele ser um bom símbolo de como o avanço dos meios de comunicação está ajudando a subir o nível da discussão da sociedade de uma maneira geral. Que o volume de informação disponível está crescendo a cada dia já é meio clichê, mas acho que estamos vendo também um aumento qualitativo do processo. E o mais importante: dos dois lados, tanto de quem oferece a informação quanto de quem consome.  </p>
<p>Ainda escreverei um post sobre o que acho que poderá ser o pulo do gato no nosso processo civilizatório daqui a algumas décadas: a combinação do aumento de força de trabalho educada, filhos de quem está alcançando a classe média hoje, com o arsenal poderoso de tecnologia da informação que está sendo arquitetado, internet rápida e disponível em equipamentos portáteis. Mas por enquanto aproveito para lembrar da transmissão desse documentário para os leitores do blog :)</p>
<p>Quem tiver  curiosidade, veja abaixo um &#8220;compacto&#8221; de 30mins do filme:</p>
<p><object width="480" height="385" data="http://www.youtube.com/v/O_TjBNjc9Bo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/O_TjBNjc9Bo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Fazendo (mau) negócio no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 01:37:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi no blog do Alexandre Schwartsman hoje, achei tão absurdo que resolvi colocar aqui também. Uma pesquisa feita pelo Banco Mundial com a PricewaterhouseCoopers relaciona quantas horas por ano uma empresa de médio porte de um país deve trabalhar para pagar seus impostos. Eu já sabia que o peso tributário aqui era muito grande, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vi no blog do Alexandre Schwartsman hoje, achei tão absurdo que resolvi colocar aqui também. Uma pesquisa feita pelo Banco Mundial com a PricewaterhouseCoopers relaciona quantas horas por ano uma empresa de médio porte de um país deve trabalhar para pagar seus impostos. Eu já sabia que o peso tributário aqui era muito grande, mas não tinha noção que fosse tão desproporcionalmente maior que no resto do mundo. Ficamos no topo dos que precisam de mais horas trabalhadas para pagar seus tributos, em uma lista de 181 países! Surreal&#8230;.</p>
<p>Abaixo coloco uns gráficos para ilustrar o drama, mostrando o total de horas por país ou região em um ano. Espero que falem bastante sobre isso nesse ano de crise, para ver se essa Reforma Tributária sai logo.</p>
<h4>Brasil x Média por região<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-795" title="media_regiao" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/01/media_regiao.jpg" alt="media_regiao" width="480" height="330" /></h4>
<h4>Brasil x Ricos</h4>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-796" title="ricos" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/01/ricos.jpg" alt="ricos" width="480" height="330" /></p>
<p><strong>BRIC&#8217;s</strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-797" title="bric" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/01/bric.jpg" alt="bric" width="480" height="330" /></p>
<p><strong>10 Maiores (que turma&#8230;)</strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-799" title="10maiores1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/01/10maiores1.jpg" alt="10maiores1" width="480" height="330" /></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Gaza lá, Gaza aqui</title>
		<link>http://feliphe.com/gaza-la-gaza-aqui/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 01:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por conta dos ataques israelenses os holofotes da imprensa encontram-se hoje sobre Gaza. Israel organizado, mas desproporcionalmente forte. Palestinos fracos, mas imprevisivelmente violentos. As perguntas inevitáveis sempre vêm à cabeça: &#8220;Quem está certo? Quem está errado?&#8221;. Difícil responder. Mas quando tiramos o olhar emotivo da situação e observamos como os palestinos vivem nesse pedacinho de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-746" title="isla" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/01/isla.jpg" alt="isla" width="500" height="244" /></p>
<p>Por conta dos ataques israelenses os holofotes da imprensa encontram-se hoje sobre Gaza. Israel organizado, mas desproporcionalmente forte. Palestinos fracos, mas imprevisivelmente violentos. As perguntas inevitáveis sempre vêm à cabeça: &#8220;Quem está certo? Quem está errado?&#8221;.</p>
