"Diga-me com quem andas e eu te direi se vou contigo" Letice Botelho
Categorias: Design, Web

Acho que já tem uns dois anos que mantenho o blog. Nesse tempo aprendi a ficar viciado em uma coisa que quem tem site vai entender: Google Analytics. Até que estou menos obcecado agora, mas teve uma época que eu checava o dashboard da ferramenta pelo menos uma vez por dia. Aqueles mil gráficos mostrando tudo sobre os visitante do site (quais páginas mais acessam, quanto tempo ficam navegando, de onde estão vindo…) é de deixar qualquer um maluco. Continuo acompanhando, mas de forma mais comedida :)

A questão é: a gente adora acompanhar um gráfico. Quando nos mostram de forma simples um bando de informação que normalmente é difícil de entender a gente acaba prestando atenção. Sacando isso já estão desenvolvendo ferramentas onde você pode praticamente monitorar a sua vida, como o Daytum.


Achei a idéia interessante, mas cá para nós, ficar anotando”virtualmente” tudo que fizemos o dia inteiro não é lá muito prático. O monitoramento contínuo que dá certo tem que ser simples. A palavra é “automático”. Para que o serviço realmente torne-se popular as análises já tem que vir naturalmente para o usuário, sem que ele precise ficar consolidando os dados manualmente. Como o Google Analyitcs: você loga e já vê os gráficos a partir dos dados coletados pelo sistema. Fácil.

Dois serviços já se tornaram bastante populares nos EUA e alguns outros lugares do mundo seguindo essa premissa: o Mint e o Nike+.



E no trabalho?

Eu sou fervoroso defensor de que o dia-a-dia no trabalho fique mais simples. Afinal são 8h em média (no mínimo) que ficamos no escritório. E também gosto da idéia de utilizar aplicativos para deixar o gerenciamento de produtividade mais simples, natural. Os fornecedores de TI já estão atentos para isso, oferecendo serviços cada vez mais gráficos para acompanhamento de linhas de produção, equipes de vendas e redes de suprimentos. Mas isso tudo já é meio que quantificável, mastigável, certo? Eles só estão organizando os dados e exibindo as consolidações de forma visual.

Mas e questões mais intangíveis do mundo corporativo? Existem pontos que podem redefinir totalmente alguns procedimentos de trabalho, como por exemplo os relacionamentos dentro da organização que não estão refletidos no organograma e a variação de tempo médio que funcionários precisam dedicar em determinadas atividades. Estes pontos podem parecer difíceis de serem quantificados, nesse caso os dados a serem monitorados não são tão óbvios quanto “produtos em estoque”. Mas eles existem, e provavelmente já estão disponíveis na empresa. Só é preciso desenvolver as ferramentas que vão coletá-los e consolidá-los em gráficos.

Para essas questões eu acho que o pessoal de desenvolvimento de aplicativos web está mais adiantado que as consultorias. As empresas de TI já estão desenvolvendo ferramentas desse tipo, mas elas ainda não se tornaram tão comuns (ou faladas) como as ferramentas mais “batidas”, como CRM e ERP. Por que? Também não sei. O meu palpite é que os próprios fornecedores ainda não acreditam no potencial de alcance desses recursos. Acho que a tecnologia ainda é vista como “passa-tempo de internet”, o que é uma pena. Se as pessoas já estão monitorando suas corridas pelo iPod, porque não iriam querer monitorar os relacionamentos de suas caixas de email? Ou seu nível de aprendizado, continuamente?

De qualquer forma acho que o “monitoramento pessoal e contínuo” é uma tendência que ainda vai crescer muito, então é bom ficar de olho. Reuni alguns exemplos dessas iniciativas, que talvez possam servir de referência para quem tiver lendo esse post.

Relacionamentos no ambiente de trabalho através das trocas de emails

Monitoramento “passivo” de uso do tempo de trabalho com Manictime

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