<p>Difícil responder. Mas quando tiramos o olhar emotivo da situação e observamos como os palestinos vivem nesse pedacinho de terra, percebemos que a situação se repete de forma parecida em vários outros bolsões de pobreza no mundo. Quando olhamos bem a vida dessas pessoas vemos que muito dali está também no Iraque, no Irã, nas favelas brasileiras e nos banlieues parisienses. Traços que, reunidos, formam um prato cheio para formação de grupos rebeldes e atitudes extremadas.</p>
<p>Listando pontos que vemos repetidos nesses lugares:</p>
<ul>
<li>Falta se saneamento básico, poucas oportunidades de emprego e educação, escassez de alimentação e remédios, frágil estrutura básica hospitalar, de transportes e de segurança social;</li>
<li>Idade média da população baixa;</li>
<li>Sentimento de frustração potencializado pelos avanços dos meios de comunicação (hoje é mais fácil saber o que estamos perdendo, ou deixando de ganhar, quando olhamos pela televisão e pela internet a vida das pessoas em outros países).</li>
</ul>
<p>Não tem como não criar conflito. E não é nem preciso ter um motivo &#8220;nobre&#8221; como religião por trás: pessoas frustradas e humilhadas encontrarão diferentes razões para se envolver em atividades violentas, na esperança de conseguir assim o que a realidade não consegue lhes oferecer.</p>
<p>Thomas Friedman fala sobre isso no manjado, mas que eu me amarro :), &#8220;<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1961147/mundo+e+plano:+uma+breve+historia+do+seculo+xxi,+o" target="_blank">O Mundo É Plano&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>Humiliation is the most underestimated force in international relations and in human relations. It&#8217;s when people or nations are humiliated that they really lash out and engage in extreme violence&#8230;</p>
<p>In the old days, leaders could count on walls and mountains and valleys to obstruct their people&#8217;s view and keep them ignorant and passive about where they stood in comparison to others. You could see only to the next village. But as the world gets flatter people can see for miles and miles.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://www.newsweek.com/id/177385"><img class="size-full wp-image-775 alignleft" title="newsweek" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2009/01/newsweek.jpg" alt="newsweek" width="207" height="251" /></a>Como solucionar a questão? Entra ano, sai ano, aparece um monte de gente com várias receitas mágicas. Se fosse fácil já estaria resolvido, né? Mas li algumas coisas legais no final do ano passado, principalmente na edição especial de fim de ano da <a href="http://www.newsweek.com/id/177385" target="_blank">Newsweek </a>- com o humilde título &#8220;How to fix the world&#8221;.  A revista reuniu pensadores importantes do mundo para discutir as questões fundamentais de 2009, sendo que um dos tópicos principais era o avanço da violência nos países islâmicos. Pensei que algumas das idéias talvez pudessem ser replicadas em outros bolsões de miséria, como nossas favelas por exemplo, então aproveitei para reunir os pontos mais relevantes nesse post:</p>
<h3>FORTALECIMENTO DA ECONOMIA E MICROCRÉDITO</h3>
<p>Esse ponto foi levantado por Paul Brinkley, no artigo &#8220;<a href="http://www.newsweek.com/id/177417" target="_blank">Want to save Iraq? Invest.</a>&#8220;. Ele explica que muitos dos insurgentes que atacam o exército americano por lá não o fazem por ideologia, mas porque estão sendo pagos pelos líderes antiamericanos do país. O desemprego no Iraque bateu em 50%, muitos chefes de família não têm outra oportunidade de receita fora a contravenção. Brinkley argumenta que a melhor saída para desmantelar esses exércitos paralelos não é a força bruta, mas sim a criação de empregos através de investimentos diretos na região. Além de tirar soldados do crime, seriam reduzidas as barreiras culturais ainda existentes entre americanos e iraquianos. Através também do microcrédito, que já vem dando certo em tantas outras regiões do mundo, pequenos negócios poderiam proliferar, secando ainda mais a fonte de jovens frustrados para os exércitos dos radicais islâmicos.</p>
<h3>FORTALECIMENTO DAS MULHERES</h3>
<p>No artigo &#8220;<a href="http://www.newsweek.com/id/177388" target="_blank">To fix Islam, Start from the inside</a>&#8220;, escrito por Irshad Manji, é levantado um ponto importante:</p>
<blockquote><p>Educate a boy and you educate only that boy. But educate a girl and you educate her entire family.&#8221;</p></blockquote>
<p>Claro que as mulheres islâmicas vivem uma situação muito mais delicada que as do mundo ocidental, mas é fato que meninas educadas terão um papel decisivo na formação de crianças e no planejamento familiar. Correntes afirmam que a legalização do aborto tem consequências na redução da violência, mas um direcionamento de projetos sociais voltados para mulheres, mesmo sem a alternativa do aborto, talvez tenha um resultado parecido.</p>
<h3>BALANCEAMENTO EXTERNO</h3>
<p>Essa foi a sugestão feita por John Mearsheimer, no artigo &#8220;<a href="http://www.newsweek.com/id/177380" target="_blank">Pull those boots of the ground</a>&#8220;. No inglês ele chama de &#8220;offshore balancing&#8221;, explicando que posicionar o exército americano estrategicamente entre pontos de tensão, e não no centro deles, pode ser mais barato e mais eficaz do que o que está sendo feito hoje. O &#8220;offshore&#8221; seria o posicionamento externo, o &#8220;balancing&#8221; seria contar com poderes regionais dos pontos de tensão (no caso Irã, Iraque e Arábia Saudita)  para se auto regularem. Os EUA continuariam engajados no apoio econômico e diplomático a esses países, posicionados para intervir militarmente em tempo hábil no caso de crises. Mas o fato de não estarem tão intensamente dentro dos problemas seria mais barato e diminuiria o ressentimento da população do local, reduzindo a quantidade de jovens disponíveis para os grupos rebeldes locais.</p>
<p> </p>
<p>Eu ia lendo esses artigos e pensando &#8220;Engraçado, eles estão falando dos países muçulmanos, mas me parece que tudo poderia ser aplicado também nas nossas favelas.&#8221;, por isso resolvi escrever esse post.</p>
<p> No final das contas acho que o mais importante é entender que a miséria de alguns, além de cruel, traz prejuízos para todos. Não adianta Israel ser forte economicamente, ser uma referência tecnológica para o mundo, se ali ao lado tem tanta gente junta levando uma vida de frustrações como acontece em Gaza. Os ataques palestinos só diminuirão quando os jovens de Gaza não se sentirem mais humilhados, e acho que o mesmo acontece em outros focos de pobreza no planeta.</p>
<p>***</p>
<p>Só uma obs: ainda estou por fora das novas regras ortográficas. Me desculpem :)</p>
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		<title>Mais que tapa na pantera</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 20:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Web]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse post é rapidinho, para quem passar aqui entre os feriados de Natal e Ano-Novo. Está acontecendo uma coisa muito legal na internet. Já foi a época que a tecnologia de vídeos online era só utilizada para ver &#8220;Tapa na Pantera&#8221; e afins. Agora é possível aprender sobre um monte de coisas de forma rápida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse post é rapidinho, para quem passar aqui entre os feriados de Natal e Ano-Novo.</p>
<p>Está acontecendo uma coisa muito legal na internet. Já foi a época que a tecnologia de vídeos online era só utilizada para ver &#8220;Tapa na Pantera&#8221; e afins. Agora é possível aprender sobre um monte de coisas de forma rápida e agradável, através de vídeos disponibilizados gratuitamente em sites que vão muito além do Youtube. E o que é mais interessante é que alguns vídeos não estão sendo apenas adaptados para a internet, na verdade muitos deles estão sendo produzidos especificamente para o formato web. Mérito dos softwares de animação, equipamentos de filmagem e gerenciadores de conteúdo para sites cada vez mais acessíveis,  combinados ao advento das redes sociais online. Juntas essas inovações estão tornando possível a proliferação desse tipo de mídia.  </p>
<p>Claro que depois de ver os vídeos a gente se esquece de quase tudo :), mas alguma coisa sempre fica.</p>
<p>Decidi reunir alguns exemplos aqui, para quem tiver um tempinho livre nesses dias de festa.</p>
<h2>Leveraging and deleveraging</h2>
<p>Alavancagem financeira, empréstimos, &#8220;dinheiro que não existe&#8221;. Às vezes a gente lê no jornal &#8220;A empresa X estava muito alavancada&#8221;, mas muita gente não sabe direito o que isso significa. Pois aprenda agora, em apenas 8mins.</p>
<p><object width="400" height="302" data="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2466247&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2466247&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /></object></p>
<p><a href="http://vimeo.com/marketplace/videos/sort:date" target="_blank">Mais vídeos de Marketplace.</a></p>
<h2>Congo</h2>
<p>Quem sabe alguma coisa da história recente do Congo levanta a mão! Fala sério, difícil, né? Essa é daquelas notícias que saem no Jornal Nacional, a gente escuta, fica chocado, mas depois esquece. E o pior: não consegue juntar as notícias que saem sobre o assunto umas com as outras. Pois não fique mais boiando, assistindo a essa animação da Economist de 4mins.</p>
<p><iframe src='http://video.economist.com/linking/index.jsp?skin=oneclip&#038;ehv=http://audiovideo.economist.com/&#038;fr_story=6123320a39d80ad56bc0157aa1e36988db01fa9f&#038;rf=ev&#038;hl=true' width=402 height=336 scrolling='no' frameborder=0 marginwidth=0 marginheight=0></iframe><br />
 <br />
<a href="http://audiovideo.economist.com/" target="_blank"> Mais vídeos da Economist.</a></p>
<h2>China e o Natal dos EUA</h2>
<p>Esse é mais engraçado, mas importante do mesmo jeito. Dá uma idéia da importância dos produtos chineses para a sociedade americana e, simetricamente, das importações americanas para a economia chinesa. Podemos entender porque uma crise nos EUA tem um impacto tão grande no gigante da Ásia e, conseqüentemente, no mundo todo &#8211; lembrando que ambos EUA e China são os dois maiores parceiros comerciais de diversos países, incluindo o Brasil. Uma lição em menos de 2mins.</p>
<p><object width="416" height="264" data="http://www.good.is/wp-content/plugins/video/component.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="flashvars" value="video=http://s3.amazonaws.com/www.goodmagazine.com/videos/Xmas.mp4&amp;image=http://s3.amazonaws.com/www.goodmagazine.com/splash/1229719966-Xmas4.jpg&amp;title=Christmas: Made in China&amp;doubleClickUrl=http://www.good.is/?p=14302" /><param name="src" value="http://www.good.is/wp-content/plugins/video/component.swf" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><a href="http://www.good.is/sections/video/videos.php" target="_blank">Mais vídeos da Good.</a></p>
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		<title>Fewer, better things.</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 03:48:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Como você imaginaria uma propaganda de diamantes no momento em que a economia mundial está prestes a entrar em recessão? Num cenário em que todos estão cortando gastos, economizando e gastando apenas com o essencial, como seria anunciado um bem tão supérfluo como uma jóia? Uma propaganda que saiu na Economist da última semana responde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-663" title="diamante1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/diamante1.jpg" alt="" width="500" height="244" /></p>
<p>Como você imaginaria uma propaganda de diamantes no momento em que a economia mundial está prestes a entrar em recessão? Num cenário em que todos estão cortando gastos, economizando e gastando apenas com o essencial, como seria anunciado um bem tão supérfluo como uma jóia?</p>
<p>Uma propaganda que saiu na Economist da última semana responde à essas perguntas de maneira genial. Aliás, o anúncio é uma aula de economia, pelo menos pela minha percepção :)</p>
<p>Segue o texto do anúncio:</p>
<blockquote><p><strong>FEWER, BETTER THINGS.</strong></p>
<p>Our lives are full of things. Disposable distractions, stuff you buy but do not cherish, own yet never love. Thrown away in weeks rather than passed down for generations.</p>
<p>Perhaps things will be different now. Wiser choices made with greater care. After all, if the fewer things you own always excite you, would you really miss the many that never could?</p>
<p>- The De Beers Family of Companies</p></blockquote>
<p>Atenção para a ironia: o anúncio está levantando a bandeira de redução do consumismo fútil, mas foi  veiculado em um dos maiores símbolos do capitalismo no planeta. Demagogia marketeira?</p>
<p>Pode ser, mas eu acho que o texto faz o maior sentido e não acho incoerente ele estar na Economist.</p>
<p>As pessoas tendem a considerar o materialismo idiota como uma das mazelas inevitáveis do sistema  capitalista. Engraçado que eu nunca associei essa vontade incessante de acumular bens com o  capitalismo, essa postura sempre me pareceu mais mercantilista. Para mim capitalismo é sobre  comércio, trocas, transferências, circulação de valor.</p>
<p>Já conversei sobre isso com alguns amigos, uma proposta de teoria econômica a ser maturada e  divulgada daqui a algumas décadas :). Um pensamento que estimule o consumo focado em experiências de bem-estar, em que a relação custo-benefício fosse melhor observada pelas pessoas na hora de se escolher onde e como gastar dinheiro. Em resumo: uma proposta para que nós, consumidores, passássemos a gastar nossa grana extra mais no que realmente nos dá tesão e menos no que não nos faz muita diferença.</p>
<p>Existe um monte de pesquisa falando sobre isso, mas o comportamento continua se repetindo o tempo  todo: colocamos dinheiro em coisas que não nos satisfazem tanto. Antes de tê-las sempre as queremos  muito, quando conseguimos vemos que elas não têm tanta graça assim. Será que é tão difícil aprender com nossas experiências prévias o que nos deixa felizes ou não? <a href="http://www.nytimes.com/imagepages/2005/10/03/science/20051004_HAPP_GRAPHIC.html" target="_blank">Nessas pesquisas</a> normalmente os países mais ricos possuem um grau de felicidade maior que os países pobres, mas a partir de um certo nível o crescimento econômico deixa de aumentar o grau de satisfação do povo. É o momento em que possuir mais bens materiais já não surte muito efeito.</p>
<p>Vejam se isso também não vale para as nossas vidas. Entendo que algumas pessoas têm tesão em carros, perfumes, sapatos, o que quer que seja. Mas já notaram que a partir de um certo valor o produto mais caro já não traz uma satisfação muito maior assim? Parece que para cada coisa existe um linha de saturação de satisfação, e nessa teoria (ingênua) que proponho a grana que não seria gasta além dessa linha seria aplicada em outras coisas nas quais ainda não saturamos a nossa satisfação.</p>
<p>Por exemplo: queremos comprar um carro. Confortável, que dê um gás no nosso status e que não vá nos deixar na mão. Temos grana suficiente para comprar um no valor de 5$. A compra desse carro é importante para movimentar a economia, pois assim fortalecemos a cadeia de valor ligada à indústria automobilística.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-673" title="custo1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/custo1.jpg" alt="" width="500" height="400" /></p>
<p>Mas depois pensamos melhor e vemos que um carro similar, mas de custo 4$, iria nos trazer a mesma satisfação que o carro mais caro. Ou a satisfação extra que esse 1$ de diferença nos traria poderia ser maior se aplicássemos em outra coisa. Então compramos o tal carro de 4$ e com o 1$ fazemos uma viagem bacana, até pagando para aquela pessoa que queremos perto mas que não teria condição de pagar pelo passeio ir com a gente. No final das contas você ainda terá um carro, mas terá também uma viagem que lembrará para o resto da vida, além de ter feito seu dinheiro circular por mais mercados diferentes.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-674" title="custo2" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/custo2.jpg" alt="" width="500" height="400" /></p>
<p> </p>
<p>Indo mais longe ainda, você vê que um carro de 3$ na verdade também traria uma satisfação bem razoável. Então você se decide por ele, faz a viagem (bem acompanhado) e ainda fica com grana para gastar com mais jantares fora, shows, cinemas&#8230;</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-727" title="custo32" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/custo32.jpg" alt="custo32" width="502" height="394" /></p>
<p> </p>
<p>Agora imagine esse pensamento replicado durante toda nossa vida, com todo mundo que tem dinheiro extra para gastar pensando assim? Pode até parecer que no final das contas a grana total pelo mercado seria a mesma, mas isso não é verdade. A circulação de valor cria mais valor. Com as trocas mais pessoas têm acesso a riqueza e, por conseqüência, mais acesso à educação. Com mais gente educada mais inovações poderão acontecer e serão elas que aumentarão o nível de riqueza da sociedade.</p>
<p>Não estou dizendo que é ruim desejar ter o mais caro possível. Esse pensamento é importantíssimo para que haja inovação e avanço. Mas sempre existirão pessoas com muito tesão em coisas específicas, que de qualquer forma vão querer possuir o mais caro &#8211; seja pela qualidade do bem em si, seja pela satisfação de ter o que os outros não têm (os bens posicionais). Mesmo que a gente abra mão do carro de 5$, sempre existirá demanda para ele. E para conquistar esse mercado as empresas continuarão competindo sempre para melhorar a qualidade de seus produtos. Então, como disse antes, acho que devemos focar nossas grana extra apenas no que nos satisfaz de verdade, seja uma viagem, um curso, futebol, ou<script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script> até em juntar dinheiro. O ganho será triplo: forçamos o avanço do nicho, não deixa<script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script>remos riqueza parada em bens que não estão trazendo prazer para a sociedade e teremos mais dinheiro para consumir em diferentes mercados.</p>
<p>Menos coisas, mas melhores :)</p>
<p>Agora, o mais legal disso tudo, é que até Adam Smith já levantava essa bola. Olha o que ele mesmo disse no livro <em>The Theory of Moral Sentiments</em>:</p>
<blockquote><p>How many people ruin themselves by laying out money on trinkets of frivolous utility?”</p></blockquote>
<p>Gostaria muito de ouvir os furos e questões dessa idéia, se alguém quiser colaborar.</p>
<p>***</p>
<p>Acho que esse será o último post antes do Natal, então boas festas para todo mundo <script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script>que estiver lendo.</p>
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		<title>Regulação e Ciclos</title>
		<link>http://feliphe.com/regulacao-e-ciclos/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 03:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Feliphe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Na edição internacional da Newsweek de 27 de Outubro desse ano foram publicados dois artigos excelentes que formam o tema do que vou falar nesse post. O primeiro texto, de Robert J. Samuelson, fala de como &#8220;bons tempos alimentam maus tempos, e vice-versa&#8221;. Se as coisas estão boas demais é provável que elas piorem, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-622" title="bicicleta" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/bicicleta.jpg" alt="" width="500" height="211" /></p>
<p>Na edição internacional da <a href="http://www.newsweek.com/id/164588" target="_blank">Newsweek de 27 de Outubro</a> desse ano foram publicados dois artigos excelentes que formam o tema do que vou falar nesse post.</p>
<p><a href="http://www.newsweek.com/id/164522?tid=relatedcl" target="_blank">O primeiro texto</a>, de Robert J. Samuelson, fala de como &#8220;bons tempos alimentam maus tempos, e vice-versa&#8221;. Se as coisas estão boas demais é provável que elas piorem, porque sucesso inspira excesso de confiança. Se a situação está difícil pode esperar que ela vai melhorar, porque normalmente a crise gera oportunidades e progresso. E assim o ciclo continuaria indefinidamente.</p>
<p><a href="http://www.newsweek.com/id/164595" target="_blank">No próximo artigo</a> Lawrence Lessig, como que complementando o anterior, fala que a discussão toda no mercado financeiro hoje não deveria ser &#8220;regular ou não regular&#8221;, e sim &#8220;regular pensando nos ciclos&#8221;. Uma nova maneira de gerenciar riscos, tendo na cabeça que altos e baixos são inevitáveis e até saudáveis. Como rodinhas na bicicleta de uma  criança, que no caso seriam a regulação do mercado. Se a criança está fazendo muita estripulia colocamos as rodinhas, quando está mais tranquila tiramos as rodinhas. (atenção que essa metáfora é minha, não do cara)</p>
<p>Eu achei genial porque lendo assim parece óbvio, mas acho que não tem muita gente falando em soluções desse tipo. Em toda crise as pessoas se perguntam &#8220;Qual o furo nos modelos que estávamos utilizando?&#8221;, sempre deixando implícito que alguma coisa errada foi feita. Lessig sugere que talvez o furo não esteja no modelo e sim na falta de senso de oportunidade. Não existe modelo conveniente para todos os momentos, inclusive porque a utilização do mesmo por todo mundo altera a própria realidade que ele está tentando, bem, modelar :)  Por isso temos que ajustá-lo tendo em mente as altas e baixas dos ciclos econômicos. </p>
<h2>Regulação, altos e baixos</h2>
<p>Não dá para negar a elegância da idéia de uma regulação anti-cíclica, que equilibre as variações de otimismo e pessimismo do mercado, por isso fiquei empolgado. Mas se olharmos para trás veremos que na verdade isso já acontece naturalmente, principalmente se considerarmos os EUA de 1860 para cá.</p>
<p>Na segunda metade do séc. XIX, após a Guerra da Secessão, os americanos se focaram na reconstituição de sua economia. A industrialização do país deu um salto considerável e todo o terri<script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script>tório foi &#8220;trilhado&#8221;, no que ficou conhecida como a bolha das Estradas de Ferro. Entre avanços e tropeços a regulação do mercado financeiro deles foi sendo aliviada e o fato é que em 1929 a bolsa estava no auge da empolgação. Deu no que deu.</p>
<p>Com a quebra da bolsa de Nova York as coisas mudaram de figura. A mão visível do governo ficou mais fo<script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script>rte, como que para organizar a casa, e por fim o acordo de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordos_de_Bretton_Woods" target="_blank">Bretton Woods</a> foi sedimentado. O mercado ficou então mais comportado.</p>
<p>Mas em 1971 o mercado já estava domado demais e o acordo acabou sendo desfeito, trazendo aos poucos o clima de oba-oba de volta. Entre avanços e tropeços a regulação do mercado financeiro deles foi sendo aliviada e o fato é que em 2008 a bolsa estava no auge da empolgação. Deu no que deu. (sim, rolou um &#8216;ctrl+c,ctrl+v&#8217; aqui).</p>
<p>Agora, como era de se esperar, já estão falando em &#8220;aumentar a regulação do mercado&#8221; novamente, e até usando a expressão &#8220;<a href="http://www.guardian.co.uk/politics/2008/nov/14/g20-summit-key-aims-imf" target="_blank">Bretton Woods II</a>&#8220;. Mais uma vez o ciclo recomeça&#8230;</p>
<p>Fiz um esqueminha para facilitar a visualização de processo, onde contraponho as curvas &#8220;Empolgação&#8221; com &#8220;Regulação&#8221;.  - o blog é meu e eu posso usar os termos bobos que eu quiser :)</p>
<p> </p>
<p><a href="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/ciclo_gde.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-638" title="ciclos" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/ciclos.jpg" alt="" width="500" height="287" /></a></p>
<p> </p>
<p>Ou seja, como digo antes, pelo visto a tal a regulação anti-cíclica já acontece naturalmente. Mas provavelmente se aceitássemos mais harmoniosamente a existência dos ciclos e gerenciássemos melhor o processo &#8216;criação &gt; destruição &gt; criação&#8217; as crises seriam solucionadas mais rapidamente e com menos blá-blá-blá.</p>
<h2>A importância das bolhas</h2>
<p>Toda bolha é difícil, mas também <a href="http://money.cnn.com/galleries/2007/news/0705/gallery.bubbles/index.html" target="_blank">fundamental para avançarmos como sociedade</a>. As principais bolhas do séc. XIX nos EUA, a dos Telégrafos e a das Estradas de Ferro, deixaram o país todo conectado para a comunicação e para o transporte. No século XX tivemos a quebra da bolsa em NY, que acabou resultando na consolidação da infra-estrutura financeira americana. Na virada do milênio a bolha das &#8220;.com&#8221; deixou quilômetros e mais quilômetros de fibra óptica espalhados pelo mundo, o que barateou o acesso à internet que temos hoje. Em todas as bolhas o mercado viu bancos e empresas quebrarem com a secura de crédito, mas os resultados dos investimentos feitos no momento de otimismo ficaram para população.</p>
<p>Nos momentos em que a regulação está em queda e a empolgação em alta é quando desenvolvemos as tecnologias que ficarão após a bolha (telecomunicações, transportes, finanças&#8230;). No momento em que empolga<script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script>ção começa a entrar em queda e a regulação é apertada, consolidamos essas inovações.</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-610" title="iinovacao" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/iinovacao.jpg" alt="" width="480" height="229" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-611" title="destruicao1" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/destruicao1.jpg" alt="" width="480" height="229" /></p>
<p>Por isso deixar o mercado fluir entre altos e baixos é importante pra gente, sendo uma perda de tempo perseguir uma regulação ou modelos ideais para todos os momentos.</p>
<p>Não sei ainda qual o resultado da crise atual, mas chutaria que vai ser um mundo multipolarizado, com poder redistribuído entre mais países. Uma base sólida para que os frutos das bolhas anteriores  - meios de comunicação, sistemas de transporte e instrumentos financeiros avançados - sejam aproveitados por mais gente.</p>
<h2>O perigo do modelo</h2>
<p>Romântico né? Diria<script src="http://feliphe.com/wp-content/plugins/wp-polls/tinymce/plugins/polls/langs/pt.js?ver=311" type="text/javascript"></script> até meio utópico :) Mas temos que tomar um grande cuidado se os agentes financeiros realmente começarem a buscar uma regulação anti-cíclica. Não poderemos deixar que o pânico tome conta antes do necessário, senão alguns pulos de inovação vão deixar de existir sempre que alguém quiser colocar as rodinhas na bicicleta antes do momento certo. As bolhas ainda ocorrerão, mais seus resultados serão menos dramáticos, tanto os positivos como os negativos.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-612" title="ciclo2" src="http://feliphe.com/wp-content/uploads/2008/12/ciclo2.jpg" alt="" width="499" height="259" /></p>
<p>Então é isso&#8230; Uma teoria maluca de regulação para as regulações :) Um aperto periódico do mercado, que leve em conta os ciclos de altas e quedas mas que seja mais reativo que proativo. Será que rola? Ou é muita viagem? :)</p>
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